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TAMBÉM TU, ARTUR, FOSTE CONSIDERADO APTO PARA DAR AULAS, SEM VOZ DEVIDO AO CANCRO QUE TE LEVOU EM JANEIRO ÚLTIMO.

Em memória desta forma desumana de morrer em que à doença se associa a impiedade dos homens, neste caso das juntas médicas da Caixa Geral de Aposentações, deixo aqui esta breve nota retirada do Jornal Correio da Manhã.
"Após mais de 30 anos de serviço o professor Artur foi traído pelo cancro. Ficou sem a laringe e só falava, com grande dificuldade, através de um aparelho.Foi-lhe recusado o pedido de aposentação e a Junta Médica deu-o como apto. ....Porém o professor não chegou a dar aulas. Morreu em Janeiro pº.pº."
Artur Silva era professor de filosofia na Escola Secundária Alberto Sampaio, em Braga, e morreu deprimido e desiludido aos 60 anos. Colegas e alunos marcam vigilia à porta da escola de Braga.É uma presença que rompe o silêncio conivente e conveniente a este stato quo.

EM TEMPO: A DREN, EM COMUNICADO À IMPRENSA, GARANTE QUE O PROFESSOR, COM CANCRO NA TRAQUEIA, TEVE "TODAS AS CONDIÇÕES" PROPORCIONADAS PELO ESTABELECIMENTO DE ENSINO, PARA CONTINUAR A EXERCER A SUA PROFISSÃO. SEM COMENTÁRIOS

1 comentário:

GIL disse...

São cada vez mais os casos como os que relata.É doloroso e incompreensível para qualquer ser bem formado, e minimamente lúcido, verificar que se perderam as referências, os valores e até a vergonha em muitas práticas correntes da nossa democracia. Para onde caminhamos? Sinceramente não sei. Mas espero, e acredito, que uma consciência mais forte ganhe forma e se solidarize para mudar sociedades que, parecendo evoluídas, estão a cair de podres.