.



DESAPARECIDA HÁ SEIS MESES

Sara Reis tem 16 anos. Fugiu de casa, na Trofa, em 23 de Fevereiro com uma mochila e não voltou mais. Era uma boa aluna mas largou tudo para seguir uma amizade com outra jovem de 24 anos
Até hoje ninguém sabe qual o local para onde Sara fugiu do mundo.
Os conflitos começaram quando a adolescente fez uma nova amiga na equipa de futsal, onde jogava. A colega tinha mais 9 anos, mas a proximidade entre ambas tornou-se evidente. «Ela começou a ficar diferente e ganhou outros hábitos. Chegava tarde a casa depois dos treinos, o que me deixava preocupado. Tentei pôr um travão, mas ela continuava. O ambiente ficou pesado», contou ao PortugalDiário Augusto Reis.
Sara enviou cartas aos pais
Depois da fuga, Sara enviou duas cartas aos pais onde os culpava pelo seu desaparecimento. Depois de conhecer a nova amiga, Sara tentou várias vezes a fuga. Mas acabava sempre por voltar. A relação entre as duas jovens não era clara. «Ela envolveu-se demais com essa menina e isso para nós não tinha jeito», afirma o pai. No entanto, Sara terá sempre negado qualquer relação íntima e insistido que eram só amigas. «Eu acabei por ceder, e se eram só amigas eu deixava-as estarem juntas. Só lhe pedia que respeitasse as horas e que dissesse onde estava. Mas ela não fez isso».
No dia da fuga, Sara simulou que ia para uma visita de estudo. Mas acabou por seguir em sentido contrário. Levava uma mochila com roupa. No cacifo da escola estavam também objectos que já lá tinha armazenado. «Ela planeou o que ia fazer».
As suspeitas de que Sara terá fugido com a amiga mais velha ganham força, uma vez que a jovem de 24 anos também desapareceu na mesma altura. Natural de Lisboa, a rapariga foi localizada pela PJ e interrogada. Segundo o pai, terá dito que não sabia de Sara, mas que a estava «a proteger dos pais». Augusto Reis conta que Sara era uma boa aluna, que queria ir para universidade e que acabou por perder as amigas e deitar «tudo fora».
Os pais de Sara estão ambos desempregados e mais desesperados a «cada hora que passa». As respostas da PJ não chegam e o «impasse» leva a que Augusto Reis recorra aos media, na esperança de que ver Sara deixe de ser uma miragem.
O PortugalDiário contactou a Polícia Judiciária do Porto, mas até ao momento não obteve qualquer reacção. Também o Instituto de Apoio à Criança não prestou qualquer esclarecimento.
Fonte: Portugal Diário

9 comentários:

sol poente disse...

É uma caso muito interessante este e que poderá servir como paradigma. Os pais não aceitam os filhos como eles são. Querem-nos à sua maneira de acordo com as suas normas e os seus valores e, muitas vezes, os filhos não são assim. Por isso têm que cortar com todas as raízes para poderem ser eles próprios.Alguns acabam nas ruas.

ALEX disse...

Inventem-se novos pais, como diria Daniel Sampaio. Amar os filhos é também, e essencialmente, saber compreendê-los e aceitá-los como eles são.

GIL disse...

As orientações sexuais dizem respeito ao foro individual de cada um. Não prejudicam ninguém. E todos têm o direito de ser felizes e de se realizarem emocionalmente. A Sara Reis é muito nova e o mundo tem muitos perigos. A PJ devia encontrá-la. Mas os pais não podem continuar a ser tão caturros!

NINHO DE CUCO disse...

É aflitivo pensar como os pais são tão intolerantes com os filhos quando estes fogem àquele modelo tipo que tinham idealizado para eles.

NÓMADA disse...

Não percebo porque razão a PJ ainda não encontrou a miúda. Ela é menor e há muitos perigos mesmo quando se foge para se viver em segurança com alguém. Parece óbvio que a garota gostava de outra rapariga e como não a deixaram viver naturalmente esse amor, teve que fugir para se encontrar a si mesma.

pandora disse...

"Também o Instituto de Apoio à Criança não prestou qualquer esclarecimento"... E estavam à espera que prestassem????? Este tip de instituições serve alguém a não ser eles próprios? Mera Ilusão!

Teresa David disse...

Pelos vistos a PJ está toda ocupada com a menina inglesa, e as portuguesas são secundárias!
Bjs
TD

Claudia Sousa Dias disse...

Pis, face a tudo o que foi dito, só vejo gente culpada e naão propriamente vítimas. A não ser Sara.

Pessoalmente acho os pais intolerantes demais embora não deixem de ter uma pitada de razão. Afinal a mi´´uda só tem 16 anos. É natural que não a queiram a chegar todos os dias muito tarde a casa.

Por outro lado a amiga ou namorada parece-me ser muito absorvente e manipuladora não deixando espaço para mais nada ou ninguém. Não gosto nada do desaparecimento da garota associado a ela.

Quer-me parecer se não um rapto, pelo menos estará a encobrir ou a aprovar uma atitude ou resposta imatura face a uma atitude que pode ter algo de intolerante mas que a preocupação dos paisnão deixa de ter algum fundamento...


CSD

Anónimo disse...

ja pensaram talvez q a sara tenha sido vitima dos maus tratos dos pais e q se calhar,foi a outra miuda mais velha, q ajudou a sair dessa prisao de tortura....
ponham-se na pele duma miuda de 16 anos, q leva porrada velha, e viu naquela amiga alguem q podia confiar,e ganhou coragem para sair dali...
os maus tratos matam...
e os pais sao os culpados...