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A (IN)TOLERÂNCIA


A tolerância é um conceito que por vezes me incomoda tendo em conta que me obriga a aceitar o que, naturalmente, não aceitaria privando-me da liberdade e do espaço que legitimamente suponho que todos devem ter. Sempre preferi, a este conceito, o da compreensão que permite que aceitemos as diferenças como fazendo parte da nossa identidade posto que a diversidade é uma riqueza única que nos acrescenta e nos enobrece.

E quando a compreensão falha e o que nos sobra é o abismo da agressividade e da exclusão de espaços?

Será que vivemos, no presente, situações múltiplas mutuamente exaustivas e mutuamente exclusivas? Dito por outras palavras, existem ilhas de verdades absolutas que não aceitam o contraditório?

Efectivamente, parecem surgir, cada vez mais, situações de intolerância quer as que se movem por interesses materiais, de poder ou de ascensão, quer simplesmente pela alienação duma sociedade que perde, cada vez mais, a noção exacta dos seus tempos e dos seus limites.

São as claques de futebol e seus adeptos que ferem e magoam os seus adversários. São as religiões que descobrem deuses que conhecem uns filhos e enjeitam os outros. E então ao nível da política o desvario é absoluto. Perdem-se amizades profundas, criam-se ofensas intransponíveis só porque alguém acredita num modelo que não é o que defendemos embora reconheçamos, se quisermos ser honestos, que todos os modelos têm as suas fragilidades e (por que não?) as suas virtualidades desde que respeitem os direitos humanos.

No mundo virtual não há blogue que exprima livremente opiniões políticas que não seja alvo de ataques. Eu própria me inibo de expressar abertamente esta ou aquela ideia para manter todo um processo de procura de partilha, de esclarecimento e troca de opiniões. Não é um acto de cobardia mas um desejo de aproximação. Porque há contrários em que me revejo e porque não quero implementar uma visão monolítica que me prenda a um espaço restrito em que cada um de nós funciona como alguém que, dando um mergulho, ensurdece de repente e fica a falar sozinho por já não ouvir o som das outras vozes.

Procuro as palavras para além das capas dos interesses. Procuro as palavras para além dos muros que separam, dos ventos que afastam e da noite que as oculta. Eu não saberia escolher entre os diferentes habitantes das ilhas nem sequer entre mim e o que me é estranho.

Porque é no desbravar dos mistérios que me descubro, que descubro outras pessoas e que me considero útil.

É a política um exercício de cidadania, logo uma actividade nobre, uma vez que temos que ser governados por um sistema seja ele qual for? Sim, a política é um exercício de cidadania mas não através da defesa acérrima deste ou daquele partido desta ou daquela ideologia. A política é um exercício de cidadania quando através do esclarecimento transparente e informado, levamos cada cidadão a reflectir sobre os fenómenos a que está sujeito e a buscar no turbilhão dos acontecimentos um rumo e um caminho.

E isto tendo em conta que não há perfeições mas alternativas, que as escolhas implicam sempre algumas perdas, e que as reclassificações são a prerrogativa do homem civilizado de não morrer nem definhar sobre si mesmo.


41 comentários:

Paulo disse...

Lídia

Tinha já conhecimento da sua posição acerca da tolerância, sabendo igualmente que prefere a compreensão/aceitação das diferenças, que fundamentam a diversidade da sociedade em que vivemos.

Em si, tenho um exemplo de alguém que sabe aceitar de ânimo leve, cada um como cada qual, não apontando o dedo seja ao que for, seja a quem for, a não ser numa óptica constante de evolução, de troca de opiniões, de amadurecimento, de viver a vida, tal qual a mesma se acomete a cada um, para a qual todos devemos estar preparados para a aceitar e viver em parceria com as adversidades, nunca pondo em causa a razão de estarmos existindo, viabilizando o aproveitar do amanhecer diário, em exaltação de uma vivência em pleno.

Um abraço apertado.

heretico disse...

