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A POBREZA E O DESATINO

Estamos cada vez mais pobres, somos mesmo os mais pobres de toda a U.E. Somos também o País onde são maiores as desigualdades entre ricos e pobres. Uns partidos culpam os outros e é certo e sabido que a culpa é uma bola de pingue-pongue entre as raquetes do PS e do PSD.

Uns porque não fizeram e outros porque já deviam ter feito lá vão dando que fazer aos argumentos num país azedo de desesperança.

Mas, nesta amargura stressada das caras sem sorrisos, os portugueses não são apenas os que apresentam maiores clivagens e desigualdades nesta U.E. em crise. Paradoxalmente, os portugueses são também aqueles que têm mais telemóveis, que mais se servem do transporte próprio mesmo em pequenos percursos em que podem ir a pé ou têm alternativas de transportes públicos, que mais água gastam per capita e mais ostentam sinais exteriores de riqueza mesmo em situações de crise.

É vê-los de manhã a tomar o seu pequeno-almoço no café da esquina, mesmo sabendo que o dinheiro poderá não chegar até ao fim do mês. É vê-los aderir à moda, aos plasmas e aos telemóveis de última geração.

A avaliar pelos hábitos de consumo jamais se concluiria das dificuldades muitas delas a incidirem sobre bens essenciais como a saúde e a alimentação.

Compram e dão aos filhos o que podem e o que não podem e, para isso têm os Mediatis, GE Money BBVA, Cetelem, Santander, Cofidis e tantos outros que fazem com que as famílias portuguesas se endividem, a ritmos preocupantes, tanto mais que os empréstimos de risco são feitos por instituições financeiras que capitalizam juros mais elevados que a Banca tradicional.

Segundo dados do boletim estatístico do Banco de Portugal reportando-se a Setembro de 2007, o crédito total concedido ascendeu a 125.033 milhões de euros, com um crescimento de 0,9 por cento face ao mês homólogo do ano anterior e as dívidas de cobrança duvidosa somaram 2,2 mil milhões de euros.

O endividamento das famílias, face ao rendimento disponível, aumentou novamente em 2007, para 129%, um novo recorde, que comparado com 123% em 2006 constitui uma ameaça à actividade económica nacional.


O elevado nível de endividamento de particulares além de limitar a sua capacidade de ajustamento a choques, em particular num contexto de manutenção das taxas de juro em níveis superiores aos observados em anos anteriores, é restritivo ao consumo a todos os níveis nomeadamente no mercado habitacional.


Aliás esta situação de endividamento tem contribuído, de forma decisiva, para o empobrecimento duma população que está cativa de compromissos que a impedem de ter uma vida compatível com os rendimentos de que disporia se não se tivesse deixado aprisionar por ilusões que lhe são vendidas de forma indecorosa.


Este empobrecimento reflecte-se na procura interna que sofre um abrandamento brusco e consecutivo e que tem levado à falência pequenas unidades de comércio familiar.


Apesar disso, e de existir toda uma cultura virada para o consumo e para a competitividade doentia que destrói os laços de afectividade entre as pessoas, as escolas continuam a não ter em conta a realidade da maioria das famílias quando organizam bailes de finalistas em que os alunos vão vestidos a rigor, viagens incompatíveis com a maioria das bolsas, ou materiais escolares a pecar pelo exagero.


Num contexto de competitividade e de individualização em que o TER e sobrepõe ao SER, o País empobrece e as tensões sociais aumentam sejam quais forem os governos ou os dirigentes.


Se é certo que há varáveis no contexto internacional que não se dominam e que se reflectem no crescimento económico e no desenvolvimento, há políticas de cultura e de boas práticas que têm sido desprezadas contribuindo a sua ausência para a infelicidade e estagnação duma fatia significativa da população portuguesa.

118 comentários:

musqueteira disse...

...em perfeito desatino! o que fará este nosso Povo sem Pão?e aumentam as casas de penhores... qualquer dia haverá trafico de hidratos de carbono. a farinha vira ouro... o arroz vira prata. tudo se transforma e nada melhora. que fazemos nós... neste canto de lágrimas nos olhos, calados faz tempo?! e a fome aperta:pobreza presente desatino!

Compadre Alentejano disse...

Os pobres que já eram pobres não conseguiram sair da pobreza, e o pior, é que muitos da classe média, resvalaram para a pobreza, devido às políticas ruinosas do sr.sócrates. Isto é que é a verdade, nua e crua. Claro está que o Sr.Zé vai dizer que não é assim...
Hoje, fecharam mais duas fábricas de têxteis em Guimarães. Mais 120 trabalhadores para o desemprego...
Um abraço
Compadre Alentejano

Teresa Durães disse...

em relação à água, são mais os canos destruídos que, talvez, o consumo per capita. as estatísticas não contam com os pontos de água n rua que as alagam. Penso que mesmo assim tem havido retração ao crédito (são dados de 2007 e 2008 tem uma inflação bastante elevada)e o crédito mal parado só pode aumentar dado a falta de dinheiro.

Isabel-F. disse...

sem dúvida que cada vez estamos mais pobres ... e as pessoas perdem-se de tão desesperada que andam ... não tarda e começaremos e ouvir notícias de suicidios e atentados à vida, pois muitos já estarão num desespero total ...

o que eu sei é que nunca houve um governo tão horrível como o actual, fosse ele do PSD ou do PS ... veja-se que até Mário Soares já chamou a atenção do governo ...

isto está uma verdadeira vergonha ... e estamos numa situação assustadora e aflitiva ...

beijinhos

Casal Tuga disse...

Cara amiga,um dos nossos mais recentes posts do nosso blog, fala mesmo em terrorismo... Porque o que nos andam a fazer é terrorismo, atendetados dia após dia, so que este terrosrismo é covardemente legalizado!

Bjs

António de Almeida disse...

-O problema de Portugal é todos acharem que têm direito a tudo e endividarem-se. Começa nas classes mais altas ostentanto um riqueza por vezes aparente,volta e meia lá cai um anjo do pedestal, mas muitos vivem uma vida que não podem, e acaba nas classes mais baixas, como disse e bem todos com automóvel, telemoveis e afins. Ninguém utiliza transportes públicos, é ver almoços e jantares fora de casa nos fins de semana, a frequência de bares e discotecas, etc, etc. É ver o tempo que mantemos um carro e o tempo que um francês ou um espanhol o guardam. Nada resiste a tais hábitos, porque o esado também não ajuda, em primeiro lugar não é exemplo nenhum, depois criou uma cultura de gestores e parasitas em lugar de empresários e empreendedores. Olhe-se para o PSI 20, quantos CEO dessas empresas arriscaram o seu dinheiro, e quantos foram nomeados pelo governo? este ou outro anterior! Portugal é o país dos coitadinhos, das esmolinhas, todos querem depender do estado, todos querem mais umas migalhas, Salazar deve rir-se no túmulo, deixou raízes bem profundas na sociedade portuguesa, deixou a tacanhez. Se alguém arrisca, investe e ganha, passa logo a ser um explorador, ou então vigarista, deveria era pagar mais impostos para que a esmola fosse maior!

