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VIOLÊNCIA NAS ESCOLAS

*imagem da net

É mais fácil construir um menino do que consertar um homem.
(Charles Chick Govin)


Será que é mais fácil?
A violência nas escolas cresce a cada dia que passa com novos contornos sempre mais cruéis.


O conceito de bulling, vocábulo que vem do inglês para designar a violência verbal e/ou física gerada na comunidade escolar, não pára de crescer sem que se vislumbre solução no curto prazo.


Segundo dados disponíveis só no ano transacto ocorreram cerca de 300 casos de bulling nas escolas portuguesas tendo sido apreendidas 84 armas de fogo. Estes números começam a ser alarmantes tanto mais que a tendência para aumentar se mantém presente.

A sociedade de consumo irracional e os seus estereótipos de status têm contribuído largamente para a criação de novos perfis de sociabilidades em que os jovens se dividem em grupos que, tal como comunidades, interagem com uma rivalidade grosseira ridicularizando e humilhando, e por vezes agredindo fisicamente, os que não se enquadram nos valores e padrões dos grupos tidos por “superiores”.

São muitas e variadas as consequências desta ausência de valores colectivos e universais. Individualmente acontecem os estados de ansiedade, angústia e depressão que, em situações limite, culminam em suicídios e de auto-mutilações.

Mas são também frequentes os casos que nos chegam do “mundo desenvolvido” em que alunos disparam sobre colegas e professores, em que acontecem violações e em que diariamente professores são desrespeitados.

Ainda há bem pouco tempo vi denunciado um caso em que um aluno tendo sido apelidado de monte de banhas viu as suas roupas serem levadas para um esconderijo quando após ter terminado a sua aula de Educação Física foi tomar duche num dos balneários. Aflito e envergonhado, o jovem liga para a sua mãe a qual, por sua vez, fez queixa do sucedido. Porém as consequências não se fizeram esperar e o “monte de banhas” foi violentamente agredido pelos seus companheiros.

Em 2007 o jornal Público relatava um caso que muito me impressionou. Tinha a ver com um jovem de 12 anos, a quem foi diagnosticado cancro quando tinha 7, e que foi obrigado a abandonar a escola que frequentava por ser vítima de violência por parte de colegas que o ridicularizavam pela falta de cabelo resultante da quimioterapia.

Os exemplos sucedem-se e nunca se esgotam. Ainda hoje mesmo, segundo a Agência Lusa, dois jovens deram entrada no hospital Amadora-Sintra em resultado duma rixa entre dois grupos rivais na Escola Secundária Matias Aires. Um dos jovens apresentava ferimentos provocados por esfaqueamento e outro sofreu um traumatismo no nariz.

Estas situações deveras preocupantes parecem deixar os governantes numa atitude de relativa calma como se as situações estejam sob controlo e, por isso, não sejam alarmantes.

Para trás ficam as causas que as provocam. Desumanamente vamos criando os monstros do futuro crentes que não seremos vítimas da sua criação. A convivência humana degrada-se a olhos vistos e, tal como o ambiente poluído e mutilado, mostra aos olhos ainda atentos a sua capacidade de negação.


30 comentários:

Odele Souza disse...

Lidia,
A violência nas escolas é algo que vem acontecendo em todo o mundo e num rítmo tão crescente quanto assustador, uma situação que poderia ser minimizada caso as autoridades se empenhassem em adotar medidas nesse sentido.

Mas parece que só nós é que enxergamos isso. Que lamentável.

Fatyly disse...

Sempre houve violência, embora reconheça que tem vindo a aumentar sem que se imponha medidas drásticas.
Mas num país em que se tirou a autoridade aos professores e auxiliares, nomeadamente a estes, que esperaríamos? Repreender o menino é intolerável e lá vem a chuva da psicologia como remendo de um "cano de esgoto a céu aberto".

Agora foi de novo criada a figura do Director, mas embora mais tarde do que nunca, julgo que tem que haver mais intervenção da sociedade e dos pais.

O caso que relatas do garoto com cancro foi de facto terrível, mas, sabendo nós que os miúdos são cruéis, porque não ter uma conversa com eles?

Eu tive vários casos com a minha filha mais nova e protegida por uns e enxovalhada por outros, consegui juntar os pais, os jovens e alguns docentes...e a aí vai BOMBA!