"Eu própria me inibo de expressar abertamente esta ou aquela ideia (...) não é um acto de cobardia mas um desejo de aproximação...".

uma lição de tolerância!

excelente.

beijos

mfc disse...

Gostei muito da diferença que acentuaste entre tolerância e compreensão.
Estás certíssima.

ManDrag disse...

Salve! Lídia
O problema inicia-se quando algumas áreas da vivência social, como a política, se apropriam da catalogação metódica da ciência, para daí tirar proveitos e vantagens.
É paradoxal que quanto mais o conhecimento humano se expande e avança de entendimento em entendimento, mais discriminadores se tornam os comportamentos sociais. Talvez que, como se usa dizer, tenhamos que "baralhar para dar de novo".
Mas eu sou teimoso e sei que o Dia chegará em que todo ser humano entenderá a importância do reconhecimento equalitário entre todos.
Parabéns pelo óptimo texto!
Abraço.
Salutas!

tagarelas-miamendes disse...

Lidia
Nao podia estar mais de acordo. E, tendo a certeza que me repito, mais uma vez, acho que o problema esta no individualismo em que nos encurralamos. Nao queremos ouvir o que os outros tem para nos dizer. As discusoes, ja nao tem, emissor e recetor. Somos todos emissores. Detentores de verdades absolutas.

joshua disse...

Caríssima Lídia, tu bem sabes quantas vezes fui vítima de uma leitura apressada e intolerante. Tenho pena da insensibilidade que determinou que um Camões morresse na miséria e no pó. É essa a lei da intolerância na nossa espécie, particularmente impiedosa quando se é português.

Beijos
[Adoro todos os teus blogues!]

SILÊNCIO CULPADO disse...

Paulo
Não existe apenas uma verdade mas sim várias, criadas por cada um, de acordo com os seus valores e as suas crenças.
Para mim não existem verdades mais "verdadeiras" desde que a sinceridade prevaleça nas manifestações do ser social e respeitador dos limites que, uma vez ultrapassados, retiram ao outro a liberdade e os espaços de actuação a que tem direito.
Todas as diferenças, pautadas pelo respeito que induz a não prejudicar terceiros, são igualmente dignas e ajudam-nos a compreender a complexidade de fenómenos a que estamos sujeitos.
Apontar o dedo só porque existe um padrão de comportamento que pretendemos tornar extensivo e redutor, é um absurdo. E até uma maldade em que muitos frustrados se revêem quando, não sabendo lidar com os seus fantasmas, os exorcisam pisando os mais fragilizados.
Muito haveria pois a dizer sobre a personalidade dos segregadores.
Quem não segrega, ou procura não segregar como é o meu caso, não merece nenhuma referência especial por uma actuação que devia ser normal e comum.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Heretico
Às vezes criam-se clivagens que fazem cair as pontes que nos permitem chegar a pessoas que nos ensinam muito.
O facto duma pessoa ter uma posição fracturante, numa determinada matéria, não implica que noutras não possamos estar de acordo. E mesmo naquela que nos divide, vendo bem, vamos, na maioria dos casos, encontrar pontos de concórdia.
E é dessa partilha e troca de impressões que resulta a evolução.
Nunca das agressões nem das portas fechadas.

Abraço

António de Almeida disse...

-Tenho a liberdade como valor supremo. Dela fazem parte a tolerância, o respeito pela diferença, encarar a divergência como natural e salutar, o que não significa de forma alguma ceder no plano das ideias, luto pelos meus pontos de vista, a isso chamo debate. Naturalmente que nem todos estão preparados para debater com elevação, por vezes somos alvo de insultos e acusações, pessoalmente não apago comentários, mesmo os insultuosos assinados, e excepção vai para os anónimos insultuosos. Mas isso sou eu, cada um impõe os limites da tolerância que julga conveniente.

www.arteautismo.com disse...

