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ESCOLA VERSUS IGUALDADE DE OPORTUNIDADES (VI)

São - Maria da Conceição Banza -

Se queremos abordar o tema da igualdade de oportunidades e qual o papel da Escola para a sua concretização, teremos de dizer muito claramente que a situação em Portugal é catastrófica.


Perguntarão porquê. Eu explico : porque não existe ainda - e estamos já bem dentro do século XXI - uma rede nacional e gratuita de pré-escolar abrangendo todas as crianças dos três anos até à entrada para o ensino básico( antiga primeira classe da Escola Primária, para ser mais específica).


Quando começamos a construir uma casa não o fazemos pelo telhado, mas sim pelos alicerces. Como pretendemos , então, ter êxito no processo de desenvolvimento do ser humano quando não respeitamos as mais elementares regras de bom senso?!


E qual a razão desta defesa acérrima do Pré-Escolar público como elemento determinante para a igualdade de oportunidades? Porque num Jardim de Infância estão crianças ainda livres de preconceitos de toda a espécie e onde são todas iguais nas necessidades de afecto e socialização, no sentido epistemológico.


Ora face ao desmantelamento da rede de estabelecimentos de infância do Ministério da Segurança Social, por exemplo, entregando-os a Instituições Privadas de Solidariedade Social ( I.P.S.S.) dá-se lugar a um retrocesso gravíssimo na oferta às crianças provenientes de famílias desfavorecidas e/ou desestruturadas.


Logo porque , embora recebendo avultadas de dinheiro do Estado gozam as I.P.S.S. de autonomia quase total. Assim sendo, as tabelas de mensalidades pela frequência são mais altas e, também por questão de sobrevivência, são admitidas as crianças das famílias com maior poder económico, obviamente.



Numa sala de Jardim de Infância todas as classes sociais podem conviver sem problemas nem atritos além dos que são normais nestas idades. Existe melhor maneira de integração? Não me parece.


Aliás, por alguma razão a Opus Dei (Igreja Católica) tem colégios de elite, frequentados só por elementos proveniente de classes com alto poder económico. Pretende assim a perpetuação de um modelo assente em privilégios e dogmas, alheado da realidade onde a esmagadora das pessoas vão sobrevivendo.


Este tipo de atitude constitui a melhor prova da necessidade de uma rede pública de ensino de alta qualidade para que exista em Portugal uma verdadeira igualdade de oportunidades para as nossas crianças e adolescentes!


*Curriculum:
Maria da Conceição Banza, bacharelato em Educação de Infância pela ESE João de Deus e licenciatura em Ciências da Educação
pela Universidade Clássica de Lisboa( vertente Formação de Professores/ Formação de Formadores). 35 anos em Educação / Formação, foi sindicalista e desempenhou funções de Directora do Centro de Bem Estar Social da Baixa da Banheira(valências: Creche, Jardim de Infância e Actividades de Tempos Livres), orientou estágios profissionais e Círculos de Estudos( neste momento é responsável pelo que decorre na Barreiro) e Acções de Formação. Ao longo destes últimos 23/24 anos tem publicado artigos publicados em vários órgãos da comunicação social regional e em revistas especializadas. Desempenhou a função de supervisão técnico-pedagógica das IPSS em Montijo, Alcochete, Barreiro.

132 comentários:

Silvia Madureira disse...

Concordo com tudo o que foi referido neste post. Ou seja, as crianças desde pequenas (embora não entenda muito do desenvolvimento infantil) devem conviver umas com outras, sendo pobres ou ricas, tendo um bom historial familiar ou não...

Eu não sou contra colégios privados desde que estes permitam incluir crianças de todas as vertentes sociais, dando subsídios para os mais desfavorecidos para que os possam frequentar.

As crianças têm que conviver com as diferenças senão o mau cada vez se tornará mais mau.

Nas faculdades particulares existem bolsas de estudo para os estudantes mais carenciados o que faz com que possam conviver pobres e ricos...

Conheço pessoas que estudaram no particular e pouco pagavam devido ao salário dos pais ser pequeno. As bolsas no particular vão de encontro às posses de cada um.

Ao contrário do que se possa pensar no particular existem muitos alunos carenciados beneficiados por bolsas .

Penso que desde pequenino se torce o pepino e todos deveriam poder escolher entre as diversas escolas de ensino disponibilizadas. Até porque o facto de algumas estarem mais perto de casa é muito preponderante para que a criança não sofra com grandes deslocações.

bom diálogo

São disse...

Obrigada pelo comentário.
Aquilo que se faz no Ensino Superior deveria ser feito no Pré-Escolar, porque é nessas idade que se forma a pessoa.
Bom dia.

Carol disse...

Concordo com tudo aquilo que é referido no post e com a ideia da Sílvia. Infelizmente, as coisas também não são um mar de rosas no Ensino Superior.
Todos nós sabemos que as bolsas de estudo concedidas no ensino estatal, nem sempre são distribuídas de forma justa. Eu nunca tive direito a bolsa, porque o meu pai tinha uma pequena empresa. No entanto, tive amigas com bolsa cujos pais eram advogados, entre outros. Como profissionais liberais, tinham mais hipóteses de fugir aos impostos...
No entanto, há alunos no privado que têm bolsas de 100%, graças aos seus resultados escolares e isso deve ser louvado e incentivado.

São disse...

Quando fui Directora do CBESBB esses problemas de evasão colocavam-se com grande gravidade...mas a Lei tinha (e tem) folgas incontornáveis.Depois as coisas , melhoraram um pouco, não muito.
Agradeço o comentário e desejo boa semana.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Este post complementa e põe o dedo na ferida de muitos problemas até agora levantados. Efectivamente a violência nas escolas, fruto de vários factores de desigualdades, bem como a oportunidade que a escola pode, ou não, oferecer encontra resposta no ensino pré-primário. Aí a criança é integrada, incluída, assume valores, cria perspectivas e tem acesso a uma aprendizagem adequada. Os que vêm de famílias de mais fracos recursos e baixo capital escolar, habituam-se a outra linguagem e interagem com outras oportunidades que as famílias não lhes proporcionam. Os que provém dos estratos mais elevados humanizam-se na convivência com outras realidades. Porque criança muito pequena não discrimina. E se não discrimina agora não discriminará mais tarde.

bluegift disse...

Os principios são muito bons, acho que é impossível estar contra. Mas há uma coisa que não percebo muito bem:
"rede pública de ensino de alta qualidade"
Com que dinheiro?

São disse...

SILÊNCIO CULPADO:
Análise correctíssima a tua, Lídia.
A importância do PRÉ-ESCOLAR é estar na base do sistema!
Agradeço o cometário.
Semana boa.

São disse...

BLUEGIFT:
Com os dos nossos impostos, devidamente gerido e uma política bem pensada de prioridades!
Agradeço o comentátio.
Boa semana.

O Guardião disse...

Ora aqui está, começar é mesmo pelo princípio e desde o princípio.
Cumps

Olhos de mel disse...

Acho que essas inversões de valores e papeis, existe também por aqui. Triste, mas verdade.
Que sua semana seja maravilhosa!
Beijos

São disse...

GUARDIÂO:
Simples e correcta análise!
Agradeço o comentário.
Boa semana.

São disse...

OLHOS DE MEL:
É mesmo contra estas inversões e distorções que temos de lutar.
Agradeço as palavras e retribuo votos de feliz semana.

Graça Pires disse...

São, tenho estado ausente e desde já agradeço as tuas mensagens.
Quanto ao problema que aqui levantas "Escola versus igualdade de oportunidades", tens razão, mas a verdade é que este país deu sempre mais importância às estradas e aos estádios do que à educação. O problema não é de agora. Perdemos muito tempo e muitas oportunidades de fazer reformas importantes no que diz respeito à educação e fazê-las sem os custos sociais que agora têm. Os culpados?... É melhor, agora, tomarmos consciência de que todos temos uma palavra a dizer sobre o assunto e empenharmo-nos também nessa mudança. Creio que tu lutas por isso...consciente que és da "necessidade de uma rede pública de ensino de alta qualidade para que exista em Portugal uma verdadeira igualdade de oportunidades para as nossas crianças e adolescentes". Oxalá algum dia aconteça.
Beijos

São disse...

GRAÇA PIRES:
Agradeço a tua presença.
Importa agora, realmente, ´é que nos unamos e obriguemos quem nos governa a tomar finalmente consciência de que na Educação está resposta aos problemas que o país enfrenta!
Boa semana.

alex campos disse...

O texto é pertinente e é impossível não concordar com ele, ou pelo menos, com quase tudo.
Agora, numa sociedade baseada precisamente na desigualdade, e em que esta está a tomar proporções cada vez mais medonhas é bastante difícil obtermos as propostas que o texto nos apresenta.Uma rede nacional e gratuíta, por exemplo, quando o que está em curso é acabar com a função que o Estado deveria ter e assumir, é bastante complicado.

alex campos disse...

Função social, queria eu escrever.

São disse...

ALEX CAMPOS:
Mas a vida nunca é fácil!!
Penso que há uma questão de prioridades a definir pelo Estado e uma luta a travar pelos cidadãos e cidadãs se é que querem, realmente, um futuro mais digno para as crianças portuguesas.
Agradeço o comentário e desejo boa semana.

São disse...

Peço desculpa pelos erros, pensando , no entanto, que me farão a justiça de pensar que sei escrever COMENTÁRIO.

Bem hajam!

Peter disse...

Excelente artigo, onde se coloca o dedo na ferida:

"E qual a razão desta defesa acérrima do Pré-Escolar público como elemento determinante para a igualdade de oportunidades?

Porque num Jardim de Infância estão crianças ainda livres de preconceitos de toda a espécie e onde são todas iguais nas necessidades de afecto e socialização, no sentido epistemológico."

