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PARA ISTO NÃO SERVEM OS NOSSOS IMPOSTOS

Uma centena e meia de ambulâncias estão "em risco de ruptura", devido ao acréscimo de deslocações e do tempo médio dos serviços de emergência, decorrente de encerramentos de maternidades e serviços de urgência. O diagnóstico é da Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) e surge numa fase em que estão ainda a ser aprofundadas as respostas a um inquérito lançado junto das associações de voluntários, a que respondeu até ao momento cerca de uma centena de corporações (mais de um quarto do total).
"São ambulâncias que já ultrapassaram há muito o tempo normal de vida e que indicamos por diferença e não por excesso. Admitimos que sejam muito mais", salienta Duarte Caldeira, presidente da Liga que conta ter, dentro de 2 semanas aconclusões mais trabalhadas ao inquérito realizado. Mas aponta desde já as situações consideradas mais graves, em que o tempo médio das deslocações e os trajectos efectuados chegam a triplicar. Impactos que se sentem ao nível dos recursos humanos (mais tempo nos serviços), da manutenção de viaturas e da capacidade de resposta às populações. Além da falta de equipamento adequado das ambulâncias que passam a ter de acorrer, por exemplo, a situações de parto.
A par da necessidade de renovar a frota (3500 ambulâncias no total), os bombeiros enfrentam igualmente dificuldades em manter tripulantes devidamente formados, que "fogem" para o INEM e para o sector privado. Para Duarte Caldeira, os baixos salários e condições pouco atractivas de trabalho são as principais explicações, que é preciso inverter. "Hoje 80% dos serviços de saúde já são feitos por profissionais, mas a estrutura não entende que também a gestão tem de ser profissionalizada", remata.
Fonte: JN 17-09-07

3 comentários:

ARTUR MATEUS disse...

É este o País que temos infelizmente e no quadro acrual não prevejo que venha a ter melhoras. O governo é o que se vê e o que se sabe e a opisição é coisa nenhuma.

Tiago R Cardoso disse...

Ainda por cima, segundo vi a noticia, são mandados parar, pela GNR para fazer exames alcoólicos, mesmo em emergência e transportando doentes, assim é difícil segurar condutores.

AJB - martelo disse...

o que mais se pode lamentar? é com certeza a impunidade dos decisores...