Lídia ...
minha querida Lídia.....
Escreves muito bem! e aqui destacas a intolerância e proclamas a compreensão...
Ah tão sonhada compreensão....
Ela só chega quando os dois lados estão dispostos a entender o ponto de vista do outro. Nem sempre isto acontece, e assim a discórdia aparece. Um poeta brasileiro, MAchado de Assis disse a seguinte frase:**************
"Não levante a espada sobre a cabeça de quem te pediu perdão.''
Se todos entedessem esta frase não haveria intolerância em nenhum segmento social.
Lídia seu texto está perfeito como sempre, tens uma inteligência muito intuitiva, por isso gosto de ler-te para aprender sempre mais...
Amo vir aqui te ver!
Um beijo com carinho.
Ray

O Guardião disse...

Há quem se julgue detentor da verdade e não consiga debater ideias. Podemos discordar de algumas opiniões, mas há sempre formas civilizadas de intervir, sem ofender e sem tentar "abafar" as opiniões dos outros. Penso que ainda há um grande caminho a percorrer no que toca à intervenção cívica que, convenhamos, ainda é relativamente recente e escassa em Portugal.
Cumps

Pata Negra disse...

Também não podemos ser tolerantes com tudo! Há coisas que não podemos tolerar!
Por exemplo: não suporto sócretinos - serei intolerante?
Quanto à expressão das opiniões de cada um o melhor é entrar ratinho e aplicar a nossa no momento exacto.
Hoje deu-me para isto Lídia. Até parece que não estou de acordo contigo. Claro que estou. Quando as opiniões são expressas de forma clara, reflectida, sincera e sem interesses obscuros somos sempre levados a concordar com elas.

Mário Relvas disse...

Lídia,

a liberdade implica responsabilidade. O isnulto gratuito não é sinónimo de liberdade, mas sim de libertinagem. Todos temos opinião sobre isto, ou aquilo. Na política é igual. Respeito todas as opiniões e correntes desde que também seja respeitado. Recordando: "respeita para seres respeitado"!
E sobre o quadrante político, estou numa fase da vida onde bebo um pouco daqui e dali, desde que não entre em extremismos! Não sou carneiro e premito-me ser independente!

Tolerância... Compreensão. Talvez a diferença seja a interpretação que cada um lhe dá. Confesso que também prefiro compreender e aceitar do que me seja imposta a tolerância!

Saudações e um sorriso

instantes e momentos disse...

muito bom o post. analisar e refletir.
Maurizio

Teresa Durães disse...

parece ser difícil aceitar quem é diferente

SILÊNCIO CULPADO disse...

mfc

A diferença entre tolerância e incompreensão é todo um mundo que medeia entre a escravatura e a liberdade, a cabeça que se verga obrigada e humilhada e a que se levanta porque se sente mais forte ao subir mais um degrau na compreensão dos outros.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

ManDrag

Eu também creio, ManDrag, eu também creio que um dia virá em que o homem será mais homem por capitalizar mais abrangências e com elas mais ensinamentos.
As ruínas do individualismo hão-de servir para esta reflexão.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Tagarelas-miamendes

É isso mesmo: somos todos emissores, detentores de verdades absolutas. As pessoas levam o tempo a justificar-se, a protagonizarem-se, a dizer aos outros o que devem fazer como se elas o soubessem. Como se as opções que tomam nunca lhes tivessem trazido amargos de boca.


Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Joshua

No turbilhão das tuas palavras muitas vezes encontrei sossego. Porque és um homem que não abdica de ser igual a si mesmo, de dizer o que sente conforme sente, de se exprimir com toda a dor e toda a raiva que produzem os afectos. E também as injustiças.
Não é fácil ser-se professor, amar os alunos, entregar-se à causa e ter que fazer algo diferente porque o mundo dos "yes men" é sempre o que prevalece.
Compreendo e sinto os teus gritos, a tua crítica por vezes abrupta, os teus irrompantes por vezes agrestes.
Mas o teu espaço é um espaço especial duma pessoa com uma cultura incomum que não se conforma.
Sempre te leio. Nem sempre comento porque os teus textos exigem demasiado quer pela profusão, quer pela extensão, quer pela análise a que nos obrigam.
Eu sentir-me-ia mais pobre se um dia não encontrasse o teu blogue e essa tua figura que não se deixa formatar e que acrescenta por ser diferente.
Sabes, Joshua, é normal não sermos aceites por todos. É sinal que o que dizemos tem alguma força. É sinal que num mundo de rivalidades e competitividades, mesmo nas coisas mais comezinhas e absurdas,ainda somos um ponto de referência.