O que não convém ao "sistema" ...

Observador disse...

Esta questão não morre só porque falamos dela.
É necessária uma atitude interventiva, a vários níveis.

O estado tem vindo a divorciar-se deste problema, entre outros.
No pensamento dos senhores dos gabinetes luxuosos, tudo o que seja despesa, há que deitar fora.
Sem olhar a meios, os fins lá se vão conseguindo.

Não vejo que a curto e, talvez até, a médio prazo, as coisas melhorem.
Antes pelo contrário.

E o que havia para dizer sobre essa toda poderosa "opus dei" ?!?!?!
Grandes e luxuosos colégios onde só entra quem tem dinheiro, e muito, para sustentar as modernices educacionais.

Disse, e bem, a São, que o sistema está podre. Não por estas palavras, exactamente. Mas a ideia é a mesma.

A história das IPSS, coitadas, instituições que vivem da esmola da solidariedade social, é uma coisa intragável.
Tira-se aos pobres para dar aos ricos.

Vamos lá a acertar ideias concretas.
Quem tiver dinheiro paga, quem não tiver fica à porta.

Todos diferentes todos iguais?

Onde é que eu já ouvi isto?

São disse...

PETER;
Apanhou por completo o sentido do excerto que citou!!
Obrigada pelo comentário e semana boa!

São disse...

OBSERVADOR:
O sistema está arruinado, por completo!

Algo de drástico temos de fazer!

Agradeço a presença e desejo semana muito boa!

Pedro Ojeda Escudero. disse...

En primer lugar, gracias por darme cuenta de este debate tan interesante y de informarme de un aspecto de la educación portuguesa que desconocía.

Soy un radical partidario de la escuela pública laica y de calidad: es la única forma de democratizar y estabilizar un país, como dices en tu texto.

Además, a principios del siglo XXI una red de pre-escolar generalizada es algo tan necesario y de sentido común que alarma que los políticos no trabajen con más ahínco por conseguirlo. Es necesaria para facilitar el acceso de las mujeres a una vida profesional; para fomentar el desarrollo de los niños desde las edades más tempranas; para fomentar desde muy pequeño sus actividades sociales en igualdad.

Un buen y oportuno texto. Enhorabuena.

São disse...

PEDRO OJEDA ESCUDERO:
Gracias .
Henriquece ter a visão clara de um professor universitário num debate desta natureza.
Boa semana.

Silvia Madureira disse...

Venho só contar o que se passou comigo. Lembro que o infantário estatal que agora existe em frente à minha casa estava em construção quando a minha mãe me quis lá colocar. Então, foi a um particular...o qual não tinha vaga para mim...toda a gente dizia "ser muito difícil arranjar ali vaga". Bem...acabei por ir para o infantário estatal muito tardiamente no final da sua construção e fui muito prejudicada porque já não me adaptei muito bem aquele espaço porque criei hábitos em casa que não os podia lá ter. Além de mais como filha única só seria bom para mim conviver com os outros meninos.

Tenho 28 anos e esta situação tem piorado a "olhos vistos"...onde vai parar caso nada se faça?

um abraço

ALEX disse...

Este artigo é tão bom e tão claro que não oferece dúvidas sobre a sua validade.
A grande questão para o combate à desigualdade de oportunidades está centrada na pré-primária.
Bom enfoque, amiga São. Bom enfoque.

samuel disse...

Os diagnóstico estão todos, ou quase todos feito.
Soluções, também as há...
O que falha é a passagem "aos actos" das reiteradas paixões que os governantes vão tendo pelo ensino e pela educação.
Sou de um tempo em que os amores de praia duravam mais que estas "paixões pelo ensino".

samuel disse...

Errata: "diagnósticos" e "feitos".
Ideia: dar um jeito na tecla do "s", que está a baldar-se demais...

GIL disse...

Este artigo remete para a pré-primária o papel de trampolim para que todos possam iniciar a primária em relativa igualdade de oportunidades. A pré-primária deverá portanto limar os handicaps das diferenciações através da convivência com realidades distintas, que acabam por aceitar como naturais, aliviando a possibilidade de tensões futuras.
Gostei.

LUIZ SANTILLI JR. disse...

São

Esse assunto é muito complexo para ser tratado em pouco tempo e espaço.
Eu considero que a educação básica, dos 7 anos aos 15 anos deveria ser unica e exclusivamente dever do estado.
Educação não é mercadoria a ser transformada em lucro, pois perde sua finalidade social.
Além disso, deve ser regulamentada e controlada por uma Agencia Reguladora composta por educadores, pais, membros da comunidade que representem o comercio, a industria e os serviços como forma de evitar a ideologização do ensino.
Os conteúdos programáticos devem ser os mesmos em todo o teritório nacional, pois conhecimentos fundamentais não são específicos e devem ser igualmente dados a todos.
O ensino pré universitário pode ser compartilhado com o ensino privado, desde que as instituições parceiras sejam fundações, sem fins lucrativos, apenas orientadas por segumentos diferenciados das classes produtoras.
Seria um ensino com viés técnico e propedeutico.
O estado deve oferecer nessa fase, dos 15 aos 18 anos, um ensino exclusivamente propedeutico, para os jovens que não tenham interesse em formação de caráter técnico.
São alunos que se encaminharão a áreas que exigem uma formção intelectual mais rigorosa, como medicina, engenharia, direito, que não é o interesse da maioria dos alunos.
Isso precisa ser mais desenvolvido como conceito, que enviarei por e-mail.
O ensino superior deveria ser exclusivamente controlado pelo estado, com parcerias envolvendo empresas, que teriam incentivos fiscais para aplicar recusos na educação superior.
As universidades assim constituidas seriam o campo ideal par o desenvolvimento da pesquisa tecnológica e masmo a pesquisa pura.
Mas o fundamental, principalmente no ensino básico é a formação de professores altamente capacitados.
A qualidade do ensino está diretamente ligada a qualidade do professor - disso não abro mão!
Temos uma péssima experiencia no Brasil, onde o ensino superior está sendo "explorado" por empresários onde o lucro está a frente da qualidade do ensino e os professores são miseravelmente pagos!

amigona avó e a neta princesa disse...

São, apresentas um texto muito bom colocando o dedo na ferida. Mas amiga quando pensamos na realidade percebemos quão distante está do teu texto! Há muito que o governo segue uma política contra a escola pública e o pré-escolar!
Claro que a solução passa por todos nós que temos na nossa força a capacidade de mudança!

Assim, os jardins-de-infãncia continuam a fechar (se fecham escolas, centros de saúde, maternidades) as famílias têm cada vez menos possibilidade de colocar os seus filhos no público e vão engrossar os privados onde muitas vezes é (quase) gasto uma parte substancial do orçamento familiar...
Mas sei também São que na maioria das vezes os pais com maiores recursos económicos continuam a ter os colégios privados como primeira escolha. Na maioria das vezes porque só estes preenchem as necessidades dos horários compatíveis com o trabalho mas porque também acham que ali,os filhotes estão melhor acompanhados! Os filhos não fazem segregação social mas, de algum modo, ela é feita pelos pais...

É possível alterar toda esta situação e tornar o mundo melhor. Mas isso implica uma PROFUNDA alteração a nível da política educativa, social e económica...e isso EU SEI que neste momento é um pouco utópico...não é IMPOSSÍVEL, basta que Eu, TU e MUITOS dos que nos lêm entendam que JUNTOS podemos conseguir...e aqui reside a nossa esperança...

Joshua disse...

Começo pelo fim, São, concordando com esse teu postulado de que a Igreja tende a ter um regime de colégios, de creches associadas, especialmente acessíveis às elites sociais, com vista à manutenção de um veio, não diria dogmático, mas de peso medular no que à capacidade de influenciar e prevalecer diz respeito.

Mas acrescentaria 'alguma Igreja'. Se muitos somos Igreja, não nos estou a ver a agir ou a aceitar uma educação básica somente em favor dos previamente, durante, e posteriormente, favorecidos nesta vida mortal. Mas a tendência a elitizar por parte da Igreja é mesmo Planetária pelo que tenho observado.

Quanto à dimensão estruturadora e fundamental do Ensino Pré-Primário e Ensino Básico, pelas lacunas neste domínio, que acabas de denunciar, no plano da Rede Pública pela da respectiva cedência às IPSS, não apenas se desmonta a acção peregrina de desEstrutura pelo Estado das Bases de Tudo, como se vislumbra a indiferença das políticas em face da formação de um Povo de Cidadãos Cônscios que bem sabemos começar num acesso facilitado e abrangente logo na Primeira Etapa de essa Socialização Virginal e Indelével.

Ávidos de racionalização e controlo do Défice, os ministradores de estas políticas não se coibem de comprometer o futuro e de vender a alma ao Diabo, de tábua rasa em tábua rasa: porque as crianças que não gostam de aprender, que não têm modelos de organização física e mental, que não têm modelos de organização temporal, que nunca ensaiaram a Relação Interpessoal e a descoberta saudável do Outro, acederão a tal processo num estádio, como implicitaste, mais propício à deformação e à contaminação pelo Desinteresse, pelo sentido do Inútil e pela Apatia ante a Conquista.

Mormente, quando se assassina a docência, se lhe move caça segmentando-a de Desigualdade Interna Clássica (classificando, dividindo e reinando) e se banaliza de fragilidade a Pessoa Concreta do Docente, entre o Canal Panda, os Desenhos Animados Japoneses, e a coisificação das pessoas, não haverá senão um traço contínuo para muitas de essas crianças provenientes dos nichos das várias formas de periferia.

Os traços descontínuos da vida tornam-se invisíveis e o caminho não se fará.

PALAVROSSAVRVS REX

Brancamar disse...