Luma disse...

Não vou falar de algo que não sei, mas aqui é igual. Os ricos mais ricos e os pobres mais pobres. E a política econômica do governo é a grande causadora dessa lacuna social. Beijus

Alexandre disse...

Parabéns pelo prémio atribuído pela Isabel do Art e Design.

Muitos beijinhos!!!

herético disse...

excelente. em sintonia. sempre...

abraços

Pata Negra disse...

Mais uma vez, a Silêncio que quebra o silêncio...
uma abraço rico e atinado

C Valente disse...

O povo cada vez mais pobre e mais enganado com engodos do mercado de consumo, Os poderosos tudo querem
Eu sei que as gripes vieram para ficar e duram duram, esta minha felizmente parece estar a desaparecer
Saudações amigas

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá minha querida Amiga Lídia, belíssimo texto, outra coisa não poderia vir de ti, uma mulher que sabe comunicar, sem desprimor para ninguém.
Para não estarmos todos a dizer o mesmo, eu faria minhas as palavras do António Almeida, esperando que ele não se aborreça,
Amiga, beijinhos de carinho e amizade,
Fernandinha

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá minha querida Amiga Lídia, belíssimo texto, outra coisa não poderia vir de ti, uma mulher que sabe comunicar, sem desprimor para ninguém.
Para não estarmos todos a dizer o mesmo, eu faria minhas as palavras do António Almeida, esperando que ele não se aborreça,
Amiga, beijinhos de carinho e amizade,
Fernandinha

Menina do Rio disse...

É a desigualdade social sempre a crescer. Rico cada vez mais ricos e pobres cada vez mais pobres e a classe média que sustenta a economia fica espremida no meio...

Lídia, vamos comer a feijoada sim. Vamos comer em homenagem aos negros que tiveram a criatividade, ainda que levados pela necessidade de sobreviver. E ainda hoje nas grandes familias a feijoada costuma estar presente, embora com menos frequencia, devido aos altos custos dos ingredientes. Ironia...

Um beijo pra ti minha querida

M.M.MENDONÇA disse...

Os grandes males da governação não estão apenas nos mecanismos económicos que geram maiores desigualdades e injustiças. Os grandes males da governação é deixarem que se incentive um marketing desonesto que leva pessoas de fracos recursos a comprarem o que não podem, e que frequentemente nem apreciam, só porque o vizinho tem.
A situação económica tornou-se incontrolável em grande parte devido ao sobreendividamento das famílias. Quando começaram a contrair as dívidas estimularam o consumo. Toda a minha gente abriu lojas e Portugal vivia para vender e não para produzir. Quando o endividamento cresceu porque contraíram mais empréstimos para pagar os que já tinham, qualquer sobrecarga no orçamento familiar, por mais ténue que seja, causa um drama. Ao abrandarem no consumo começa a falir o pequeno comércio e a gerar mais desemprego.
Estamos em ciclo de pagamento de dívidas e venha quem vier não há volta a dar. E ainda não atingimos o ponto pior que se verificará quando começarem a falir as instituições financeiras vocacionadas para o crédito ao consumo.
Um abraço

Arnaldo Reis Trindade disse...

Tenho uma opinião parecida com a do M. M. Mendonça já que hoje, não só em Portugal mas em todos os países capitalistas do mundo o que há de maior é o marketing,a propaganda enganosa, algo como promoções pra quem co mpra celulares(telemóveis), propaganda de desconto e prestações sem juros pra quem vai compra uma roupa,sapatos e bolsas nas lojas e que depois se veem com dívidas que vão durar anos por causa de objetos que estes mesmos que os compraram irã querer tro car depois de um mês pois já está a ser lançado um modelo novo e por aí vaí. Só que essas pessoas que fazem isso nem sempre são pessoas que podem fazê-lo, pra ser sincero são as que realmente não podem,já que, pelo menos aqui no Brasil você vê mais pobres andando como ricos do que os próprios ricos e com isso o ricos que não têm esses gastos e que recebem com os gastos dos pobres ficam mais ricos e os pobres mais pobres, os alcolatras não param de beber sua cerveja porque por mais que lutem para sair do vício sempre verão na Televisão pessoas bebendo cerveja na praia com belas mulheres e belos homens e assim o consumismo tende a crescer, e infelizmente é isso o que estamos vendo em todo o mundo, as pessoas compram mais do que podem pagar, fazem impréstimos que não poderiam fazer, pra cobrir a divída anterior e depois mais impréstimos e com isso falem e ficam mais do que pobres, e devido a um problema que é o consumismo excessivo estas pessoas acabam que roubando pra ter o que não podem mais ter ou se matando por não aguentarem a pobreza.

Triste realidade de milhões de pessoas em todo o mundo.

Belo texto o teu amiga,

Abraços.

Joseph disse...

Ora bem é com textos como este que se lançam os debates.
O meu pensamento vai na linha das opiniões expressas pelo António Almeida, M.M.Mendonça e Arnaldo Trindade.
O egoísmo de quererem parecer melhor que os outros sem uma avaliação realista das condições económicas e das margens disponíveis para supérfluos, têm lançado na miséria milhões de pessoas em todo o mundo. Sou do tempo em que não se dava cartão de crédito a quem não tivesse rendimentos compatíveis com o plafond disponibilizado. Sou do tempo em que não se vendiam carros a crédito sem uma entrada de 40% e rendimentos que garantissem o pagamento das restantes prestações. Agora vende-se tudo a torto e a direito sem que alguém se preocupe se há condições de cumprimento das prestações acumuladas. É de loucos.
Claro que quando chegaram os primeiros dinheiros fáceis vindos do crédito, era só farturas e facilidades. Era um nunca mais acabar de aberturas de lojas e cafés. Apostas na produção, nickles. Nesta altura do campeonato com as famílias endividadas até ao pescoço há uma retracção no consumo que origina falências e logo mais desemprego.
A forma indecorosa como se oferece dinheiro fácil, inclusive na TV pública, devia ser punida.
Quem tem lucrado com isso? Os agiotas.

Um abraço

Olá!! disse...

É o caos para muita gente.
A situação actual entristece-me ...
Beijos e um bom fim-de-semana

Susana disse...

Silêncio Culpado:

Antes de mais, agradeço a sua resposta positiva.Ainda quero informar-lhe que criei um novo blog(clube das mulheres beiras) e convido-a para uma visitinha.
Relativamente ao seu post, de facto muitos portugueses vivem em função do dinheiro fácil,para ter na hora o último modelo de telemóvel, ou Tv...Vivem em função da posse e da IMAGEM, porque todos os dias são bombardeados com publicidade que canaliza para o consumismo e ao facilitismo.Está a crescer uma geração com grande pobreza de espírito, que prefere contrair dívidas para satisfazer um capricho do momento, sem medir as consequências implicadas nesse acto. Na hora parece muito fácil, pois só custa mais uns euritos para pagar ao longo de várias prestações... mas quando dá conta...o dinheiro não se estica e desaparece, num abrir e fechar os olhos.
Para evitar situações de desespero, as famílias deviam aprender a gerir de uma forma consciente o seu orçamento familiar. Começar a gerir o dinheiro, pode não resolver todos os problemas financeiros, mas pelo menos ajuda a evitar que aumentem ainda mais...