Abraço

Nilson Barcelli disse...

De facto, a sociedade está cada vez menos tolerante.
Por outro lado, não se percebe como é que toleramos há séculos tantas coisas intoleráveis. Toleramos 50 anos de fascismo, por exemplo, e temos continuado a tolerar toda a mediocridade que se instalou em tudo que é sítio, daí resultando um ensino, uma saúde e um sem número de coisas medíocres que prejudicam a nossa qualidade de vida.
Excelente post, como sempre.
Beijinhos.

Olhos de mel disse...

Oie linda! As pessoas hoje em dia, estão intolerantes mesmo. Parecem que andam no limite. Aceitar as diferença é complicado e não entendo o motivo. Lamentávelque ainda existam essas coisas, quando o mundo evolui tanto!
Beijos

SILÊNCIO CULPADO disse...

António Almeida
Ainda bem que comenta e está aqui. Sempre, de há longa data, nos visitámos independentemente das diferenças de opinião que, por vezes, se estendiam a visitantes do Silêncio que frequentemente entravam em diálogo consigo. Estas situações deram para perceber o grande homem que você é pelo respeito e educação que sempre pautaram as suas respostas cheias de convicções legítimas e fundamentadas.
Tenho por si um enorme respeito e consideração e lamento que o seu espaço possa ser alvo de comentários incorrectos.
Aliás, deixe-me dizer-lhe que proporcionou grandes debates pela forma apaixonada com que defendia os seus pontos de vista.
Tenho muito orgulho em tê-lo aqui.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Ray
Você é uma mulher admirável que encontra sempre as palavras certas e que tem muito para dar não só ao mundo virtual como ao seu Filipe.
Tenho sentido a falta do seu blogue. Claro que posso enviar um mail mas não é a mesma coisa: aquela porta aberta por onde se entra, sempre florida e harmoniosa.
Mas eu entendo, creia. Às vezes as coisas simples tornam-se barras pesadas.
Porém gostaria que me falasse de Filipe, da sua arte, se tem havido evolução em termos de exposições ou eventual interesse de empresários.

Beijos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Guardião
É isso que eu penso. Podemos discordar mas de forma civilizada. E sobretudo devemos (entendo eu), ter em mente que a razão e o esclarecimento só se encontram se não entrarmos em fracturas que deixam abismos intransponíveis entre pessoas que até podiam ser amigas.
Mas é como dizes: há ainda um longo caminho a percorrer.
Abraço

www.arteautismo.com disse...

Lídia, querida,gosto quando falas comigo , porque sei que me entendes. Voce é uma grande mulher , de quem tenho afeição. Por ora nao volto ao meu blog , mas no futuro, quem sabe?
Pergunta-me por Filipe, que ando fazendo....
Tenho procurado empresários, para obter um trabalho para Filipe, creio que isto dará mais significado a sua vida e o envolverá em algo real. Mas dos e-mails que tenho recebido de volta,recebo respostas de Não ou talvez quem sabe.....
Fiz um post recentemente no site wwww.arteautismo.com no blog dentro dele.No post tenho muitos e-mails de várias empresas brasileiras onde se pode enviar o currículo do candidato a um emprego em vários setores.
Fiz o currículo de Filipe e mandei a todas elas.
Doideira? Sei lá....Fiz que meu coração pedia. Quis ter o gosto de enviar o currículo do meu filho.
Aqui vou colar o currículo que enviei para voce ler Lídia.
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¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨¨Caro Empresário. Este é um currículo muito especial. Não é igual ao que o Senhor está acostumado a receber.Quem te envia o currículo é a mãe do suposto interessado . Não tenho currículo dele com os itens desejados. Tenho uma galeria de pinturas. Pois ele é um pintor.