São,
Estás completamente certa.Mas todos sabemos que apesar de uma verdadeira revoluçaõ da sociedade se fazer através do ensino, que deveria ter sido a prioridade número um da nossa democracia, deixou-se pelo contrário que o que era mais precioso fosse remetido para um lugar de sómenos importância e hoje é o que se vê, uma confusão total.

Por isso mesmo a salvação do sistema educacional, só poderia começar por aí, pela solução que preconizas, mas muito terá que ser feito se houver alguém que tenha essa vontade política.
Beijinho grande

São disse...

SÍLVIA MADUREIRA:~
Onde vai parar? A uma infeliz situação, claro.
De qualquer modo, gostaria de saber mais pormenres , se possível...
Agradeço o comentário e desejo boa semana.

NÓMADA disse...

Só teremos um País a sério com uma revolução cultural que passa necessariamente por um novo olhar sobre a escola e as suas oportunidades. Porém tal só se conseguirá entendendo esta como uma prioridade do Estado Social que as políticas neo-liberais estão a querer liquidar.
O seu texto é excelente. Tudo está certo. Mas os nossos governantes não querem ir por aí.

António de Almeida disse...

-São, vou passar á frente da questão público/privado, o meu pensamento é conhecido, e também não quero discutir doutrina económica a cada post, mas vou ao essêncial do que aborda, a importância do pré-escolar. É um facto que não existe em Portugal uma rede de pré-escolar eficiente, nem pública nem privada diga-se, mesmo quando se apontam alguns exemplos privados escolhidos a dedo, eles estão em Lisboa, Porto, Coimbra e pouco mais, bons estabelecimentos públicos, curiosamente ou talvez não, também existem, e estão precisamente nos mesmos locais que os privados. Será que uma família de Évora, Beja, Viseu ou Vila Real, terá menos direitos? Por muito boas condições sócio-económicas, alguma família de Vila Real irá colocar um filho num estabelecimento pré-escolar no Porto? O problema do pré-escolar em Portugal, quanto a mim não difere muito do ensino primário, curioso que muitas famílias mais abastadas, procurem colocar os filhos no ensino privado desde o pré-escolar, até completarem o secundário, chegando ao superior passam ao público. Nas classes menos favorecidas, vai-se do ensino público até completar o secundário, sendo obrigados no superior a passar ao privado, por falta de médias. Isto parece-me um paradoxo, que as razões económicas não conseguem explicar, basta fazer contas! Voltando ao pré-escolar, uma vez que o modelo social de ensino pelo qual Portugal optou, aposta no ensino público gratuito, terá então de criar uma rede, que actualmente não existe, sendo frequentes as queixas de pais que não conseguem colocar os filhos nas vagas existentes, a exclusão começa logo aí. Portugal não falha neste segmento, falha em toda a política educativa, que pretendendo ser tudo, não consegue ser nada!

walter disse...

Acho bem que se lute, que se grite e que se intervenha. Acho bem que se diga e se apresente. Mas estamos num país de surdos, de egocentrismo e dum liberalismo económico que faz a balança pesar só para um lado.
"Uma rede nacional e gratuita de pré-escolar abrangendo todas as crianças dos três anos até à entrada para o ensino básico" parece uma necessidade óbvia e um caminho lógico mas não no País que temos e com o rumo que estamos a seguir.

São disse...

ALEX:
Agradeço a presença.
Percebeu muito bem a pedra de toque que é o PRÉ-ESCOLAR!
Feliz semana!

Osc@r Luiz disse...

Amiga querida,

Parabéns pela sua abordagem contundente de uma realidade de Portugal que eu não conhecia.
Por 7 anos como efetivo no Estado e pouco mais de um ano como efetivo no Município e mais um ano como interino no Estado, exerci a educação por cerca de dez anos.
Trabalhei com alunos desde a quinta série primária regular até alunos do terceiro ano do ensino médio do Ensino de Jovens e Adultos.
Isso significa, alunos de 10 a mais de 60 anos. Alunos ricos e alunos pobres. Alunos urbanos e alunos rurais. Alunos ingênuos e alunos traficantes. Alunos inofensivos e alunos perigosos. Alunos que respeitavam e alunos que não respeitavam.
Em dez anos de magistério, com nível de pós graduação, não consegui ganhar mais do que R$1.100,00 (cerca de três salários mímimos). É lamentável que se eu quisesse ganhar lecionando o que eu ganho na saúde para trabalhar oito horas por dia, cinco dias por semana, eu teria que lecionar pela manhã, à tarde e à noite. E quando eu prepararia minhas aulas? Quando estudaria para evoluir? Quando me qualificaria para exercer melhor a minha função?
A saúde me oferece todas essas oportunidades. Ainda aproveita integralmente a minha qualificação para efeito salarial. Me custeia viagens quando é preciso. Para as autoridades da educação eu era apenas uma estatística, embora tivesse o carinho de muitos alunos.
Foi com muito pesar que há três dias dei entrada com o requerimento da minha exoneração da Educação. Tornou-se inviável. Eu estava fazendo as coisas igualzinho àqueles que eu criticara por não levarem a Educação a sério como um verdadeira PROFISSÃO. E se não posso ser um profissional da educação, um amador eu não serei.
Não me sinto no direito de ajudar a tornar medíocres aqueles alunos que já o eram. Preferi dar a vez a quem possa e me dedicar à saúde.
Quanto à igualdade, acho muito difícil que aconteça aqui no Brasil. Ela subentende respeito. E como um aluno servente de pedreiro que ganha R$300,00 por mês, se sente respeitado, vendo na tv que um deputado ganha mais de R$30.000,00 ? E como vou querer que ele me respeite, sem que seja respeitado?
Desisti. Me acovardei diante daquilo que eu não posso mudar, mas também não consigo compactuar. É a qualidade do ensino que está em jogo, e se eu permanecer, ou aceito viver com um salário de fome, ou me acomodo e continuo a fazer mal feito por falta de tempo e condições de trabalho. Quando eu estive em férias na cidade de Natal, no Nordeste do Brasil, dividi uma mesa numa lanchonete num shopping center local com um casal de professores por falta de espaço. À época eu ganhava R$780,00 como professor e era muito pouco. Mas cada um deles, ganhava R$270,00... Não sei como são as "outras realidades" em Portugal, mas aqui, ou se é por vocação, sem se preocupar em sobreviver, ou se faz mal feito. O resultado? A Educação do Brasil. Que é ainda muito pior do que as estatísticas já ruins que são divulgadas.
Uma situação lamentável, da qual eu "saltei do braco" há três dias, por não vislumbrar nenhum farol à minha espreita.
Admiro os que se dedicam e por isso, essa minha amiga está de parabéns. Mas vou cuidar da saúde das pessoas por que lá sou reconhecido.
Um beijo!

São disse...

SAMUEL:
Agradeço a presença.
A tragédia de Portugal é que os diagnósticos estão feitos há anos e anos , mas os erros são recorrentes.
Bom, todos nós sabemos que a intensidade da paixão é tal que se esvai depressa...
Boa semana.

São disse...

GIL:
Penso que qualquer pessoa deveria perceber que é no PRÉ- ESCOLAR que devemos apostar...como Você claramente entendeu, aliás.
Agradeço o comentário e desejo boa semana.

São disse...

LUIZ SANTILLI JR:
O seu contributo como professor universitário experiente é bem valioso e mostra os pesados inconvenientes da privatização do Ensino.
Foca também algo que me é muito caro e que em Portugal, infelizmente, não se cuida muito : a formação dos e das profissionais.
Aqui acabou-se com o Ensino Técnico e já se sabe há muito tempo que foi uma ideia bem infeliz.
Além disso, o sistema educativo tem sofrido inúmeras Reformas com as inevitáveis consequências negativas na qualidade do ensino.
Agradeço muito a presença e desejo boa semana.

São disse...

AMIGONA AVÓ E NETA PRINCESA:
A discriminação é feita pelos pais em alguns casos, sim.
Mas se houvesse rede pública gratuita e de qualidade, penso que se esbateria mais.Pelo menos nas classes média e média alta ( embora a presente política esteja a esmagar impiedosamente a classe média!).
E a utopia é tão só a realidade por concretizar, como sabes.
Tal como dizes, a responsabilidade passa também por nós e pela nossa capacidade de exigência, que é muito pouca.
Obrigada pelo comentário.
Que tenhas óptima semana.

Desiderio Hernández Benito disse...

Interessante reflexão. A juventude é o maior investimento do que um país pode fazer para seu futuro. Creio que a educação teria que estar socializada.
Não é justo que jovens que destacam por sua inteligência ou por sua capacidade de trabalho, sejam relegados do estudo por falta de meios.
Também não estou de acordo com a educação dada por religiosos financiada pelo estado –concertada, diz-se em Espanha- Estou de acordo que o pré-escolar são os alicerces do edifício, em Espanha não há demasiados problemas de escolarização em Pré-escolar, A maior parte dos centros pertencem ao estado apesar do que também existem centros de Pré-escolar religiosos.
Mas de qualquer jeito em Espanha a educação pré-escolar é gratuita e penso muito aceitável.

Um beijo amiga

NINHO DE CUCO disse...

Nada é por acaso e, também não é por acaso, que o Estado não investe na educação pré-primária.É porque ao Estado não interessa colocar todos os alunos em igualdade de circunstâncias para inciarem um percurso escolar. Só um operário dá filhos operários. Só um camponês dá filhos camponeses. Alguém já ouviu falar de filhos de ministros, por exemplo, a trabalharem nas obras? Seria interessante também que, nos dados do desemprego, se tentasse perceber a inserção social dos desempregados.
Lembro que no tempo de Marquês de Pombal ele criou uma escola para todos. Mas não um escola igual para todos.
É através da desigualdade que se mantêm as diferenças. E nós vivemos no País das desigualdades.