Um abraço

Boris disse...

Silêncio, minha Silêncio,
neste pobre Portugal
vai tudo de mal a pior
e cada vez mais geral.

Só os ricos, muito ricos
não páram de enriquecer
porque são uns agiotas
que aos pobres tiram comer.

Estes pobres maltratados
que um dia quiseram ser
iguais aos que bem estimados
usam prazeres de viver.

Então os pobres coitados
deixaram-se endividar
agora estão atolados
sem ter onde o ir buscar.

Casa a fome e a miséria
casa o desemprego e a dor
casa o pobre e a mendiga
casa o rico com o valor.

E nós para onde vamos
nesta mágoa sem sabor?
Vamos por aí à toa
a ver quem chora melhor.

Odele Souza disse...

O endividamento das pessoas é algo preocupante. E as instituições financeiras têm um talento todo especial para "seduzir" as pessoas mais simples que acabam por contrair dívidas e comprometer o orçamento mais do que podem. E passam a viver angustiados por isso. Dá pena.

Sophiamar disse...

Um post excelente. Concordo contigo!
Até quando continuaremos a tirar de onde faz falta para pôr onde faz vista?
Consumismos que irão custar-nos muito caros.

Beijinhos

Silvia Madureira disse...

Olá:

Na minha opinião e não querendo generalizar...somos mal governados e maus governantes.

A maioria da população gasta dinheiro em engenhos viciantes que em termos culturais nada lhes incute e ignora a aquisição dos bens essenciais ...não dando por vezes a alimentação adequada a seus filhos...

Como professora ...vejo alunos com telemóveis topo de gama ( o meu coitado...nem filma) e em termos de alimentação...não me parece que se regulem bem...pois entafulham-se de pacotes de batatas fritas e passam a vida com dores de barriga...

Existem mesmo miúdos pobres segundo as caracterizações e que possuem telemóveis dos melhores do mercado com as maiores funcionalidades...

Má gestão....penso eu...maus matemáticos....penso eu...

beijos

Brancamar disse...

Minha amiga,
Um excelente texto, como sempre. O teu sentir profundo que é também o de todos aqueles que tentam manter o bom senso num país em desiquilíbrio.
Sempre se disse que a união faz a força e este consumismo a que a maior parte se habituou adormeceu e acomodou os portugueses de tal maneira que destruiu a união. Sómente agora que se agudiza cada vez mais o nosso nível de vida com a crise dos combustíveis, dos alimentos, etc,etc, é que se vêm os primeiros sinais de contestação, ainda muito pouca. Sempre achei que quando a fome começasse a bater a todas as portas as pessoas se iam mexer, porque a generosidade é pouca e quando é só na casa do vizinho ninguém se importa.
Não me tenho esquecido de ti, mas o tempo e a vida por estes últimos dias não me tem permitido muitas visitas. Agora sim estou a ficar um pouquinho mais disponível. Voltarei.
Beijinho grande.
Branca

C Valente disse...

Bom fim de semana
Saudações amigas

Carminda Pinho disse...

Lídia,
os pobres estão cada vez mais pobres, enquanto a classe média está a acabar. Os ricos esses, cada vez mais ricos...
Que Governo este que "rouba" aos pobres e, dá aos ricos...
Até quando?

Beijos

A Lei da Rolha disse...

Cara amiga vitual, focas vários pontos em que eu estou em sintonia total...o consumismo desmedido que leva à loucura desenfreada lavando a tragédias enormes nas familias e não só!
bfs

amigona avó e a neta princesa disse...

Minha querida Lídia este é um tema muito difícil...abordas questões muito importantes e que daria muito tempo de análise...falas em tensões sociais. Sim quanto marginalidade não tem aumento nesta realidade? Falamos no endividamento, mas onde está o castigo para os agiotas, aqueles que se servem da imbecilidade dos outros? É só anúncios de dinheiro fácil, de coisas boas!!!Porque é permitido tudo isto?
Atenção, nem TODO o endividamento é para coisas fúteis! Há MUITA gente que pede dinheiro para pagar a casa, o carro e até comer!
Beijos, amiga...

René disse...

Lídia
Por muita injustiça e desigualdades que que estejam a acontecer e para as quais se tenha que encontrar solução a curto prazo, o endividamento das famílias é o principal culpado do empobrecimento geral da população.
Nessa Europa que referes e que é menos pobre que nós, quantas pessoas têm casa própria? Muito menos que nós. Também usam mais transportes públicos. Não me venham dizer que os nossos transportes públicos não prestam porque eu dou-lhes exemplos de percursos com excelentes alternativas de transportes públicos e que andam vazios enquanto as estradas estão cheias de carros que vão a passo de caracol. É mau para os impactos ambientais e é mau para a carteira dos próprios.
Os partidos de exterma-esquerda, nomeadamente o PCP, têm sido responsáveis pelo incentivo ao consumo desmesurado incutindo no povo a ideia de que é tudo igual. Defendo que todos devem ter direito a um tecto e a um salário digno, à saúde e uma alimentação adequadas mas já não defendo que seja necessário a todos terem um telemóvel de última geração.
A extrema esquerda quer tirar dividendos do descontentamento como se em países como Cuba, China ou Coreia do Norte o povo tivesse direito aos luxos que os dirigentes usufruem e como se tivesse direito a manifestar-se contra as imensas dificuldades. Repito.Imensas dificuldades. Estive há uns dois anos na Ucrânia que visitei com um casal amigo que cá trabalha. Estive lá um mês e vi as delicias do comunismo.
Muito tinha a dizer, mas fico-me por aqui

Sonia A. Mascaro disse...

Um post muito interessante Lídia. Não conheço a realidade de Portugal, mas como brasileira, posso entender o que seja a grande diferença entre ricos e pobres. Tendo tempo, dê uma olhada no meu post atual, onde mostro a realidade das favelas, que não são apenas um problema do Brasil, mas do mundo todo. Encontrei na Internet fotos incríveis retratando essa tão injusta diferença e dados estatísticos assustadores também.
Beijos e parabéns mais uma vez pelo artigo!

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Tem mais é que botar a boca na botija e num ficar com o silêncio culpado! Vc não tem culpa de nada! Ninguém!
Se gosta de literatura, principalmente poesia, e cinema, resenhas de filmes, vá ao meu blog:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com/
não há ponto de pois de www
Um abraço,
Renata

SILÊNCIO CULPADO disse...

Musqueteira
É preocupante o agravamento das condições de vida e o aumento dos bens de primeira necessidade que vão trazer dificuldades acrescidas a famílias com fracos recursos.
Com o aumento do desemprego antevêem-se dias de grande borrasca.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Compadre Alentejano

É alarmante o número de fábricas que fecham e o número de empregos que não se criam.
Sim, porque os tais quase 100.000 empregos que o governo diz que criou é tudo blá blá porque se perderam postos de trabalho com remunerações dignas e vínculos estáveis e os que são criados, além de precários,nem dão para sobreviver.
Os números do desemprego seriam muito mais alarmantes se retratassem a realidade presente. É que nos Centros de Emprego só estão registados como desempregados os que recebem subsídio o que, como é sabido, são cada vez menos e isto para não falarmos dos que emigram.