É alfabetizado, não sei que nível ele se classificaria neste quesito da escolaridade, já que aprendeu a ler sozinho com três anos. Ele não pode ir sozinho para sua empresa. Terei eu que acompanhá-lo. Mas terá capacidade de criar algo com sua arte para sua empresa, após seu pedido para fazê-lo.

Ele é cooperativo. E pode fazer várias criações .Como as cores do catálogo de sua empresa, pois possui uma técnica desenvolvida por ele muito diferenciada. Ele vai desenhando bolinhas coloridas, formando um desenho abstrato que se assemelha a nuvens no céu. Dependendo do estado interior dele., elas podem ser azuis, vermelhas ou escuras. Fiquei impressionada com o talento dele que fiz até um site mostrando suas pinturas, www.arteautismo.com Esta pintura nasceu do seu inconsciente e fala com suas cores e traços. Se o Sr. quiser ele também poderá desenhar , com traços incomuns, flores , bichos e pessoas. Não é um desenho acadêmico , mas garanto que é bem personalizado, tipo Art Brut.

Ou seja , Filipe tem arte própria , sem influências.

Filipe não pode pedir este emprego, não pode chegar a vós e dizer._ Me ajudem me dando um emprego. Porque Filipe é um autista . O autismo é um distúrbio do desenvolvimento que afeta mais meninos do que meninas. Quem pede por ele , sou eu sua mãe , que acredita que vendo-o empregado , ele poderá melhorar ainda mais , vendo que seu traço está presente em algo real. Pedir um emprego para Filipe é pedir um remédio para que saia do silêncio e que ele fale com sua arte mais e mais. E efetivamente vendo-a ter um espaço entre as pessoas. Pedir um emprego para Filipe , é um devaneio de uma mãe.Que acredita na reintregação do individuo pelo trabalho. Porque preciso ajudar meu filho sem poupar nenhum esforço. Se Senhor lhe der este emprego, estará também ajudando outros pais a acreditarem que seus filhos são capazes de exercer um ofício. E acredite , os autistas são muito inteligentes e têm muita coisa para nos ensinar. Portanto Sr. Empresário este é o único currículo que posso mandar do meu filho Filipe Gonçalves Vieira Melo que tem vinte e quatro anos. Mas eu o mando com muitas esperanças e muito orgulho e sem nenhuma lamentação!

Grata.



Raimunda Gonçalves Melo (Ray)¨

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Enfim Lídia ,quem sabe alguém responda. Até hoje . NADA.
Um beijo querida e muito obrigada por tudo que tens feito por Filipe.
Você tem um grande coração , e muita solidariedade conosco.
beijos .
RAy

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pata Negra
A tolerância seria perdermos o nosso sentido crítico e aceitar o que não concordamos nem compreendemos. Por isso entendo ser a compreensão o melhor caminho em que respeitando a troca de ideias podemos apresentar livremente os nossos pontos de vista.
E é isso que nós queremos tanto tu como eu.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Mário Relvas


"O insulto gratuito não é sinónimo de liberdade," nem abona quem o faz.
No que se refer à política creio que os tradicionais conceitos de esquerda e de direita estão em desuso. Aliás verifica-se que há vozes discordantes nos partidos sempre que se coloca em cima da mesa um tema crucial. Em qualquer dos casos recuso-me a ser formatada por qualquer ideologia. Quero defender a minha capaciade de discernimento e avaliar o que me rodeia com os olhos que tenho e com aquilo que bem ou mal vou aprendendo. Tal implica que possa fazer reclassificações ou mudanças de rumo. E é isso que não quero perder.
Tolerância para discutir e para aprender mas jamais para aceitar o que não concordo ou não posso aceitar por bulir com as minhas convicções.
Dito por outras palavras é a mesma ideia que expressas no teu comentário.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Maurizio

