O Paulo (Intemporal) ofereceu-me esta flor. Não é uma flor como as outras e, por isso, deverá durar sempre, e nunca perder o viço. É a flor da amizade e da comunhão de ideias. Tem a seiva da solidariedade e veio de muito longe, das Maldivas.
Quero dar-lhe um lugar de honra em que ela sirva as mãos generosas que a colheram para mim. Por isso deposito-a aos pés de Odele (Flávia Vivendo em Coma), a mãe guerreira que, no próximo dia 3 de Março vai ver reapreciado o caso da sua filha Flávia pelo tribunal de última instância em Brazilia.
Esta flor não é uma flor como as outras porque nunca murcha e acompanha a pessoa que a recebe. Quem melhor que Odele para a ter consigo? Odele uniu continentes e juntou uma multidão virtual que a segue no seu blogue em que pede justiça para Flávia e responsabilização para quem instala os ralos de piscinas sem respeitar todas as normas de segurança. Odele fala de muitas crianças que perderam a vida. Odele sabe o que é a dor da perda e, por isso, ela não quer que essa dor aconteça a outras mães.
Que o exemplo de Odele nos siga e que a nossa voz não se cale em cada canto do mundo em que o acidente fatal espreita as crianças que nadam em piscinas. Não porque todas as piscinas sejam perigosas mas sim porque as normas de segurança nem sempre são respeitadas.
Que esta flor seja o simbolo da nossa esperança e da nossa unidade. E também dum amor universal pela justiça e pela defesa de quem precisa ser defendido.