Abraço

elvira carvalho disse...

E pensar que o que sobra a 8% dava para matar a fome ao resto do mundo.
Um abraço e bom fim de semana

SILÊNCIO CULPADO disse...

Teresa Durão
Há realmente um desperdício enorme de água com as roturas de canos gastos, gastos em jardins e piscinas privadas.
Em vez de terem sido agravadas brutalmente as taxas associadas aos consumos mínimos deviam antes agravar-se os escalões a partir dum determinado escalão de consumo máximo.
Apesar de tudo isso não invalida que se incentive a poupança da água, bem escasso e precioso. Prolongados banhos de emersão, moderar as descargas de autoclismo e evitar as torneiras em gasto de água corrente poderão ser, entre outros, alguns hábitos salutares.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Isabel
É verdade que se está a atingir uma situação preocupante de dificuldades como não se tem memória. Os suicídios aumentaram e mais dum quarto da população tem problemas de depressão. A conjuntura internacional também não ajuda.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Casal Tuga
Efectivamente há uma forma de terrorismo encapotado em Portugal.
Obrigada pela visita.

SILÊNCIO CULPADO disse...

António Almeida
Globalmente concordo com o que dizes.
Dum lado temos um governo que não foi capaz de promover a criação de emprego através de empresas de produção com produtos inovadores capazes de responderem às necessidades da procura interna e da competitividade dum mercado global, e doutro temos os maus hábitos que têm a ver com toda uma cultura virada para as aparências e que hipoteca a tranquilidade e o bem estar duma sociedade cada vez mais doente.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Luma
Obrigada pela visita. Os ricos estão mais ricos e os pobres mais pobres e não só em Portugal. Infelizmente.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Alexandre

A Isabel é o máximo, né? Criativa e solidária.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Herético
Obrigada, amigo.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Pata Negra

Obrigada pelas tuas palavras.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

C.Valente
O mal não estará tanto em os poderosos tudo quererem. O mal estará mais em certas formas pouco honestas de obterem o que pretendem. Os pobres não devem ir atrás dos engodos.

Abraço ( e melhoras da gripe)

SILÊNCIO CULPADO disse...

Fernanda
Obrigada pelas tuas palavras e registo a tua opinião. O António Almeida decerto não se importa. É um bom vizinho e muito correcto.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Menina do Rio
Sempre sensata e inteligente na forma muito tua e profunda de analisar.

Sonho com essa feijoada e algo me diz que se realizará.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

M.M.MENDONÇA

Posso assinar por baixo?

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo Reis Trindade

Este texto tem duas vertentes e uma delas é a de chamar a atenção para um marketing desonesto que está a imperar nas sociedades de consumo e que, através de práticas enganosas, exploram o individualismo e a vaidade levando pessoas a adquirirem o que não podem embaladas pela canção das facilidades.
Quem lucra são os agiotas que não páram de enriquecer à custa dos incautos sem que ninguém ponha mão nas suas formas de actuação desonestas e eu diria quase criminosas.
E ponho o quase porque cada pessoa per si sabe, ou devia saber, até onde pode ir. Só que preferem adquirir supérfluos que mais tarde vão hipotecar produtos necessários.
Vão enriquecer os ricos, elas próprias com a sua forma de viver irresponsável.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

JOSEPH
Concordo em absoluto.É que há muitos pobres que têm contribuído para aumentar a sua pobreza e enriquecer os que já são ricos.
É preciso ver que os ricos enriquecem com base na especulação dos mercados financeiros e não pela criação de empresas e postos de trabalho.
E os pobres que os criticam e que se manifestam nas ruas pelo agravamento das condições de vida, oferecem-lhe as ferramentas de mão-beijada, para que eles continuem mais ricos.
É ou não é um contrasenso?
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

OLÁ
É um caos para muita gente mas temos que fazer algo para que as pessoas saiam do caos.
Lutar, lutar sempre e o esclarecimento é uma arma.

Abraço

amigona avó e a neta princesa disse...

Desculpa Lídia mas desta vez não gosto muito do tom de alguns comentários - e engraçado alguns até têm a tua concordância!!! Parece-me que estão a ler muitos Expressos ou a ver vários "prós e contras"!!! Desculpa Lídia mas acho que é fácil falar de barriga cheia (não estou a dizer que é o teu caso) e um pouco mais de solidariedde não fazia mal a ninguém!
O endividamento é tudo isso o que muitos dizem mas só os pobres têm o dever de ser cautelosos, blá, blá, blá...os ricos podem fazer TODOS os disparates que não faz mal nenhum!
Andar de transportes, mais? Sim de acordo mas se isso acontecesse como seria? Onde está a rede de transportes que conseguisse dar as respostas necessárias?!

Houvesse uma outra política salarial e social, como até em outros países dessa Europa fora e muitos portugueses não teriam tantos problemas nem necessidade de se endividar e por outro lado poderiam "naturalmente" fazer alguns disparates...

Ao contrário de ti Lídia não concordo NADA com o António de Almeida! Então com a parte final!!!
Também não subscrevo o que disse o rené...
Mas pronto fica a minha discordância que junto de amigos me sinto e não gosto de mentir ou fazer de conta que sou outra pessoa...beijos, amiga...bom domingo...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Susana
Concordo com o que dizes. Um exemplo que posso citar vem duma senhora que trabalha há vários anos em minha casa. Tem uma família numerosa e vive com dificuldades. Várias vezes a tenho "desenrascado" porque me aparece em casa a chorar e depois vejo-a comprar produtos que eu me inibo de comprar e endividar-se por isso.
E como ela há "n" pessoas. Há uma nova filosofia de consumo fácil que consome as pessoas. E criou e acentuou mais pobreza.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Bóris
Belos versos, amigo. Belos versos. O que posso acrescentar?

Agradecer-te, isso sim.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Odele Souza
O endividamento das pessoas é geral, em muitos países mesmo nos mais evoluídos.
E a maioria das pessoas não se endivida por necessidade mas sim porque vão na canção do bandido.
Recordo de ter lido, ainda há bem pouco tempo, que um pivot da BBC que ganhava uma autêntica fortuna mensal e que hoje vive nas ruas e é sem abrigo pelo endividamento que foi acumulando. Ele deu uma entrevista em que explicava todo o seu percurso e alertava para que outros não caiam na mesma perdição.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

SOPHIAMAR
É isso mesmo, amiga:"Até quando continuaremos a tirar de onde faz falta para pôr onde faz vista?
Consumismos que irão custar-nos muito caros."
É assim que eu penso.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sílvia Madureira

Também subscrevo o teu comentário. É chocante ver crianças mal alimentadas mas com roupas de marca e telemóveis de última geração comprados pelos pais.

Mas deixa-me perguntar-te: e o papel da escola?