O pior de tudo é que no meio desta violência escolar muitos pais não sabem, nem sonham que o seu filho faz parte de um grupo agressor(há sempre um comandante) e que são vitimas, quase sempre denunciados pelas marcas que são visíveis e aí não têm como esconder.

A solução? não sei...é assustador e depois há o medo de represálias...mas a sociedade civil tem que ser mais activa...

Terrível e assustador e hoje não sei o que faria...mas quieta não ficaria!

tagarelas-miamendes disse...

Ola Silencio Culpado- A ciolencia nas escolas nao apreceu do nada, e' mais um resultado da forma como vivemos nos nossos dias. Vi ha pouco tempo na TVE, uma tese de um professor universitario espanhol, do qual infelizmente nao registei o nome, que referia que o crescimento da violencia nas escolas, estava directamente ligada, com a forma como as familias vivem. Os Pais que dispoem de pouco tempo para os filhos, devido as suas actividades profissionais, tendem a tornarem-se mais tolerantes, por um lado nao querem passar o pouco tempo que tem com repreensoes, por outro lado ja exaustos, ao fim do dia, preferem evitar complicacoes. As criancas pelo seu lado crescem sem a necessaria ideia de que os Pais sao uma autoridade e por esse motivo tambem nao reconhecem essa autoridade aos demais adultos. Lembra-me tambem rde ouvir que a referida tese tinha grandes opositores que a acusavam de fomentar o autoritarismo. Eu pelo contrario, penso que talvez esteja ai o cerne da questao.

Teresa Durães disse...

quando andava na escola a violência já imperava. lembro-me na primária de andar à pedrada, com pedras da calçada, com uns miudos que não eram da escola. já lá vão 34 anos. e o medo que tínhamos de outros e fugíamos para dentro das salas

sideny disse...

Sempre houve violencia nas escolas.

E cada vez se vÊ mais,e nâo só nas escolas.

Os pais nâo falam com os filhos?

Não Lhes fazem ver o que esta mal, eo que nâo devem fazer e dizer.
que raio já nao há dialgo-lo entre as pessoas.
beijo

Peter disse...

Em 08 Março escrevi no "Notas soltas...ideias tontas" um artigo sobre o "Bullying".
Não teve grande saída: 4 comentários...

Nesse artigo destacava o "cyberbullying", com o envio intensivo de sms a rebaixar e humilhar a vítima e a uttilização de fotos do visado/a para a criação de personagens fictícias protagonistas de situações degradantes. Ainda a violência física, ou sexual, filmada e depois exibida no YouTube, o que para a vítima, constitui o cúmulo da humilhação.

Já houve casos de suicídio, mas ninguém liga: 4 comentários...

Este desinteresse levou-me a republicar o artigo no meu blogue.

António de Almeida disse...

Violência na escola sempre existiu, no meu tempo, já lá vão uns anitos, não considero que fosse extremamente grave, porque à parte um caso ou outro, fazia parte do normal processo de desenvolvimento. O problema começa quando se pretende obrigar os jovens até aos 18 anos a frequentarem a Escola, há que ter respeito por quem não o quer fazer, é preferivel um jovem sair aos 15, 16 anos, do que estar contrariado, perturbar e agredir colegas e professores. No entanto alguns pensadores a quem o Estado oferece abrigo, decidiram que sabem o que é melhor para todos, impondo uma normalização que já chateia, do tamanho da peça de fruta à quantidade de sal no pão, terminando, por agora, nos anos que cada aluno permanece em meio escolar. Claro que defendo que sejam oferecidas oportunidades a quem quer andar na escola, que esta motive todos, através dos seus programas e métodos, mas que reconheça o direito à diferença de alguns, pelo menos a partir de determinada altura, 14, 15 anos, por exemplo. Por último existe um programa escola segura, que pelos vistos não funciona, há que recuperar o prestígio da escola, mas sem conceder autoridade aos professores tal será impossível. E porque não responsabilizar efectivamente os pais, com multas por exemplo, pelo comportamento dos filhos mais novos?

VANUZA PANTALEÃO disse...