Obrigada pela visita, pelas palavras e pelo incentivo.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Teresa Durães

Os diferentes são maravilhosos. Fazem com que os iguais não pareçam tão monótonos.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Nilson Barcelli
Sabes, eu acho que nós toleramos tanta coisas que não deviamos tolerar porque não toleramos ideias diferentes que nos levariam ao esclarecimento e a uma rumo mais construtivo.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Olhos de mel

Acredito que dias melhores possam vir. A verdade é que estamos aqui e todos exprimindo a necessiadde dessa compreensão universal que torne as pessoas mais próximas de si mesmas.

Abraço

Peter disse...

"A tolerância é um conceito que por vezes me incomoda tendo em conta que me obriga a aceitar o que, naturalmente, não aceitaria privando-me da liberdade e do espaço que legitimamente suponho que todos devem ter."

Aceito esta definição, porque se o não aceitasse estava a fingir e a mentir a mim próprio.

Carla disse...

aceitar os outros como são não é tarefa fácil, mas é imprescindível para quem aceita que alguns valores norteiem a sua vida.
Adorei ler este post
beijos

joshua disse...

Caríssima LÍDIA, somos efectivamente [os anos somam-se, o tempo passa] consolidados vizinhos nesta filigrana de relações potencialmente ricas e mutuamente devedoras da bloga. Confesso o quanto te devo pela pedagogia, pela paciência e pela abordagem de temas que passam rente ao profundo no humano por contraste com políticas dentro do paradigma desumanizador que ambos tanto verberamos. Obrigado pela amizade e pels palavras que tanta justiça me fazem como só tu poderias. [também in PALAVROSSAVRVS REX].

Beijos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Ray

Li o curriculum de Filipe com um nó na garganta. O último período tocou-me duma maneira especial.
Espero que consigas o que tanto anseias e que Filipe encontre o seu caminho. E se eu puder ser útil em alguma coisa nem preciso dizer que podes contar comigo.

Beijos

SILÊNCIO CULPADO disse...

Peter

Antes a compreensão que nos redime que a tolerância que nos constrange.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carla
Não é tão difícil aceitar os outros, tal como são, se não nos arvorarmos em juízes ou em donos de alguém.
Aceitar o outro não implica incorporar os seus valores mas tão só respeitá-los tal como são.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

joshua


Seremos sempre companheiros nesta caminhada pelo mundo virtual e pela troca de ideias.


Abraço

AJB - martelo disse...

O aspecto que parece realmente mais evidente é o espaço entre compreender e aceitar... há quem compreenda exprimindo uma tolerância como se tratasse de uma concessão; aceitando passa-se a conviver com a diferença de forma natural. E, depois, quem é que tem mais razão? O ponto por onde se espreita é sempre pessoal...

NuNo_R disse...

Olá...

Tal como a Lidia tenho a Liberdade e a Democracia como valors universais, mas quando se fala em Tolerância, existe sempre um problema com duas faces: o Tolerante e o Tolerado.

E se alguém é tolerado( ou respeitado na diferença) é porque existe um tolerante.
Para filosofia mas não é, e quero dizer que é mais fácil tolerar alguém que o condenar directamente, pois quando falamos em religiões e raças, por norma somos tolerantes, porque respeitamos a diferença,; mas a maioria das vezes o fazemos dessa maneira por que não temos forma de fazer a/as pessoa/as mudarem a sua opinião/cor, caso contrário, tentaríamos sempre impor a nossa propria vontade ou maneira d epensar/agir. e é por isso que existe de alguma maneira a relação tolerante/tolerado.

Bjs bfds

Odele Souza disse...

Lidia,

É mesmo uma pena que nem todos, inclusive no mundo virtual possam expressar livremente suas opiniões sem serem alvos de "intolerâncias".

Beijos.