Olha o meu Alex está a terminar o 9º. e a Escola (pública) que frequenta decidiu promover um baile de finalistas em que os rapazes vão de fato preto e as meninas de vestido comprido. Ele estava muito triste por não poder ir. Eu comprei-lhe a vestimenta de forma a não servir só para a ocasião, sapatos e tudo isso. Ficou-me em perto de 400 euros. É legítimo que uma escola pública organize festas que obriguem a tal despesa e que discriminem quem não pode ir por não ter dinheiro? Ou pior ainda induzir os pais a fazerem uma despesa que pode não ser comportável com os orçamentos?


Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

BRANCAMAR

Há dificuldades que estamos a atravessar que são conjunturais. Outras serão da culpa da governação que se tem revelado incapaz de travar o aprofundamento das desigualdades. E uma terceira das próprias pessoas que se deixam arrastar pelo consumo fácil e que se vêem a braços com compromissos que não podem satisfazer.
Tudo junto dá a desgraça a que chegámos.
Não te preocupes com as visitas porque para mim estarás sempre aqui.
Abraço,

SILÊNCIO CULPADO disse...

C.Valente

Obrigada pela visita. Bom fim de semana.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Carminda
Lídia,
"Os pobres estão cada vez mais pobres, enquanto a classe média está a acabar. Os ricos esses, cada vez mais ricos..."

É um facto.

O Governo é aquilo que quisermos que seja e enquanto quisermos.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Lei da Rolha
Estou a bater no consumismo desenfreado exactamente porque leva à loucura e além de fazer aumentar a pobreza enriquece os cofres da banca e dos usurários. Claro que para isso conta com a conivência dum Governo que está ao lado de quem rouba ou então já tinha posto regras a uma publicidade enganosa, insidiosa e traiçoeira. Infelizmente não é só em Portugal que acontece esta vergonha.
É um pouco por todo o mundo globalizado e desumano.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

AMIGONA
O meu texto pretende apresentar várias vertentes duma realidade que tem conduzido às injustiças sociais e ao aumento das clivagens entre ricos e pobres.
Dum lado temos um capitalismo selvagem, globalizado e devastador, num mundo onde as novas tecnologias permitem que haja recursos para todos e no entanto estão 850 milhões de pessoas a morrerem à fome. Apesar da conjuntura internacional ser altamente desfavorável, o governo de José Sócrates não conseguiu travar o aprofundamento das desigualdades. O déficit tem sido combatido pela degradação das condições de vida da classe média e o crescimento do PIB tem sido conseguido pela especulação nos mercados financeiros. Muitas empresas faliram ou deslocalizaram-se, perderam-se empregos com vínculo estável e criaram-se postos de trabalho que, além de precários, se caracterizam por horários de trabalho desumanos em troca de um salário que, nalguns casos,nem dá para sobreviverem. O desemprego disparou e as verdadeiras taxas do desemprego são ocultadas quer porque muitos desempregados desistiram de se inscrever nos centros de emprego quer porque emigraram para outros países de melhor sorte.
Esta é, no meu entendimento, uma parte da realidade.
A outra parte, e que tem a ver com esta, é a vida irrealista que um número expressivo de famílias portugueses adoptou, aceitando elas mesmo, essa competitividade global e doentia que fomenta o consumo que enriquece os agiotas de que atrás falei. Um pouco por todo o mundo, esta situação se tem verificado, mas a cultura portuguesa tem-se revelado um campo profícuo à sua disseminação.
Os banqueiros, e instituições financeiras, esfregam as mãos de contentes por esta exploração voluntária, onde o Estado não intervém, e sugam até ao tutano estes alienados que se têm entregado nas suas mãos de ânimo leve.
Não sei se há casos de pessoas que tenham pedido emprestado para comer e que não estivessem já sem comer porque se endividaram anteriormente na aquisição de bens supérfluos. Nenhum Banco ou Instituição Financeira empresta dinheiro a um sem-abrigo. Falas que muitos pediram empréstimos para casas e para carros. Resta saber se as casas e os carros que compraram representam uma taxa de esforço compatível com os seus orçamentos. Porque minha querida, Amigona, uma casa própria não é um bem de primeira necessidade e, muitas vezes, o carro também não o é. Todo o ser humano tem direito a um tecto, água, luz e wc. Esse tecto pode ser proporcionado por arrendamento em livre mercado, ou no âmbito social. Não percebo pois a necessidade da propriedade privada que gera também custos de manutenção elevados.
Finalmente, e ainda te vou responder no comentário mais abaixo porque é fundamental o esclarecimento que resulta do confronto de opiniões diferentes, quero ainda dizer-te que a má consciência das pessoas que se têm deixado arrastar nas ondas do endividamento, e não só em Portugal(como se vê por vários comentários), tem conduzido a tensões sociais que resultam em manifestações aproveitadas por forças que não têm a solução mas que vêem nelas uma forma de atingir o poder. Não quer dizer que algumas das manifestações não sejam legítimas. São. Mas cuidado.
Já tenho acudido a pessoas em situação de desespero e depois vejo-as adquirir bens que eu não adquiro (LCD´s, telemóveis de última geração, etc, etc) para as poder ajudar.
Um abraço (vamos continuar a falar)

Sheila disse...

Lídia
Também vou pôr o ênfase no endividamento e ponho-me a mim mesma como exemplo. Trabalho, tenho contrato de trabalho e um apartamento que divido com o meu companheiro e a minha filha de 12 anos.
Temos 2.550 euros de rendimentos de trabalho, juntando o meu e o do meu companheiro, e não nos chega.Passamos muitas e muitas dificuldades e se não fossem as ajudas dos nossos pais não conseguíamos sobrviver. Tenho 500 euros de prestação do apartamento + 335 de prestação de um dos carros. Pagando água, luz, gás, tv cabo, netcabo e telemóveis e ainda a gasolina dos dois carros, já lá vão 1500 euros. Com a mesada da filha, livros e roupas chega aos 2.000 euros. Atrasei-me com os cartões de crédito e pedi um empréstimo ao consumo que me levam 850 euros. Os meus pais estão sempre a dizer-me que me devo organizar, mas como fazê-lo? É que cada vez estou mais encravada e as prestações sobem e tornam a subir.Começamos a fazer cash advance com o cartão de crédito e é um nunca mais de pagar taxas. Já me cortaram a água por eu não ter conseguido pagar.É uma aflição. Durmo aos saltos na cama.
E o carro do meu homem embora esteja pago é velho e tem oficinas e revisões.
Estou a cortar em tudo o que posso mas depois de se perder o pé é complicado. As pessoas deviam ter aulas de economia doméstica porque gerir um orçamento é uma arte nos dias que correm.

Acho que fazes bem em alertar para estas situações.

Silvia Madureira disse...

Olá:

Respondendo à tua questão.
Não sei que decide estas questões mas de facto não tem jeito nenhum.

Penso que não é uniforme para todas as escolas e ainda bem.

Na minha altura, eu própria ...talvez mal ou bem ...mas faz parte da minha personalidade (andava no 12ºano)disse que não queria ir porque não estava para gastar dinheiro em roupas que depois não usaria e que nem me sentia bem com elas. Pelo menos eu...acho que o motivo não pede tal vestimenta...

Como tal decici assim...