Laurentina disse...

Xiiii São já estou super atrasada!!!
É imperdoável da minha parte.
Mas vamos lá á tua bela abordagem.
Quando um país não investe sériamente na sua "NATA"... não está interessado no seu futuro nem no seu desenvolvimento.
É ver como realmente os países nordicos investem nas idades mais precoces até aos 6 anos á força toda e a serio.
Esses exemplos é que não interessa ir importar não é?!
Interessa mais ir buscar modelos ja falidos em todo o lado e depois dizer que é como na Finlandia...
E triste vermos nas aldeias os jardins de infância oficiais a fecharenm porque dizem eles, os iluminados que não têem numero de presenças que chegue para justificar... sempre os euros , sempre as medidas economicistas á frente da educação , da saude ...enfim é triste e ja cansa

Boris disse...

Triste sina, triste sina
deste país recessado,
para alguns ele é uma mina,
para outros mau bocado.


Ser culto e bem educado
é coisa só p´ra alguns,
por isso há que pôr travão dos pobres só sobem uns.

Muito poucos na verdade
e só para mostrar ao mundo
que o País não está no fundo
e tem real capacidade.

Mas resolver a igualdade?
Amiga, São, isso é que não,
não venha o pobre coitado
parecer filho do patrão.

O cerne na pré-primária?
talvez sim e talvez não,
o que realmente importa
é que sempre tenham à mão

uma mão-de-obra barata
e o povo em sujeição.

bluegift disse...

Desculpa insistir. O Estado devia pagar, concordo. Mas, explicando a situação de forma prática e rápida: o Estado não é rico! Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível. Ora, a Educação das crianças, como se sabe, não é produtiva a curto e médio prazo. A única forma que eu vejo para melhorar rapidamente a qualidade deste ensino é através da privatização, com isenção para os pobres e um bom controlo do Estado. Numa altura futura, em que o Estado consiga atingir um nível equilibrado de riqueza, então sim, voltar ao ensino puramente estatal como acontece na Noruega e... pouco mais. Não sei se estou a ser suficientemente clara nesta abordagem realista do problema, face a um País actualmente pouco produtivo...

Rui Caetano disse...

Naturalmente que concordo com a sua visão. A formação de base é essencial ao desenvolvimento da pessoa humana e nessa formação deverá estar, sem dúvida, a integração das crianças de todos os estratos sociais. O problema é que a realidade não é bem assim e, como sabemos, a maioria das vezes, os culpados nem são as entidades governativas, mas quem gere os jardins de infância e/ou as escolas básicas. Esses, tantas vezes, são os primeiros a criar um caminho de discriminação.
Mas quanto às privadas, bem pagas, hoje em dia, eu coloco em causa a sua qualidade. Os resultados que obtêm tem a ver com o tipo de crianças que recebem e a disciplina que tem de ser seguida à risca, sob pena de expulsão.

walter disse...

"o Estado não é rico! Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível. Ora, a Educação das crianças, como se sabe, não é produtiva a curto e médio prazo".
Só uma visão burguesa de quem usufrui do Estado Desigual permite uma declaração destas.
Enquanto houver pessoas que só olham para o umbigo haverá outras a morrer de fome.

M.M.MENDONÇA disse...

O post da São é duma validade inquestionável. Trata-se do ponto de vista de alguém que, pelo seu curriculum, comprova que tem uma experiência no terreno que lhe dá ferramentas para falar com propriedade.
No entanto há quem tenha essas ferramentas e não lhe convenha assumir que a educação pré-primária tem que ser uma prioridade do nosso Governo.
Talvez não seja prioridade pagar altos vencimentos a certos quadros para fazerem pouco e ainda andarem a chatear repetidamente em diferentes blogs para imporem as suas opiniões em defesa do tacho.
Também não é uma prioridade o Governo andar a pagar verbas astronómicas a empresas de amigos para estudos desnecessários ou que podem ser feitos com a prata da casa.
Também não é uma prioridade a substituição da frota automóvel por modelos de prestígio para transportar certos senhores que ainda por cima precisam de motorista que dorme dentro dos carros à espera que surja um servicinho.
Também talvez não sejam uma prioridade o novo aeroporto e o TGV.
Talvez não tivesse sido ainda uma prioridade tantos milhões investidos em estádios de futebol quando países mais ricos têm os estádios partilhados por clubes rivais.
Agora investir numa rede pré-escolar para que todas as crianças terem as mesmas oportunidades, isso sim é uma prioridade.

JOY disse...

Peço desculpa mas é na educação que o estado mais deve investir ,e se o têm feito á 20 ou 25 anos atrás talvez agora fossemos um pais diferente ,por isso com todo o respeito não posso concordar com o comentário da Bluegiftde "-Que o Estado não é rico! Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível. Ora, a Educação das crianças, como se sabe, não é produtiva a curto e médio prazo." Por esta ordem de razões nem a longo prazo porque entretanto nada foi feito por causa das razões atráz descritas.O pré escolar deve ser alvo de uma aposta muito séria e visivel do governo seja ele qual for providênciando a criação de creches e jardins infantis onde eles façam falta e que as pessoas paguem consuante aquilo que ganham o que penso ser isso que já acontece, é nestas idades em que as crianças não destinguem classes sociais ganham hábitos de socialização de integração de convivência que no futuro as ajudarão a ser melhores pessoas em todos os sentidos e nas diverssas fases da vida ,se para isso for necessário não ter TGV por exemplo,è uma questão de prioridades e assim haverá dinheiro.
Gostei deste texto da São.
JOY

Zé do Cão disse...

Se me é permitido, vou dar opinião ao texto VI e V. O sexto para mim está uma delicia. Simples e objectivo, se os governantes fossem capazes de o colocar em prática, íamos lá.
Sobre o quinto, dou um exemplo e que presumivelmente não haverá muitos.

Menina, filhos de pais pobres a viver numa casa onde o frio no inverno entrava pelos buracos das madeiras das janelas e das portas e onde era necessário mudar a cama para o lado quando chuvia. O seu pai, corticeiro, ganhava uma miséria, porque a fabrica não tinha trabalho para todos os dias da semana. A mãe dedicava-se ás limpezas em casas particulares onde naquela época era mais a oferta do que a procura. Pois a criança em causa, era boa aluna e com o sacrificio do tamanho do Mundo e com a ajuda duma bolsa de estudo atribuída por não sei que instituto e os livros dados pelo sindicato dos corticeiros, com a obrigatoriedade da devolução no fim
do ano escolar, matriculou-se no Liceu Maria Amalia em Lisboa.Ao fim de cada periodo havia afixação das notas dos melhores alunos e a menina lá estava sempre entre os primeiros lugares. Passou à universidade e hoje é uma médica cenceituada a dirigir um centro de Saúde do Serviço N. Saúde em vias de extinção, tal como tudo que dá despesas ao estado.

C.Coelho disse...

Estes debates têm muito nível e é interessante perceber a óptica individual do comentador para comparar com as restantes.Temos uma sociedade plural enão é lícito que se minimizem umas opiniões em relação a outras. Mas quando há uma comentadora que diz e insite e volta a dizer que «explicando a situação de forma prática e rápida: o Estado não é rico! Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível. Ora, a Educação das crianças, como se sabe, não é produtiva a curto e médio prazo.». Dá-me ganas de gritar porra que gente é esta!?
Quanto ao texto VI, este da São, os meus parabéns. Por aqui se vê a estrutura de quem está por detrás.Valeu a pena!

Joshua disse...

Fiquei a cismar por longo tempo no que deixaste aqui, na nossa Lídia-Silente: na verdade, se espremermos o que se vem fazendo nesta Legislatura, num desespero agreste e silencioso que Corre muito para inglês ver e usa muito Prada, veremos que se trata de um Choque Sociológico UltraLibralizador.

As torneiras socializantes e democratizadoras que cá se vão fechando e cujos exemplos abundam, penalizando os Idosos, o Interior, ilustram quais as prioridades que se têm tido e daí a desconsideração notória de uma rede do Pré-Escolar como Base Fundante da Plena Cidadania, do entrelaçamento interclassista, da Coesão Fraterna como determinante para as demais formas de coesão.

Não há qualquer discurso para as pessoas e por causa delas. Não há também, por isso mesmo, qualquer acção estratégica que tenha em vista o Bem do Povo, um Bem que se sinta e perceba.

Tudo incide no conjuntural, no estrutural, na frieza dos números, enquanto o deficitarismo nos serviços básicos se acentua, enquanto se maquina nas nossas costas (filtrada a informação regulada pelo Poder-PS) toda a sorte de acordos pagos a ouro e que permitirão um controlo de silêncio em quem vá gerir Escolas, Hospitais, seja lá o que for.

Atente-se no que os Sindicatos denunciam nos seus comunicados. Atente-se na 'Compra', com financiamentos chorudos, de tantas Associações para que certas políticas de Poder e Controlo Absoluto-PS passem sem contestação.

A Mentira tomou conta das políticas para e por causa das pessoas, que não há.

O Dinheiro, sim, esse é o Centro das Políticas Vigentes, como se inteiramente se dissociasse das pessoas e da sua motivação intrínseca para produzir e fazer a diferença.

Por tudo o que tenho visto, é aí, nelas, que tudo se joga. Deixar margem à livre iniciativa implica muito mais que limpar do País o excessivo peso do Estado, que é um chavão, um bordão línguístico em face da complexidade de mecanismos de esta Globalização.

O pressuposto é o de que quem o tem, ao dinheiro, sobrevive e medra. Quem dele não dispõe, terá de sujeitar-se a toda a sorte de precaridades.

Não se pode deixar de incluir o cerne do tema que trataste no Grande Panorama de Omissões e de Equívocos que marca estes Políticos de Segunda Linha que nos governam, sem capacidade de salvaguarda do seu próprio povo, sem imaginação para isso, muito rígidos internamente e passentos externamente.