Minha amiga,
Primeiramente, desculpe-me pelo atraso em vir aqui, ocorre que meu filho que estuda teve que fazer uso desse pc e não pude interrompê-lo. Mas aqui estou para me inteirar desses fatos que tão bem expões e que agridem à nossa alma, mas são uma realidade e devemos mesmo tirar "o lixo debaixo do tapete".
O bulling é tudo isso que dizes, o bulling afeta a criança na sua essência e pode levá-la a consequências danosas e irreversíveis. Na minha própria infância passei por uma situação dessas que não foi tão trágica, porém não a esqueço até hoje: uma colega de turma, mais velha e enorme me tomava a merenda em todos os recreios...foi um sofrimento e uma humilhação horríveis.
Mas eu penso, será que se os adultos dessem melhores exemplos as coisas não seriam diferentes?
Um tema de extrema importância, obrigada!
Uma semana excelente, Lídia!!!Bjss

Marta disse...

A violência nas escolas é mais "uma ponta solta" da sociedade em que vivemos. Sempre houve violência, é certo, mas agora ganha mais visibilidade, também. Quev é preocupante, é!

abraço, Lídia.

Adriana disse...

Infelizmente é consequencia da falha estrutural das familias e dos governos.Muitas quem paga são os inocentes!

manuel marques disse...

A violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota .

Abraço qerida amiga.

martelo disse...

de um lado os "mal comportados e doentes dos valores" e do outro os que tentam emendar a sociedade... este problema (mais um) com cariz universal, talvez com características de moda, abala a vivência e a relação societal... é uma época difícil de entender e complicada de lidar...

abraço

Vieira Calado disse...

Há que fazer qualquer coisa.

E isso começa pela Educação dada pelos pais.
Depois vem a Escola, sem meios verdadeiros para cumprir a sua missão.

A seguir, a televisão e as suas mensagens sempre a abarrotar de sujidade.

E não parece que quem detém o poder, se interesse muito por estas coisas...

Beijoca

LopesCa disse...

Infelizmente concordo contigo.
Estão a ser criados monstros egoístas, egocêntricos e violentos sem respeito pelos outros seres vivos.

elvira carvalho disse...

Violência nas escolas, nos lares nos empregos. Cada vez a humanidade está mais violenta.
Vim fazer um pedido de amiga:
Por favor pode deslocar-se ao Sexta? Muito obrigada.
Um abraço amigo

as-nunes disse...

Só vejo solução: enquanto os jovens forem menores e estiverem à guarda dos pais estes têm que passar a ser responsabilizados criminalmente pelos actos dos seus filhos.
Claro que cada caso tem que ser objecto das devidas indagações por via dum processo disciplinar organizado por uma Comissão Disciplinar a funcionar em cada Escola.
Não há outro remédio.
Pede-se, também, mais coragem aos professores e pessoal auxiliar para enfrentar as situações de flagrante delito, pelo menos.
Ao que isto chegou!
António

heretico disse...

..."Para trás ficam as causas que as provocam". está tudo dito...

sempre atenta e oportuna em teus posts...

beijo

CARLA FABIANE... disse...

AMIGA...
É TRISTE, DEVERIA SER UM LUGAR PARA FORMAR CARÁTER, HOMENS E MULHERES DE BEM, FICO PENSANDO COMO SERÁ O FUTURO DESSAS CRIANÇAS?
UM BEIJO BEM GRANDE

Pata Negra disse...

Para identificar as causas não chega 10 postes. A crueldade dos adolescentes, que sempre existiu, está a tomar proporcões assustadoras. Isso é tolerado pela escola e pelos pais. Nos casos extremos/anormais as vítimas acabam por sair um dia de casa a matar a torto e a direito! Custa-nos a aceitar mas aceitámos todos os antecedentes.
Os professores estão a ser desautorizados pelo poder, pela sociedade, pelos pais e por si próprios! Não são os alunos que se tem de precupar com a sua avaliação, são os professores; os alunos podem faltar, os professores nem em caso de morte. Nos últimos dois anos as escolas públicas entraram num processo de degradação que dificilmente será ultrapassado. Os alunos terão culpas, são pessoas mas a responsabilidade é do poder, da sociedade, dos pais e dos professores. Não tenho esperança que as coisas se resolvam enquanto eu for vivo mas gostaria que um dia alguém pudesse identificar as causas para construir uma escola nova.
Não gosto de falar nisto! E que tal se sonhássemos!?
Um abraço ferido

Pata Negra disse...