É claro que outros colegas que até repetiam de ano quatro vezes já tinham ido a quatro baile de finalistas...andavam muito preocupadas com o vestido...eu era mais com as notas...

Não é uma festa que me cative de todo.

No entanto, recordo de ver fotos do evento e ter visto uma colega de fato ou seja não aderiu ao vestidinho com xaile fora de moda. Foi à sua maneira e como se sentia bem...

Penso que a minha escola não obrigou ninguém a ir daquela forma...os miúdos é que seguiam todos o mesmo.

Como sempre fui um bocado senhora de mim (para o bem ou para o mal) decidi que não ia. Primeiro disse à minha mãe que era injustificável dar um dinheirão por um vestido ridiculo para a ocasião (parece dos troféus)...logo a minha mãe disse...levas um qualquer e eu disse...não me irei sentir bem diferente das outras porque nestas idades são muito descriminativos...então decidi não ir e ..não faltam ocasiões para diversão.

Fugi um pouco à questão relembrando o meu caso.

Penso que não é coerente uma escola fazer tais exigências para miúdos...que não têm todos a mesma qualidade de vida. É indecente, é inconsciente.

Lamento.

No nono ano no meu tempo ainda não tinha festa. De facto a vida tem vindo a fazer muitas exigências dos pais (a sociedade).

beijo

Jorge P.G disse...

O endividamento em que caem muitos lares, incentivado por políticas desonestas, há-de acabar por destruir a sua economia familiar já de si muito precária.

A pobreza não existe? De forma absolutamnete visível, poder-se-á dizer que não. Mas, e a pobreza escondida?...

Um abraço, Lídia.

Jorge P.G.

SILÊNCIO CULPADO disse...

René
Não é só PCP que tem criado uma má consciência na população para retirar dividendos políticos. Todos os partidos o fazem. A pobreza e as desigualdades sociais estão na agenda de todos os partidos da extrema direita à extrema esquerda. Mas estão porquê? Porque estão interessados em combatê-los ou para ganharem terreno nas intenções de voto?
Continuo a acreditar na democracia e a sonhar com a mudança mas vou votar branco.
Abraço

Mac Adame disse...

Ora aí está o dedo a ir direitinho à ferida, muito bem. Não é por acaso que os portugueses elegem quem elegem. Os portugueses, com as suas manias das grandezas, são vítimas de si próprios. No geral, medíocres, e por isso também escolhem os mais medíocres de entre eles para os desgovernar. "A galinha da minha vizinha é maior do que a minha", já diz a sabedoria popular e aplica-se que nem uma luva a esse país onde impera a inveja e a consequente vontade de mostrar ter mais do que o vizinho, mesmo quando não se tem onde cair morto. Num país onde algumas das grandes figuras de relevo, que aparecem em tudo quanto é revista, são parasitas como a Lili Caneças, está quase tudo explicado. Não deixam de ser verdadeiras hoje, em pleno século XXI, as famosas palavras que um general romano escreveu ao Imperador no século III a.C.: «Há, na parte mais ocidental da Ibéria, um povo muito estranho: não se governa nem se deixa governar!».

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sonia A.Mascaro

O post a que te referes, é espectacular extraordinariamente bem documentado quer pela reportagem fotográfica quer pelas palavras que a acompanham.
É um post que exorto todos os meus visitantes a conhecerem pois é através da consciência cívica e humana que o grito das favelas poderá ecoar neste mundo de confrontos e de injustiça.
Sónia, se quiseres que eu faça alguma chamada no Silêncio para o teu post estás avontade como também para publicares neste espaço o que te aprouver (mesmo em repetição com os teusposta).

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Renata Maria Parreira Cordeiro

O Silêncio Culpado é exectamente para romper o silêncio conivente com a injustiça.
Obrigada pelas palavras. Logo que possa vou visitar. Gosto de literatura mas não consigo ler tudo o que os meus amigos e visitantes publicam. O tempo não estica.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Elvira Carvalho
Há um número que eu não me canso de repetir em posts e comentários: Os 500 mais ricos consomem recursos equivalentes a 416 milhões dos mais pobres.
Chocante tendo em conta que esses 416 milhões, incluindo crianças, estão a morrer à fome todos os dias sem que se impeça.
Abraço

Odele Souza disse...

Lidia,

Passando pra te desejar uma boa semana.

Um abraço.

SILÊNCIO CULPADO disse...

AMIGONA
Quero antes de mais agradecer o comentário pela frontalidade que vem duma pessoa sincera e convicta que eu muito aprecio. É bom que as pessoas digam o que sentem porque só assim poderemos comparar as visões de cada um dentro do espírito plural e democrático que eu defendo neste espaço.
A diferença de opinião é uma riqueza enorme. Assim haja respeito e grandeza para a aceitarmos.
Relativamente a alguns dos pontos que focaste:

1- Defendo a igualdade de oportunidades para todos, independentemente de raças, etnias, credos, origem social ou deficiências. Ninguém deverá ser excluído nem discriminado.

2 - Defendo a justiça social que garanta as condições mínimas de sobrevivência digna, sem esmolas e com direitos legítimos.

3- Defendo um salário justo e a defesa dos direitos de quem trabalha.

Agora desatar a consumir desenfreadamente porque "se os ricos têm direito eu também tenho", não me parece que tenha resultado em alguma parte do mundo. Dá-me um exemplo, um só, dum País em que todos sejam iguais e tenham acesso aos mesmos bens de consumo. Dá-me um exemplo, um só, dum País desses que procuraram uma maior igualitalização e que cada agregado familiar tenha ficado com casa própria, carro e todos os bens de consumo que as pessoas em Portugal, mesmo da classe média baixa, ainda continuam a ter.
Redes de transportes? Olha, minha querida Amigona, eu vivo no Algueirão junto a Sintra e os comboios são excelentes em comodidade, horários e frequência. Chegam ao Rossio, à Gare do Oriente e às Avenidas Novas. É vê-los semi-aproveitados e o o IC 19 suprasaturado. Queres melhor exemplo? Posso dar muitos mais.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

SHEILA
Obrigada a teres acedido a expores o teu caso ainda que sob anonimato.
É bem elucidativo.

abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

SILVIA
Obrigada mais uma vez pelo teu esclarecimento.
O que conto sobre o Alex passa-se numa escola pública de Mem-Martins. E digo-te mais, se o Alex fosse meu filho eu talvez não lhe tivesse adquirido o fato e os acessórios.
Porém, aproveitei para fazer as compras de modo a que não sirvam só para o baile e porque o Alex merece e porque está, neste momento, com nova crise familiar depois da vida lhe ter sido madrasta.
Agora que é duma inconsciência por parte da escola promover uma festa que leva à discriminação dos que não podem ou a um esforço dos pais acima das suas possibilidades, isso é.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Jorge p.g.

Transcrevo esta passagem do teu comentário que, em meu entender, diz tudo:

"O endividamento em que caem muitos lares, incentivado por políticas desonestas, há-de acabar por destruir a sua economia familiar já de si muito precária."

Depois há o outro lado das políticas. Também não podemos atribuir ao endividamento as culpas de tudo.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Mac Adame
Ora aqui está mais um excelente comentário que subscrevo na íntegra.