PALAVROSSAVRVS REX

São disse...

JOSHUA:
Agradeço o comentário.
Em primeiro lugar, devo dizer que ao dizer Igreja Católica significo a Instituição enquanto tal, deixando de fora as pessoas abertas e decentes que nela encontram a sua forma de se relacionarem com Deus.
Mas não podemos esquecer a apetência que a Instituição sempre mostrou pelo Poder e pela possibilidade de o influenciar ; aquilo que nos dias de hoje está fazendo a Opus Dei já foi feito pelos Jesuítas!
E tens toda a razão: aos políticos não interessa de modo nenhum ter uma população educada...e claro que não falo no sentido social de cortesia!
A classe docente completamente abandonada aos bichos paga por erros próprios e , ainda mais pelos inventados por quem lhe quer retirar prestígio.
Boa semana.

São disse...

BRANCAMAR:
Concordo contigo.
Vemos muitos erros nestes 30 anos e cada vez menos vontade de os emendar, mas temos que fazer tudo para suster este capitalismo feroz que tudo arrasa, até o mais importante: o futuro do país.
Obrigada e feliz semana.

São disse...

NÓMADA:
Obrigada!
Os políticos , nós sabemos, perderam os ideias e a vergonha...mas se quisermos podemos fazê-los saber que discordamos e, mais importante, que não aceitamos tudo quanto nos querem impingir!
Boa semana.

Joseph disse...

Vamos por partes: o Estado está falido e não tem dinheiro para garantir uma rede pré-escolar. Mas não está falido para os tubarões do Ministério da Justiça trocarem de carros por modelos novos e alta cilindrada, não está falido para pagar complementos de reforma principescos a políticos, não está falido para encomendar estudos nem para manter em Bruxelas certos parasitas.

São disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA:
Sabe porque razão põem as famílias abastadas as crianças desde cedo no privado? Porque as notas, geralmente, são puxadas para cima e acabam por alcançar a média necessária para entrar na Universidade pública, cuja idoneidade e qualidade está muito acima de qualquer privada( exceptuando a Católica).

Quanto a Você ser neo-liberal , tal facto deve-se a encontrar-se entre quem usufrui das suas mordomias e nunca ter trabalhado , por exemplo, a recibos verdes nem despedirem uma mulher da sua família por ter engravidado!

Mas tem, claro, todo o direito de pensar como pensa!

Obrigada e boa semana.

NETMITO-X-MULTIPLICITY disse...

Gosto muito de ler o que escreves:)
PROCURA O EQUILIBRÍO NOS TEUS OLHOS...)*

Oliver Pickwick disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
São disse...

WALTER:
O caminho não é esse, mas nós se exercermos o nosso direito à indignação podemos inverter a situação.
O triste é que há pessoas que até acham toda esta aberração normal, umas porque lhes não toca e outras porque desistiram...e assim torna-se complicado!
Obrigada e boa semana.

Mary disse...

SÃO
Os meus parabéns pelo texto que tem uma posição inequívoca sobre o problema em apreço. Efectivamente existe na sociedade portuguesa um quase pavor de perder privilégios (quem os tem)que leva a que muitos intervenham de forma sistemática para defenderem pontos de vista que, acredito, sabem não serem os melhores para toda a gente.
Vilfredo Paretto diz que as elites se reproduzem e é a continuidade dessa reprodução que se pretende quando se procura arredar o Estado da responsabilidade mor de promover e sustentar (seja à custa do que for, é prioritário) uma rede pré-escolar.

Oliver Pickwick disse...

Olá, São! Tenho acompanhado esta série desde o início. A amiga Silêncio Culpado - a qual já sugeri mudar o nickname para Grito dos Excluídos, foi feliz em abordar tal assunto.
Aqui no Brasil este problema está parcialmente resolvido, pois já existe uma extensa rede pública do pré-escolar, assim como, do ensino primário. São oferecidas até duas refeições por turno a estes alunos, na sua grande maioria, egressos de famílias carentes. O que constitui um estímulo adicional às famílias matricularem seus filhos na escola. Eu disse parcialmente por que em muitos casos, ainda é preciso melhorar muito a qualidade do ensino. Embora existam escolas de ponta, verdadeiros modelos.
Mas, dos males, o menor, pelo menos temos a tal rede pública.
Aqui, uma criança até os dez, onze anos, só fica fora da escola se a família assim o decidir, mas, jamais por ofertas de vagas, oferecidas pelos poderes municipal, estadual e federal.
O nosso problema educacional está na "cintura", isto é, pouco investimento no ensino intermediário - ginásio e colegial, e investimentos mais generosos no ensino superior.
Estamos produzindo em massa, doutores candidatos ao desemprego, com uma produção inexpressiva de técnicos de nível médio, bastante procurados pelos setores empregatícios.
Querida São, este é o comentário de um leigo em sistemas de educação. No entanto, sou curioso, observo as coisas.
Beijos!

São disse...

ÓSC@AR LUIZ:
Agradeço seu testemunho.
De facto, a maneira como são tratados e renumerados os/as profissionais é também demonstrativo da importância dada à Educação/ Ensino/ Formação por quem governa.
Como se constata, é quase nula!
E assim se vai perdendo quem tem verdadeira vocação ...
Feliz semana.

São disse...

DESIDERIO HERNADEZ BENITO;
Moltes graciès, amic.
Sim, a rede pré-escolar espanhola está bem organizada e, segundo a minha informação, não apresenta problemas de falta de vagas.
A Igreja aqui tem grande peso nas IPSS, coisa que não me agrada muito.
Feliz semana.

São disse...

NINHO DE CUCO:
Concordo em absoluto.
Obrigada e boa semana.

São disse...

LAURENTINA:
Nunca estás atrasada e obrigada!
Com o país é atrasado e pouco informado, no seu geral, atiram-nos com poeira para os olhos , não é?
Mas nem toda a gente anda aolhar para o lado...
Semana feliz!

São disse...

BORIS:
O poema disse todas as verdades necessárias!
Obrigada e boa semana!

Sheila disse...

SÃO, este texto é oportuno claro e incisivo. Sugeria a todos que lessem com atenção o texto de Oliver Pickwick onde se pode constatar que o Lula da Silva tem uma visão bem mais vanguardista que a do nosso Primeiro sobre a importância do ensino pré-escolar no desenvolvimento e no combate às assimetrias. Eu acrescentaria aqui um pormenor que tem a ver com a multiculturalidade. A pré-primária é fundamental para a integração de cidadãos doutros países.

António de Almeida disse...

-São, sou um liberal assumido, quanto a neo-liberal nem sei o que isso é, ouço frequentemente tal palavrão na luta política, mas só conheço o liberalismo. Quanto a nunca ter trabalhado a recibos verdes, não me conhece, e falhou, já trabalhei a recibos verdes, em 1990 e 1991. De facto nunca despediram ninguém da minha família por estar grávida, e se o fizessem, iria procurar mover os céus e a terra para fazer alguém pagar por isso. Quanto a solidariedade e respeito pelo próximo, não tenho lições a receber, sou trabalhador dependente, e simultaneamente um pequeno empresário, mesmo pequeno, assumi para com uma funcionária doente, o pagamento integral dos seus vencimentos, substituindo-me á segurança social, porque a funcionária merece, e não por qualquer esmola. Em relação ao meu comentário, a resposta que deu todos sabemos, os mais abastados colocam os filhos no ensino privado, para obterem melhores notas, que facilitarão o acesso ao superior público, mas a questão que gostaria de ver respondida é, porque razão o ensino privado é de melhor qualidade até ao secundário, e depois no superior é o público a suplantar o privado, como disse, e bem, á excepção da católica. Mas porquê? Porque razão não existem em Portugal universidades privadas de excelência? Depois discutiriamos a imoralidade de nem todos terem acesso, mas a realidade é que nem sequer existem, e não é por falta de clientes (alunos), então é porquê?

São disse...

BLUEGIFT:

Não poderia ser mais clara, minha cara.

A sua questão não é económica , é ideológica!!

E desculpará a frontalidade, mas a sua ideologia é fascizante, no mínimo.

Além do mais, está completamente a leste da função da Educação na construção da sociedade.

Ou então , sabe muito bem qual é essa função, mas por razões de classe não está interessada em que se cumpra.

Quanto ao futuro equilíbrio económico ( daqui a quanto tempo? ...2 anos? ...mais 800?), sugiro-lhe que ouça Alfredo Bruto da Costa e leia os seus livros.

Mesmo dentro desse seu liberalismo , veja o exemplo da Irlanda, sempre apontada como exemplo de sucesso.

Garanto-lhe que investiu em Educação e não em estádios de futebol nem em auto estradas, pois a sua rede rodoviária é das piores que conheço. E eu, graças a Deus, conheço muitas pois viajo bastante.

Mas ainda assim gostaria que tivesse apontado as prioridades que, para si, se sobrepõem ao futuro das crianças e adolescentes do seu país.

Acabo recordando algo que um filósofo francês disse a alguém de quem discordava : " Não concordo com o que diz, mas lutarei até à morte em defesa do seu direito a dizê-lo!"

Obrigada e boa semana.

São disse...

RUI CAETANO:
Quando essa selecção ocorre nas IPSS e é denunciada , o Estado deveria agir de maneira rigorosa.
Quando acontece nos designados lucrativos, estes são negócio para dar lucro e, evidentemente, escolhem quem pode pagar mais.
Quando acontece nos estatais, quem permite a situação deveria ser alvo de processo disciplinar.
Obrigada.

São disse...

WALTER:
Custa, não é?
Agradeço o apoio.

São disse...