O meu comentário está cheio de erros: nunca fui bom aluno!

Dr. Mento disse...

Violência... apenas nas escolas?

O bullying é uma forma de os alunos mais fortes exercerem a sua força sobre os mais fracos. Mas isto é algo que se repete um pouco por toda a sociedade. Nem sempre de forma física.

Os patrões não exercem a violência sobre os empregados?

Os pais não exercem a violência sobre os filhos?

Os pais não exercem a violência sobre os próprios pais quando estes se tornam mais velhos e inválidos?

Os ladrões não exercem a violência sobre as vítimas?

Os polícias não exercem a violência sobre quem capturam?

As pessoas não exercem a violência sobre os animais?

As finanças não exercem a violência sobre os contribuintes?

Infelizmente, este é um problema cujos contornos são gigantescos. Mas cada alerta, como o teu (que sei que foi publicado num jornal), ajuda a que cada vez mais gente vá tomando consciência do fenómeno da violência e das suas consequências.

Maria Emília disse...

Cara Lídia,
Denunciar aqui já é estar atento e tomar parte na solução do problema,mas é muito pouco. Que poderemos fazer mais para parar este flagelo que vêm aumentando no nosso país.
Obrigada por trazer a lume tão grave problema.
Um abraço,
Maria Emília

Oliver Pickwick disse...

Quem semeia ventos, colhe tempestades, no dizer do velho adágio. O culto ao próprio umbigo praticado nos últimos anos ignorou os princípios éticos em quase todas as escalas. E a falta de ajuste de valores morais essenciais ao bom convívio, resultou nesta Babel anarquista em que vivemos.
Um beijo!

Nocturna disse...

A violência nas escolas sempre existiu.( Não vou aqui afirmar que era uma santa para com os meus colegas, era até aquilo que se chama "uma maria-rapaz") É inevitável uma certa luta pela liderança do grupo.
Mas o que se passa hoje é algo de muito mais grave. Os jovens vêm de famílias onde já impera a violência, a falta de respeito , ou noutros casos, a falta de diálogo e os pais que dizem que sim a tudo os que os filhos querem, só para não os ouvirem . E de repente, cai sobre os professores toda a obrigação de educar as crianças , e se os professores agirem de uma forma mais firme os pais vão até à escola «pedir contas».
Sabendo a situação em que se encontra País, deveriam vir da parte do Ministério da Educação normas que protegessem os professores e os apoiassem em situações extremas. Mas não é isso que acontece , a própria ministra dá o exemplo de total falta de respeito pelos professores e isso dá força aos alunos mais rebeldes que sabem que, em última instância, os professores não têm ninguém que os proteja.
Os pais ,deveriam ser responsabilizados pelos desmandos dos filhos dentro da escola, enquanto isso não acontecer , eles vão continuar a achar que os professores é que têm a obrigação de disciplinar os filhos, coisa que eles não são capazes de fazer em casa.
Mas com esta ministra as coisas vão de mau a pior.Só nos resta ir denunciando situações de que tivermos conhecimento. Porque nestes casos a indiferença é crime.
Um abraço
Nocturna

jardinsdeLaura disse...

Ainda que ache importante discutir o tema tb acho que a violência, nas escolas ou fora delas, sempre existiu! O que acho que realmente mudou, foi a rapidez com que hoje somos informados da violência por esse Mundo fora e não só na nossa Vila ou Cidade!
Hoje em dia, sendo os meios de informação e comunicação mais abrangentes e rápidos não se limitam a informar, acabando muitas vezes por (dis)formar e de forma alarmante uma realidade por si só já bastante complexa!
Sobretudo quando estabelecem como primeiro e mais importante objectivo o de vender imagens ou conquistar audiências!
De qualquer forma é um tema que merece a nossa atenção!

maria disse...

será este o espelho
da nossa sociedade

abraços

aDesenhar disse...

Será que a VIOLÊNCIA
está nos nossos genes?
:-)

ManDrag disse...

Salve! Lídia

É a aculturação dum sistema social sem rosto. Infelizmente dando sinais de prevalência.

