TRISTE REALIDADE
上海世博 Shanghai World Expo 2010 Closing Part D [HD][多元融合]
Para ajudar a clarificar ideias neste dia de reflexão, aqui vos ofereço este momento !
Era uma vez...
O VALOR DO VOTO

Justiça em Portugal

Fala-se como nunca de justiça em Portugal, mais grave ainda descredibiliza-se a justiça ou pior ela própria se descredibiliza, a justiça deixou de ser cega para ser paralítica com provavel associação de degenerescência progressiva grave vai precisar dumas mãos esterilizadas porque mãos limpas já serão demasiado contami...nadas. Esta autodestruição da justiça, e é privilégio dos mais poderosos, dos que estão para além da justiça. Num sistema democrático a justiça é um dos pilares fulcrais do seu bom funcionamento.
A tendência para a corrupção está implantada na natureza humana desde o princípio. A corrupção num sistema democrático acontece pela simples razão que a decisão de lugares de relevo são partidarizados e em torno dos partidos giram como satélites interesses e interesseiros que estrategicamente se colocam e trocam de lugares e favores. O próprio financiamento de partidos talvez seja o começo. Quão melhor é apercebermo-nos de que as origens da corrupção são insignificantes e inofensivas! Quando a riqueza (e o património) visível não tem suporte nas remunerações e outras fontes de riqueza declaradas? Então o Ministério Público deveria investigar, nomeadamente através das declarações fiscais ou outras obrigatórias. O cidadão indiciado é incriminado? Bem, antes de sentenciado tem todo o direito a se defender, explicar e provar que ganhou no euromilhões, recebeu herança do tio americano, etc., porque a presunção de inocência é inerente a um estado de direito.
Aos poucos a nossa sociedade está a desmoronar-se como um castelo de cartas. Os laços sociais estão a desaparecer, substituídos por um sistema de valores em que impera a vacuidade, o poder do mercantilismo e competitividade como forças motrizes - e não o são...
Pensem nisso.
Lúcia Dias
Construindo o futuro que desejamos
A classe política; grupo de pessoas que de uma forma ou de outra estão intimamente ligadas às decisões legislativas e executivas do nosso país, alguns mandatados pelo povo, outros encostados aos primeiros e assim sucessivamente; não são mais do que pessoas, nascidas e educadas na nossa sociedade, fruto da árvore social que somos todos nós. São portanto, reflexo das nossas virtudes e defeitos, dos valores que cultivamos, transmitimos ou abdicamos, das necessidades que temos vindo a criar e da inversão de prioridades que temos feito ao longo do tempo.Hoje, cresce a cada minuto o número de pessoas que se indignam com o estado em que tudo chegou, porque cada vez mais, são maiores as diferenças entre os que sobem e aqueles que servem de degrau e, por isso mesmo, descartáveis. Assim como os afectos que, lamentavelmente, também se transformaram em produto de consumo rápido, substituivel e perecível a curto prazo.
Apela-se a todas as vozes que não se deixem amordaçar e que lutem por si e pelos mais desprotegidos, para que a ninguém seja retirado o que, dignamente , lhes é devido e conquistado como um direito.
Mas, numa consciência cívica para uma cidadania verdadeiramente activa, é preciso fazer um pouco mais. E isso implica não só a luta pelos direitos, mas também a responsabilidade pelos deveres, deveres nossos, que são os direitos de outros e vise versa, num conceito intrínseco de liberdade, dignidade e justiça. É necessário ter a capacidade de olhar mais longe e acautelar a transformação do presente, no futuro que desejamos e que começa agora mesmo.
Como podemos desejar um futuro de igualdade e respeito uns pelos outros, em que as pessoas que escolhermos para nos governar não se deixem corromper pela ambição e poder, se ensinamos as nossas crianças ; a serem o eixo a partir do qual, tudo gira e tem de confluir a seu favor; a viverem na conquista fácil do prazer imediato, em que tudo é possível obter, não importando muito bem como; que tudo tem um preço e, portanto, a dignidade é coisa de somenos importância; que a palavra dada e o compromisso, podem mudar consoante o interesse que se tem ou não nas coisas; que o trabalho entristece e, contrariamente ao lazer, não produz alegria nem realização pessoal?!
Que futuro podemos desejar, quando ensinamos que os sucessos são nossos mas a responsabilidade dos fracassos é sempre dos demais; que o respeito não se conquista pela conduta e pela obra feita, mas pelo poder e influência que se exerce uns sobre os outros e que as minorias e os carenciados, são os fracos que vivem à margem, os coitados e os culpados de todos os males do mundo e por quem devemos ter apenas pena e dar a nossa caridade de vez em quando, porque nos fica bem?!
Como podemos desejar um futuro diferente deste presente, se não assumirmos que os valores com que educarmos agora os nossos filhos ( principios, palavras e exemplos), serão aqueles que veremos espelhados, um dia, naqueles que nos governarão e em todos os outros que serão também pais, educadores e cidadãos do mundo inteiro?!
Não podendo transformar o mundo, podemos através da educação daqueles que agora dependem de nós, assegurar que o futuro seja povoado por seres humanos melhores que aqueles que hoje, nos indignam, nos desrespeitam e nos envergonham tanto.
O ESTADO SOCIAL E OS NÚMEROS DA NOSSA VERGONHA