M.M. MENDONÇA:
Obrigada por ter vino.
Lamentavelmente, o egoísmo existe, não é?
Boa semana.

amigona avó e a neta princesa disse...

São, tornei a passar por aqui e apetece-me focar a questão das IPSS.

Esta é uma questão muito complexa

"......

embora recebendo avultadas de dinheiro do Estado gozam as I.P.S.S. de autonomia quase total..."

Na maior parte dos casos são IPSS ligadas à Igreja, com uma doutrina muito própria. Quem não se lembra do acontecimento aquando o referendo da IVG daquele estabelecimento em que a Direcção mandou uma carta à família em nome dum bebé que, supostamente, poderia não nascer?!

Que faz o Estado? Dizes tu São e passo a citar:

"Mas se houvesse rede pública gratuita e de qualidade, penso que se esbateria mais (a discriminação)..."

Mas (quase) não há rede pública gratuita e de qualidade!!! E o que há na maioria das vezes não serve as famílias!!!
Quem pode ter uma criança na rede pública e ter que a ir buscar às 15h?
O Governo inventou aquela do Apoio à família das 15h às 17h mas foi para inglês ver!!! Despachou a parte orçamental para as autarquias e pronto sem dinheiro nada feito! E o Governo ficou de fora!!! Na maior parte dos casos não funcionou e nalguns casos aí foram as IPSS acudir ao pessoal e quando se precisa...ainda há dias se via na TV pais no Algarve a fazerem sentinela numa IPSS durante 5 dias e 5 noites, tentando garantir uma vaga no dia da abertura das inscrições!!!!!!

Claro que a política da Educação tinha que ser outra! Mas não chegava, como já disse tinha que ser acompanhada duma nova política SOCIAL e ECONÓMICA...só assim poderíamos ver o governo investir nos alicerces da Educação...

Deixo uma palavra de apreço para as muitas educadoras (continuam a ser na sua quase totalidade mulheres)que conseguem fazer um milagre diário junto das suas crianças...conheço muitas que "transformam" o seu dia a dia num permanente hino à alegria e ao amor!!!

É também por elas que continuo a acreditar que é possível mudar...

São disse...

JOY:
Obrigada!
Se calhar é por se temer a perda de privilégois que não se quer dar a prioridade ao que é verdadeiramente motor de arranque de qualquer sociedade: Educação!!
Boa semana.

São disse...

ZÉ DO CÃO:
Obrigada.
Moral da história, que sei não ser para mim ...mas que não resisto a comentar: eis como se premeia o esforço em Portugal!!
Boa semana.

São disse...

C COELHO:
Obrigada.
Acompanho o seu grito.
Boa semana.

São disse...

JOSHUA:
A globalização não se interessa por pessoas mas sim por números.

Que pena ser um Governo do Partido Socialista a entregar-nos como cordeiro para sacríficio neste altar do lucro desenfreado!!

Obrigada!

São disse...

JOSEPH:
Deixe que ironize: é tudo uma questão de prioridades...
Obrigada e boa semana.

São disse...

NETMITO-X-M..:
Obrigada.
Boa semana.

Beezzblogger disse...

Minha cara amiga, concordo plenamente consigo, aliás, isto está duma maneira que não se compreende. Aproveito também o facto de te pedir, para visitares O Blog http://democraciaemportugal.blogspot.
com

E vê com os teus próprios olhos os recadinhos que os pais mandam para os professores...

Beijos do Beezz

São disse...

MARY:
Obrigada!
Eu até consigo perceber que quem tem privilégois , os não queira perder...o que me indigna é que, para isso, pretendam manter seres humanos em condições miseráveis!!
Boa semana,

Louise disse...

Este artigo, simples e objectivo, tem originado, de forma absolutamente evidente, uma demarcação de opiniões, que espelham, de alguma forma, a consciência de classes que lhe está subjacente.
Apesar de não concordar com o liberalismo económico nem com a mão invisível que regula e equilibra, percebo o que diz António Almeida no campo das boas intenções.
Simplesmente, e este é um reparo que faço, os países mais desenvolvidos do mundo têm um estado social forte. Os Estados Unidos estão, salvo erro, em 10ª. lugar no PNUD, portanto bem à nossa frente, apostam no liberalismo económico só que, de ano para ano, aumenta a pobreza e as dificuldades.
Por tudo isto concordo com a perspectiva apresentada no texto.

São disse...

OLIVER P:
Obrigada.
O seu testemunho é bem interessante.
Também acho que Silêncio Culpado não é o none mais adequado, não!
Semana feliz!

São disse...

SHEILA:
Obrigada.
Tocou um ponto muito importante, que só não foquei para não fugir ao tema.
Boa semana.

António de Almeida disse...

http://www.respect-ev.org/index.php?option=com_content&task=blogcategory&id=24&Itemid=52

-São, peço-lhe agora desculpa, a si e á Lídia naturalmente, por utilizar um comentário que nada tem que ver com o tema em discussão, mas com um assunto de caracter Humanitário, a mutilação genital feminina. O endereço que ali coloquei é directo, podem também procurá-lo em Direito de Opinião, e os interessados assinarem a petição, na tentativa de combater tal práctica medieval, ainda hoje existente. Desculpe-me ter utilizado este assunto para outro tema.

Laurentina disse...

bluegift disse...
Desculpa insistir. O Estado devia pagar, concordo. Mas, explicando a situação de forma prática e rápida: o Estado não é rico! Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível. Ora, a Educação das crianças, como se sabe, não é produtiva a curto e médio prazo. A única forma que eu vejo para melhorar rapidamente a qualidade deste ensino é através da privatização, com isenção para os pobres e um bom controlo do Estado. Numa altura futura, em que o Estado consiga atingir um nível equilibrado de riqueza, então sim, voltar ao ensino puramente estatal como acontece na Noruega e... pouco mais. Não sei se estou a ser suficientemente clara nesta abordagem realista do problema, face a um País actualmente pouco produtivo...


Querida amiga não podia estar mais em desacordo contigo
...então pelo teu ponto de vista o ensino "primário" também deverá ser privatizado...!!!
Olha já estou como o outro jamais!
E enquanto a rede pre-escolar não for alargada e obrigatória pelo menos a partir dos 4 anos minha amiga fechem o que há, porque é só para quem tem dinheiro.
A rede pré-escolar em primeiro lugar deveria ser toda, mas toda do estado e não dos padres e das seguranças sociais e afins.
Em segundo lugar deveria ser obrigatória para todas as crianças a partir dos 4 anos.
Terceiro o horário deveria ser alargado abrindo as portas ás 7 e 30 da manha e fechando as 7e30 da tarde é logico que sem obrigar as crianças a frequantar em pleno esse horário, uma vez que existem encarregados de educação que não necessitam dele.
Quarto as crianças teriam pessoal que entrava no turno da manha diferente do pessoal que entraria no turno da tarde obviamente, absorvendo assim todo o pessoal que esta por ai desempregado a nível de educação de infância
Quinto o acesso ao curso de educação de infância deveria ser nívelado por cima e não por baixo a nível de classificação para entrada...porque raio é que para se ser médico tem que se ter 17, 18, 19 e 20 e para ser Educador de Infância se pode entrar com 10, 11, 12 conforme a univesidade??!!
Sexto distribuir pela população brochuras explicativas do que é na realidade a EDUCAÇAO PRÉ-ESCOLAR, que muio boa gente pensa que é "tomar conta de crianças"(ai é tão lindo...que actividade tão amorosa...)tomar conta de crianças tomo eu em casa, dos meus filhos e dos meus netos quando não tenho mais que fazer e para que não vão para a rua que agora é perigoso.
No Jardim de Infância para além de se tomar conta nos recreios, EDUCA-SE, MINISTRA-SE CONHECIMENTOS DE TODAS AS AREAS, FORMA-SE O INDIVIDUO, ETC...É POR TODA ESSA FALTA DE CONHECIMENTO DO QUE REALMENTE É A PROFISSÃO QUE É VULGAR OUVIR-SE CHAMAR AOS PROFISSIONAIS "EDUCADOR INFANTIL" BEM COMO "JARDIM INFANTIL", MAIS, " ANDA MEU FILHO QUE VAIS PARA A ESCOLINHA E JÁ PODES BRINCAR TODO O DIA".

Tem algum cabimento a minha neta pagar num jardim de infância privado que TEM SUBSÍDIOS DO ESTADO (por cada criança recebem 150 euros) 330 euros para entrar ás 7e30 e sair as 18??Quando a mãe ganha 530 euros como fisioterapeuta ??
Bem desculpem ja me alonguei de mais...

São disse...

Não existem universidades privadas de qualidade porque o tecido empresarial português não arrisca, não evolui e tem um comportamento ambivalente face ao Estado.

Não é de mim que recusa lições(seja do que for), porque nunca tive a veleidade de lhas dar!!

Como posso conhecê-lo, se não dá informações alargadas?!

Boa noite!

São disse...

AMIGONA AVÓ E NETA PRINCESA:
o meu conceito de rede pública abrange não só os estabelecimentos do Ministério da Educação, mas também os do Ministério da Segurança Social. E estes funcionam doze horas por dia!

Como Educadora de Infância , o meu sentido agradecimento pelo reconhecimento da beleza e da exigência inerentes a uma profissão que deve ser exercida resposavelmente e por vocação!

Abraço grande!

bluegift disse...

São, à imagem de outros comentadores, vejo que centrou a sua atenção no início e fim do meu comentário, ignorando COMPLETAMENTE o que escrevi no meio e repito:

"A única forma que eu vejo para melhorar rapidamente a qualidade deste ensino é através da privatização, COM ISENCÃO PARA OS POBRES E BOM CONTROLO DO ESTADO"

Ora, não percebo lá muito bem porque razão a privatização do ensino pré-escolar resultará obrigatoriamente num ensino de má qualidade ou num ensino fechado às classes pobres.