Acrescento só mais um pormenor: E com tudo isto ainda estou convicta que, em 2009, os resultados eleitorais (mais PS com D menos PS com D), vão reflectir as mesmas opções políticas.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Odele Souza.
Obrigada pela visita, minha querida amiga.

Abraço para ti e um beijo especial a Flávia.

Silvia Madureira disse...

Lidia:

Desejo as maiores felicidades para o Alex porque todo o adolescente merece isso ...assim como qualquer ser humano.

Claro que a felicidade suprema não existe mas situações complexas como as que muitos adolescentes vivem são de uma rudez extrema...marcando o adolescente nas suas futuras relações.

Falo também por experiência própria talvez como muitos de nós.

Às vezes até parece que ficámos indiferentes ao que nos vai acontecendo...mas no fundo em certas situações ressalta o que vivemos no passado.

Que o Alex possa sempre ultrapassar tudo o que lhe vai acontecendo assim como nós e que acima de tudo e apesar das incoerências da escola ele se divirta neste dia e com a devida consciência que é apenas uma pequena estapa das muitas que ele terá que ultrapassar.

beijo

P.S. gosto muito dos teus temas...são muito chamativos...falam de assuntos que nos tocam e que conhecemos muito bem.

meg disse...

Lídia,
Já cá vim várias vezes hoje e estava na dúvida em comentar ou não.
Porque li no teu texto frases inteiras que me canso de repetir há meia dúzia de anos.
Eu sou uma simples cidadã, com um bocado de mundo, mas nem sequer tenho um canudo para agitar.
Mas há coisas que nos entram pelos olhos dentro, que não podemos ignorar.
Vou tocar ao de leve na economia familiar, só.
Só queria que tu, que tens voz aqui, falasses de algo que vejo todos os dias e que me dá voltas ao estômago...

O crédito ao consumo. Já passaste por uma banca de revistas e reparaste que as contracapas são todas de publicidade agressiva ao crédito ao consumo?
Não se pode fazer nada em relação
a isso? Só estou a perguntar.
É que no desespero em que as pessoas andam, entrarem-lhes pela porta dentro, pelo telefone com uns milhares de euros, assim (parece) sem mais nem menos, não será para a fomentar a degradação da economia familiar.
Depois outra coisa que só encontrei cá, em Portugal, porque devo ter andado por sítios muito atrasados... porque é que o português não toma o pequeno almoço em casa?
E os restaurantes,porque é que estão sempre cheios?
Porque é que os negócios em vez de serem tratados nas empresas, são feitos em grandes e demoradas almoçaradas. Que alguém paga, as empresas, logo os trabalhadores.
Nós, que estamos cá para o Sul, temos muitas histórias para contar.
Há pouco tempo fui a Huelva às compras (claro) a uma grande superfície.
Saí do carro e deu-me para me deter na qualidade do parque automóvel que rodeava o respectivo espaço comercial.

Não era possível, porque não vi "bombas" nem "topos de gama" como se vê por cá.
Tudo mediano, tudo normal, será que estão em crise, em Espanha?

Lídia, isto não foi um comentário, foi uma constatação e um desabafo.
Não vamos lá e até tenho vergonha de dizer porquê. Por isso fico por aqui.

Um abraço

Agulheta disse...

Amiga Lídia. Parabéns pelo post,pois enquanto os pobre tem menos os ricos tem mais,esta é a lei actual,grandes coisas para uns outros podem morrer a vontade.
Beijinho Lisa

Louise disse...

Concordo com o que diz a MEG. Quem vê tanto carro nas ruas, tanta gente a tomar o pequeno almoço no café e almoçar no restaurante, não diz que estamos em crise e cheios de dificuldades.
O mal não será só português mas o português "endoidou" de todo.
Como é que os remediados reivindicam ser iguais aos ricos se eles mesmos compram tudo e mais alguma coisa para ostentarem sinais exteriores de riqueza que os façam distinguir dos pobres ?
As pessoas só querem a igualdade dos que estão acima porque em relação aos que estão abaixo estão-se marimbando. Nunca houve tanto egoísmo nem tanta indiferença.
A igualdade absoluta é também uma injustiça social porque as pessoas não são iguais. Nascem diferentes, com diferentes características fisicas e psicológicas. Há quem seja trabalhador e há quem seja preguiçoso e há ainda os que preferem roubar. Tratar tudo por igual?
Os frustrados barafustam quando lhes tocam em regalias que lhe souberam muito bem quando as tinham ainda que outros ao seu lado tivessem carências.
Não estou a defender que não se deva lutar por condições de trabalho dignas e salários justos, pelo direito ao trabalho e assistência na saúde e na velhice, educação dos filhos e tudo isso.

Bjs

SILÊNCIO CULPADO disse...

Silvia
Obrigada pelas tuas palavras sempre oportunas e sempre sensatas.
A mãe do Alex está doente e os problemas sucedem-se porém continua a ser um bom aluno, uma pessoa afável e prestativa, que pára junto dos idosos a conversar e que é alegre embora sofra.

Quanto aos meus temas, procuro ser igual a mim própria. Digo o que sinto conforme sinto e vejo com os olhos que tenho. É esta liberdade que tanto prezo que me impede que me deixe formatar por visões politico-partidárias. Quero gritar à minha maneira consciente de que o meu grito podendo não ser o melhor nem o mais justo é sem dúvida dos mais bem intencionados. Porque eu acredito, Silvia.

Beijinhos

SILÊNCIO CULPADO disse...

MEG
Quanto mais te descubro mais em sintonia me sinto contigo.
Efectivamente tudo o que dizes é como eu vejo e penso e entendo que temos o direito de manifestar a opinião sincera de forma que outros reflictam.
Amiga, a mim também me faz confusão a forma como pessoas que se dizem com dificuldades se comportam. Um senhor que costuma fazer-me concertos cá em casa, podar-me as árvores e cavar-me o quintal, mora as uns 800metros da minha casa. Está reformado, de saúde e com pouco que fazer. Queixa-se que o dinheiro não dá porque a vida está difícil mas quando precisa de ir buscar uma ferramenta que não trouxe, vai e vem de carro. Meg, eu faço esse percurso a pé. Não é só a questão do combustível, são os impactos ambientais da utilização do transporte individual que têm efeitos devastadores. É a nossa consciência cívica, Meg.
Focaste também um ponto que me parece de importância relevar porque ainda não se debateu o suficiente.
É a questão da oferta insidiosa de créditos que entram pelas casas e pelas bolsas e que são promovidos à descarada.
Interessa ao poder alimentar as ilusões e as emoções exacerbadas para que as pessoas se deixem espoliar e os usurários e aventureiros possam enriquecer desmesuradamente. E o que mais me espanta, Meg, é que muitas pessoas que defendem a igualdade entram nesse jogo de capital e não se dão conta que estão a servir os interesses daqueles que condenam.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Agulheta
São sempre os países onde há mais miséria que têm também os ricos mais ricos. Vê Angola, amiga.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Louise
Pois aí é que está o busilis: num mundo frio e egoista é muito difícil a distribuição da riqueza.
É precise que cada um de nós se conscencialize, antes de reivindicar isto e mais aquilo se o que reivindica não estará a fazer falta a outros mais necessitados.
Estou a falar num cenário hipotético de justiça social. Quantos estariam dispostos a piorar o nível de vida se tal fosse imperativo para que outros saissem da miséria?