Abraço.

Salutas!

Marlene disse...

Prezados
Enviamos informações que são do seu interesse.
Att.






A RITLA (Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana), em parceria com a Secretaria de Estado de Educação/GDF, está realizando um Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino. O projeto busca incentivar, em escolas de ensino fundamental e médio, processos de boa convivência e a prevenção de violências. Parte do processo foi a realização de pesquisa qualitativa e quantitativa, representativa de todos os alunos e professores da rede pública de ensino do DF, entre a 5a série do Ensino Fundamental e o 3o ano do Ensino Médio. A amostra pesquisada foi constituída por seis escolas por Diretoria Regional de Ensino - DRE (quatro de Ensino fundamental – séries finais – e duas de Ensino Médio). A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
De junho a setembro de 2008 foram aplicados cerca de 10 mil questionários para alunos e 1300 para professores, em 84 escolas amostradas, além de terem sido realizadas entrevistas e grupos focais com alunos e professores.
A iniciativa de desenvolver uma pesquisa sobre convivência escolar e violência nas escolas com a finalidade de embasar ações concretas, levada a cabo pela Secretaria de Educação do Distrito Federal, é um empreendimento pioneiro no Brasil. Corresponde a uma etapa fundamental para compreender e retratar a realidade como passo importante na tentativa de estimular uma atmosfera não-violenta nas escolas e a criação do hábito do diálogo e da resolução de conflitos, contribuindo, assim, para a melhora da qualidade de ensino e de aprendizagem e evitando que problemas comuns ao cotidiano cresçam e se desdobrem em desfechos graves.
A pesquisa dedicou-se à realização de um diagnóstico sobre a convivência escolar, o que consistiu em investigar as relações sociais, os conflitos expressos e latentes no ambiente escolar, identificar as percepções de alunos, professores e do corpo técnico-pedagógico sobre o conflito e a violência, mapear os tipos de incidentes ocorridos, freqüência e gravidade dos mesmos.
O resultado final da pesquisa será apresentado em um livro a ser lançado ainda no mês de maio/2009.
Neste âmbito, foram promovidos seminários intitulados Convivência Escolar: debatendo resultados e pensando alternativas, que ocorreram de outubro a dezembro de 2008 com o objetivo de sensibilização e aprofundamento do debate sobre violência e convivência escolar, a partir dos resultados iniciais do diagnóstico que integra o Plano de Convivência Escolar na Rede Pública de Ensino no DF. A devolução dos dados para diversos atores envolvidos na esfera da Educação e no cotidiano escolar constituiu-se em uma fase essencial no trabalho, tanto para divulgar e discutir as principais características do quadro de realidade das escolas quanto para identificar uma série de pontos que demandam maior atenção. Com resultado final da pesquisa novos seminários serão realizados.
Entre as atividades previstas para 2009 podemos destacar o Curso Juventude, Diversidade e Convivência Escolar, com início em maio/2009. O curso será ministrado por especialistas nas temáticas, sendo organizado, monitorado e coordenado pela RITLA em parceria com a SEEDF. Visa formar um grupo de 640 professores e coordenadores das séries finais do Ensino Fundamental, estimulando-os na complexa discussão sobre violências nas escolas e instigando-os à reflexão aprofundada sobre o tema.
Importantes temas serão tratados no curso como: violência e sociedade, juventude, família e escola, violência e discriminação no ambiente escolar, gênero e sexualidade na escola, convivência escolar, mediação, drogas e trafico no contexto escolar, gangues, adolescentes em conflito com a lei, entre outros. As discussões terão como produto final um projeto de intervenção social a fim de colaborar com a construção de uma boa convivência no contexto.

Este curso busca colaborar com a construção de melhores relações no ambiente escolar, a fim de que a escola passe a ser um local de proteção e protegido e que todos os atores sociais possam discutir e dialogar sobre os fenômenos cotidianos que acontecem no contexto.

Rede de Informação Tecnológica Latino-Americana
Red de Información Latinoamericana
Latin American Technological Information Network

SHIS QI.09, Conj.15, Casa 15 - Lago Sul
Cep : 71625-150, Brasilia, DF
Tel/fax: (55) 61 3248-3805 e 3248-5607
www.ritla.net

gaohui disse...

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