Da mesma forma que não chamei às ideias de ninguém simples utopia, ou comunistas, também não percebo porque hei-de eu ser apelidada de "fascizóide"! Não faltei ao respeito a ninguém e agradeço o mesmo trato.

Para sua informação não sou liberal e se ler atentamente os meus comentários em outros blogues notará até que em certos domínios sou até anti-liberal, e de esquerda! (o antónio almeida, por exemplo, já deve ter dado por isso).

Agora, uma coisa é certa, e surpreende-me muito que se farte de viajar por aí e ainda não tenha notado, que a solução que tem sido encontrada para este problema do ensino tem sido a da privatização ou semi-privatização com ISENCÃO PARA AS FAMILIAS MAIS NRECESSITADAS E CONTROLO DE QUALIDADE PELO ESTADO.

Desculpe, mas respeito imenso os seus ideais e concordo em absoluto com eles, mas convém que comecemos por exigir medidas realistas e não continuemos eternamente a exigir do Estado aquilo que ele não vai dar e se der o fará com muito má qualidade e com profissionais em situação precária. E sabe muito bem que tenho razão. Para quem já está a meio ou no topo da carreira de professor ou educador, muito bem, o lugar está super assegurado e sem grandes provas para dar, mas convém não esquecer a verdadeira qualidade e nos restantes profissionais em situação precária. Ora, quanto mais escolas houver mais empregos haverá e mais o estado e os sindicatos poderão exigir quer em termos de protecção dos trabalhadores quer em termos de qualidade do ensino, que como sabe, é dos mais fracos da Europa.

Nós não somos a Irlanda, somos bem diferentes, a começar pelo uso individualista que fizemos dos fundos comunitários. Eles investiram no desenvolvimento do país. Há uma pequena grande diferença na mentalidade.

Lamento, sinceramente, não a reacção de certos comentadores, mas a sua.

Boa Noite também para si.

herético disse...

estou de acordo com a tua tese, que leio com interesse.

(peço desculpa por apenas agora poder comentar)

abraços

São disse...

BEEZZBLOGGER:
Obrigada!
Sim, há recados de arrepiar, sem dúvida!
Feliz semana!

São disse...

LOUISE:
Obrigada.
Eu já disse a António Almeida num comentário que a " mão invísivel" é muito elegante, mas não milagrosa!!
Aliás, até por prudência seria bom que quem detém o Poder compreendesse os perigos de uma situação que se está tornando insustentável.
Boa semana.

SILÊNCIO CULPADO disse...

António Almeida
Obrigada por ter referido o abaixo-assinado. Eu alinho sempre mas vou assinar em Direito de Opinião, um espaço para mim de referência e por onde passo habitualmente.
Um abraço

São disse...

ANTÓNIO DE ALMEIDA:
Por mim , não há que pedir desculpa...a Lídia falará por ela, mas penso que concordará comigo em que só dignica lutar contra esta barbaridade que, mais uma vez, prejudica o sexo feminino.

Agradeço-lhe a divulgação da campanha!

SILÊNCIO CULPADO disse...

Cara São, amigos e comentadores:

Vejo que há aqui algumas clivagens de opinião o que até é bom porque permite confrontar ideias.
Relativamente à Bluegift, comentadora que muito estimo e com quem estou quase sempre em divergência, só posso acrescentar o seguinte:
Não tenho ideologia política. Sou uma cidadã livre de opinar e de votar e não estou acorrentada a nenhum partido.Também me sinto avontade para não colocar o meu voto sempre no mesmo, ou até para votar em branco. O que dita a minha posição é a justiça social que eu julgo estar subjacente a uma determinada teoria. E não consigo vislumbrar essa preocupação, na posição da Bluegift, sobre o tema em apreço, pese embora considerá-la tão legítima como qualquer outra.

ManDrag disse...

Salve!
Exacto! Para se construir uma casa é necessário começar pelas fundações. E quanto mais bem preparadas e sólidas estas forem, mais bem segura ficará a casa contra todo tipo de adversidades.
Assim, para qualquer Estado ou Governo civilizado e evoluido, o Ensino é sempre a primeira das suas preocupações. Pois só com cidadãos bem formados se poderá construir uma sociedade justa, lúcida e esclarecida.
E quem assim não entender é porque age de má fé, na tentativa de manter toda uma sociedade inculta e facilmente manipulável.
Salve!
ManDrag

quin[tarantino] disse...

Não tenho uma ideia definida nesta vertente.
Tenho como ponto assente que a Educação é o espelho de uma sociedade e de um país.
E, sendo assim, devia figurar na primeira linha das preocupações dos poderes institídos e da sociedade civil.

No mais, penso que se pode apostar em conciliar uma rede pública com uma rede privada.

Digo isto porque há locais onde as respostas públicas são paupérrimas e as privadas óptimas e casos inversos.

E gostaria de aqui ver abordado o que pensam do papel quase franciscano que a maior parte das autarquias adopta neste domínio?

Mesmo sabendo-se que os meninos não votam, não é verdade que os pais votam?

bluegift disse...

Silêncio, Gostaria sinceramente que me explicasse em que é que as minhas sugestões vão contra a justiça social. Sinceramente, não percebo.
Lamento também, que uma sua convidada chegue ao ponto de me chamar "fascizóide" só por eu ter apresentado uma ideia que assenta na privatização e não no estado.

Eu acho que o ideal é o que expõe a São, tal como todos os outros comentadores, só que me parece que já é tempo de sair um pouco da utopia de que é o Estado quem deve centralizar todos os serviços básicos. Já se viu pelo exemplo de governos anteriores e de outros países, nomeadamente do ex-bloco soviético, em que é que isso deu. É uma questão de aprender com a nossa história e com a dos outros, em vez de passar a vida a bater na mesma tecla idealista e utópica, nada mais.
Já sabemos que a economia de mercado não funciona dessa maneira, estamos numa economia de mercado, porquê insistir sempre no mesmo de há 30 anos a esta parte? Não será já altura de mudar um pouco o discurso? Ele é excelente, muito bonito e merece mil aplausos, mas não funciona nem nunca funcionou! Será isto ir contra a justiça social? Francamente...

São disse...

BLUEGIFT:
A ver se nos entendemos...

Se vamos entrar em lamentações, então eu lamento nem saber sequer o seu nome ...enquanto Você tem dados concretos sobre mim, inclusive pode ver uma foto minha se se der ao trabalho de ir ao meu blog.

Depois, não estou a combatê-la a si, estou a discordar da sua ideologia : não é a mesma coisa!

Não lhe disse que andava a viajar em trabalho, pelo que não há razão para me censurar que, pretensamente, não saiba os modelos que colhem os seus favores.

Não entendi porque razão a Irlanda não pode ser apontada mas podem ser os países referidos por si, mas que não identificou.

Continua sem apontar quais as suas prioridades em detrimento da Educação.

Por muito que lhe pareça , eu não sou nem nunca fui comunista , pois sofri os seua métodos,,,mas sim: sou de Esquerda!

Não foquei a parte central do seu segundo comentário porque , desculpará de novo a frontalidade, quando defende aqula posição está a cair numa flagrante contradição...ou então não foi clara e eu não consegui perceber!

E parece-me estar um pouco confusa com a realidade laboral do país.

E não se considere ofendida ou insultada pessoalmente, porque jamais eu o faria...por duas razões: não é o meu estilo e não sei quem Você É!

Ficamos numa relação civilizada? ESpero que sim!

São disse...

QUINTARANTINO:
Obrigada.
Absolutamente de acordo.
Há coisas boas e más tanto no privado como no público...e també há autarquias que fazem um trabalho razoável neste campo e outras nem por isso.
E claro que a EDucação é a pedra de toque de uma qualquer sociedade!
Boa noite.

São disse...

MANDRAG:
Obrigada.
Pois, concordo.
Boa noite.

São disse...

HERÉTICO:
Agradeço a vinda, que é sempre a tempo, e a concordância.
Noite repousada para ti.

Carreira disse...

Trabalho verdadeiramente notável.
Reunir esta gente toda a escrever, a dar opinião é de facto espectacular!!
Parabéns Silêncio.

POr favor, envua-me o teu endereço de e-mail.
Tive um problema e fquei sem os contactos que tinha guardados.

abraço.

José Carreira

bluegift disse...

São,

Estamos a discutir ideias ou currículos?
Estamos na Internet, num blogue e não num seminário, conferência ou afim. Há diferenças, acredite, a começar pela identificação dos intervenientes. Informe-se. Se achou que necessitava de colocar o seu curriculum, foto e o que mais quiser, para consubstanciar a sua participação, é uma escolha totalmente sua. As consequências também.
Eu nada pretendo da minha actividade bloguista que me informar e confraternizar, o que faço em forúns nacionais e internacionais desde o ano 2000 e em blogues desde 2005. Cada um terá os seus objectivos e o livre direito a eles.

Entretanto, eu nunca exclui a Irlanda como modelo, eu apenas disse que a mentalidade era diferente da portuguesa. Não leu? Eu acho sinceramente que a São não lê o que eu escrevo. Melhor, leu uma frase que a desagradou e desatou a lançar tiros sem querer saber de mais nada, em vez de tentar entender onde eu queria chegar. O mesmo para o resto desta resposta que deixou ao meu último comentário.
Muito sinceramente, sim, LAMENTO que assim seja, porque é impossível conseguir chegar a um entendimento quando um dos participantes está mais interessado em receber aplausos que em discutir ideias que APARENTEMENTE contrariam as suas.

Estou certa que quem está muito confuso acerca da realidade do país é quem pretende colocar o Estado a financiar uma educação de qualidade e, ainda por cima, apresentar como exemplo a qualidade do ensino em países que privilegiam o privado. Há por aí uma grandessíssima confusão, pode ter a certeza absoluta!

Agradeço que da próxima vez que apareça alguém que discorde consigo não a leve tão a mal quanto aqui demonstrou. Afinal é democrata, não é verdade?

Passe bem.

São disse...

Pois, finalmente chegámos a acordo!
Mas continuo sem respostas, o que é pena.
Agradeço ter partilhado connosco seu legítimo pensamento .

Passe bem!

M.M.MENDONÇA disse...

Bluegift
A senhora é uma pessoa cheia de soberba e de fixações. Já tinha notado no Notas Soltas que não admite outras opiniões que não sejam a sua. Tudo é burro só a senhora é que sabe. Com essa convicção insiste, insiste como se não tivesse mais nada para fazer que insistir. O que é que faz na Bélgica? Escrever a chatear os outros? Minha senhora siga o meu conselho e trate-se num psiquiatra porque aqui anda gente de bem que vive em paz qundo a senhora não está. E não fica livre de mim, não senhora, porque tanto aqui como no Notas Soltas vai ver-me todos os dias.Escusa também de me interpelar porque a senhora não é uma pessoa para mim tão importante que as suas perguntas me mereçam resposta sempre que ma peça. Sou reformado da PJ, tenho 65 anos e chamo-me Manuel Mendonça.
Bom dia

amigona avó e a neta princesa disse...

Estou a gostar, sim senhora!!! Não me importo do debate e confronto de ideias...parabéns Lídia e São conseguiram acender a fornalha por aqui!!!

Não tenho tempo para aqui ficar mas queria dizer à bluegift que diz coisas como:

"....já é tempo de sair um pouco da utopia de que é o Estado quem deve centralizar todos os serviços básicos."

Já se viu pelo exemplo de governos anteriores e de outros países, nomeadamente do ex-bloco soviético, em que é que isso deu. É uma questão de aprender com a nossa história e com a dos outros, em vez de passar a vida a bater na mesma tecla idealista e utópica, nada mais"

que há coisas que NÃO mudaram e NUNCA mudarão por muitas tintas que se passem por cima: a exploração do grande capital que continua a somar chorudos MILHOES de euros à custa daqueles a quem explora (os trabalhadores, as famílias)...as receitas são as mesmas, o grande capital não se importa de usar os mesmos métodos de há 50, 40, 30 anos atrás...não precisa de inovar o que é preciso é EXPLORAR!!! Leia os relatórios OFICIAIS dos principais bancos portugueses ...vamos aprender com a história...

Lídia, deixei-te prémio no meu cantinho...beijo...

Guilherme Santos disse...

E do debate sai o esclarecimento e da troca de ideias a aprendizagem.
Tenho lido com extremo interesse todos os textos aqui trazidos por diferentes pessoas com diferentes pontos de vista.
Muito bom o debate que tem se vindo a fazer dentro desta caixa de comentários.
De todos o que mais apreciei foi da excelente intervenção do senhor Manuel Mendonça, falo desta ultima intervenção, uma análise de quem realmente procura o dialogo e o debate, parece que o insulto é uma forma interessante de conversar, ainda por cima numa conversa que não lhe dizia respeito, parabéns.
Quanto ao texto, os cumprimentos a autora pelo texto bom que desenvolveu e pela forma como explicou as suas ideias.

bluegift disse...

São,

Pois aí está, se houve alguém que em vez de responder às minhas perguntas iniciais desatou logo aos tiros foi a São. Leia bem os meus comentários, pelo menos, uma vez! encontrará as respostas que tão cegamente procura.

Não há dúvida que o Ensino precisa de bastante mais sangue novo que traga inovação e não ideias facéis e batidas que não levam nem nunca levaram a lado nenhum; repetidas vezes sem fim por quem já se encontra bem instalado e não gosta de ser colocado em causa. Fique pois com os abutres, já vi que lhe assentam bem.

M.M.MENDONÇA disse...

Como exemplo bem comportadinho e de quem não se mete nos comentários dos outros tome-se o Guilherme Santos. Ou são diferentes rostos da mesma pessoa?

Tiago R. Cardoso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Tiago R. Cardoso disse...

Mais um excelente ponto de vista aqui descrito, que está a reforçar a minha opinião de que de facto a ideia da Lídia foi uma excelente ideia ao se propor debater este assunto.

Guilherme Santos disse...

Peço desculpa à Sra. Lídia e à Sra. São, respeitosamente, não sabia que este local tinha um "guarda-costas" de serviço ?
Eu a julgar que ele está cá só para bater palmas.
Mais uma vez as minhas desculpas com a promessa que não volto a entrar em dialogo com sentinelas.

Laurentina disse...

Desculpem lá ...não quero ofender ninguém , mas tenho para mim na minha humilde opinião que um blogue serve além de tudo para termos uma sã convivência.
Para quê este degladiar de agora atiro eu ora agora atiras tu...será que somos inteligentes?!
Estou de acordo com o que o Walter dizia aqui á dias no seu blog acerca dos "intelectuais acirrados", as TESES defendem-se em lugares proprios acho eu.
Aqui nos blogues é apenas para se trocar opiniões e ficarmos por ai mesmo sem mais soberbas...

Lídia, desculpa minha amiga o que vou aqui deixar, esta seara não é minha , mas penso que isto já vai longe de mais...
São bem hajas.

beijão grande para todos

Jorge disse...

Realmente meus amigos está aqui um trabalho digno duma tese académica. Muita gente falou e exprimiu muita coisa interessante apesar de se constatar que as pessoas convivem mal com as ideias que não vão de encontro ao seu ego.
Que me perdoem os autores do espaço, que não sei quem são, porque aqui cheguei por acaso, mas há pessoas que não saem da delas. O País na se faz com essas pessoas.

São disse...

BLUEGITT:

De facto, Você tem razão numa coisa: eu , com os meus 58 anos e a experiência que possuo, tenho obrigação de saber da existência de pessoas que não suportam ouvir chamar os bois pelo nome!

Aqui faço "mea culpa"!

Para ter a certeza de que leio aquilo que escreve vou passar a citar:

" O Estado não é rico!Tem áreas prioritárias em que gastar o dinheiro de forma a conseguir obter um máximo de crescimento económico da forma mais rápida possível"

Ficarei muito grata se indicar a que áreas se refere e se fundamentar a escolha.


"Numa altura futura, em que o Estado consiga atingir um nível equilibrado de riqueza."

Ser-lhe-á possível especificar o que considera por nível equilibrado, como o consegue e qual o horizonte temporal estimadp?


" A única forma que eu vejo para melhorar rapidamente a qualidade deste ensino é através da privatização , com isençaõ para os pobres e bom controlo do Estado."

Gostaria que informasse em que países está este modelo implantado e como o concretizarm.



"é uma escolha totalmente sua. As consequências também."

O mesmo para si.


Quanto às afirmações desagradáveis e juízos de valor que emitiu, nem farei caso, porque - repito !- não é o meu estilo.

E como concordo com a Laurentina, será esta a última vez que me dirijo a si.Porque somos todaos adultos e já foi, de facto, lomge de mais!

São disse...

ERRATA:

"Porque ISTO já foi longe de mais!"

Saudações.

São disse...

GULHERME SANTOS:
Agradeço que me trate por São.

Agradeço ainda mais que não se entre em picardias que nada trazem ao que verdadeiramente interessa.

Boa tarde.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Laurentina
Obrigada por defenderes o meu espaço na minha ausência. As 4ªs feiras são dias complicados para mim porque tenho que acompanhar uma pessoa ao Hospital.
Ainda nem pus o post seguinte como devia.Vou fazê-lo agora.
São
Texto excelente. Deu um óptimo debate. Obrigada, amiga

São disse...

SILÊNCIO CULPADO:

Em primeiro lugar quero agradecer-te o teu amável convite e dar-te sinceros parabéns pelo trabalho que estás realizando na Internet!

Quero também reafirmar o gosto imenso que foi poder trocar impressões acerca de um tema , que é a minha paixão : Educação.

Ás pessoas que participaram, trouxeram informações e enriqueceram o debate com o seu pensamento deixo aqui a minha gratidão.

Bem hajam!!

Guilherme Santos disse...

São,
As minhas desculpas não volta a acontecer.
Espero que a mensagem que me envia tenha também como remetente quem insulta gratuitamente, mas dou o caso por encerrado.
Muito obrigado.

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida amiga São, o texto está excelente!
Parabéns!!!!!!!!!!!!!!!!
Beijinhos de carinhoe amizade.
Fernandinha

NETMITO disse...

Sinto do teu leve sopro a certeza do meu amar...)*
Andei a fazer umas "mudanças" no meu blog:)

São disse...

FERNANDA E POEMAS:
Obrigada por o achares assim!!
Abraço.

São disse...

JORGE:
Peço-lhe desculpa pelo atraso da resposta.

De facto, pessoas existem a pretender que Portugal se conserve bem atrasado!!

Agradeço a presença.

São disse...

TIAGO R CARDOSO:
Apresento desculpas por demorar a responder.

Concordo: a Lídia tem um óptimo espaço de debate, só ´que deveria mudar o nome, pois silenciosa é que não é de certeza!

Agradeço a presença.

martelo disse...

os dois ensinos privado e público têm razão de existir, mas a orientação de um Estado ( social...)deve ser "proeminente...ou por outras palavras um Estado não pode ser um ausente na organização do ensino, sem paternalismos, obviamente...

São disse...

MARTELO:
Eu não estou contra o privado.
O que eu quero é que o Estado não de demita das suas obrigações e que assegure a todas as suas crianças igualdade de oportunidades.

E aceito que haja pessoas que pensem diferentemente , só que têm que apresentar argumentos válidos a favor do que defendem!!

Agradeço a presença.