Abraço

Dalaila disse...

cada vez há um fosso maior em portugal, entre a pobreza e a riqueza... sinceramente não sei onde iremos parar.... e eu que vivo no VAle do Ave, cada vez sinto mais isso!!!!

Arnaldo Reis Trindade disse...

"chamar a atenção para um marketing desonesto que está a imperar nas sociedades de consumo e que, através de práticas enganosas, exploram o individualismo e a vaidade levando pessoas a adquirirem o que não podem embaladas pela canção das facilidades."

E tantas outras coisas além da vaidade amiga, tem pessoas que comem mal por acreditarem devido a propagandas enganosas que este ou aquele alimento faz melhor à saúde do que o outro mais barato e infelizmente a mani de grandeza como alguém disse em um dos comentários abaixo não existe só entre os postugueses, mas também no minimo entre franceses e brasileiros também.

Abraço e boa semana pra tí

SILÊNCIO CULPADO disse...

Dalaila
Falar em Vale do Ave dói pelo cenário de angústia que, embora com características muito próprias, se assemelha a nuitas grandes empresas que faliram e que secaram tudo à volta delas, casas, trabalho, ilusões esperanças dum futuro melhor. E o grande drama é que não se procuram soluções concretas nomeadamente reconvertendo ou criando novas empresas que possam absorver a mão-de-obra excedentária.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo
É verdade tudo isso.
E se já é criminoso haver um marketing desonesto que vive em plena liberdade roubando a paz e a tranquilidade de muitas pessoas para se alimentar, no sector da alimentação ainda é mais criminoso.
A falta de esclarecimento não é inocente. Há quem lucre com ela e de que maneira!

Abraço

Marreta disse...

Ora aqui está uma dissecação perfeita do estado em que se encontra este país.
O pseudo novo-riquismo tomou conta da sociedade, o faz-de-conta e a necessidade camuflada em opolência terceiro-mundista inundou a sociedade, os ideais sociais perderam-se, os valores e os princípios foram esquecidos, a "manada" passeia-se aos fins-de-semana nas mecas do consumismo de telemóvel na mão e de ténis e camisete de marca comprados com o dinheiro que não têm, e o caracol e a imperial servem de aperitivo para futeboladas que escondem os verdadeiros podres da sociedade.
Além de pobres e desatinados, vivemos num país em que o chico-espertismo, a corrupção, o compadrio, a bufaria e o lambe-botismo são reis e senhores.
Para este triste fado não se augura mudança breve, portanto o prognóstico é de que continuaremos por muito e bons anos na rectaguarda da Europa.
Saudações do Marreta.

Michael disse...

As desigualdades estã cada vez mais acentuadas. O pior não é s´o a sdesigualdades acentuadas o pior é que os mais mais pobres não têm os mínimos necessários.
O governo está a matar o Estado Social secundado pelos amigos do PSD.
Esperam-nos dias muito difíceis.
E depois, claro, há os parolos arnmados ao pingarelho que pensam que endividando-se ascendem à classe dos ricos.

Bjs

G.BRITO disse...

Vivi períodos muito difíceis na minha vida. Os meus pais eram muito pobres e faziam sacrifícios gigantescos para me manterem na escola ou para me comprarem um par de sapatos.
A minhã mãe trabalhava no campo e fazia uma ginástica descomunal para pôr a mesa mas ensinou-se sempre a poupar e a não gastar o que não tinha. Hoje tenho uma vida desafogada mas nunca esqueci esses ensinamentos. É ver estes portugueses, que não têm onde cair mortos, a gastarem o que não têm num consumismo doentio que os põe de pantanas.
Vão votar mais ou menos nos mesmos, disso não tenhamos dúvidas.
Os que votam no PCP não votam (a maioria deles) por terem uma consciência de classe mas sim para tirar aos ricos o que eles não podem ter. É a inveja em toda a sua dimensão. São pessoas que passam por um pedinte e em vez de o ajudarem dizem-lhe para ele ir pedir ao Estado.
Quem semeia ódio não pode ter dentro de si amor e justiça.
Algumas manifestações de rua pretendem fomentar a revolta para a tomada do poder. É a política da terra queimada, do quanto pior melhor.

Beijos

fotógrafa disse...

Artigo muito bem escrito e verdadeiro...
obrigada pela visita ao meu cantinho,abraço

amigona avó e a neta princesa disse...

Passei para deixar um abraço...continuo a não partilhar algumas ideias mas com outras, identifico-me naturalmente! Penso que uma das grandes questões, que URGE discutir, analisar, OBRIGAR a repensar tem a ver com os VALORES...a crise dos valores, a subversão dos valores explica muitos dos problemas que aqui se debatem...Outros também, um pouco mais acima e que tem a ver com uma postura daqueles que podem, podem e decidem viver à custa do sacrifício dos outros - e esses existem mesmo!
Beijos, querida Lídia...

SILÊNCIO CULPADO disse...

Marreta
Obrigada pelo teu comentário que subscrevo na íntegra.
Vou repeti-lo, na quase totalidade, para que se retenha a mesagem que tão bem transmite.

"O pseudo novo-riquismo tomou conta da sociedade, o faz-de-conta e a necessidade camuflada em opolência terceiro-mundista inundou a sociedade, os ideais sociais perderam-se, os valores e os princípios foram esquecidos, a "manada" passeia-se aos fins-de-semana nas mecas do consumismo de telemóvel na mão e de ténis e camisete de marca comprados com o dinheiro que não têm, e o caracol e a imperial servem de aperitivo para futeboladas que escondem os verdadeiros podres da sociedade.
Além de pobres e desatinados, vivemos num país em que o chico-espertismo, a corrupção, o compadrio, a bufaria e o lambe-botismo são reis e senhores."

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

MICHAEL
É realmente preocupante essa faixa da população que não tem acesso aos bens essenciais.
É também preocupante a falta de apoios aos cidadãos com deficiência e o acesso a uma saúde que se tornou um luxo a que nem todos podem aceder.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

G.Brito
Conheço o teu percurso e sei o esforço que tens feito. Mas sei também que tratas com consideração, e de forma justa, os teus empregados. É isso que se exige aos empregadores porque a maioria vai atrás do lucro pelo lucro, não respeita horários e paga salários que não dão para sobreviver. E isto em empresas que estão de boa saúde e têm lucros substanciais.
Relativamente ao que dizes sobre o comunismo eu não vou comentar. E não vou comentar não porque não tenha uma ideia clara sobre o PCP (privei com pessoas muito envolvidas e estive na ex-RDA e na ex-URSS), mas porque este não é um blogue político nem pretendo que o seja. Quero acolher de igual forma pessoas de diferentes ideologias desde que se respeitem. Tenho um amigo (também teu) que costuma dizer: quem for honesto e coerente saberá encontrar a sua linha política. É isso que pretendo, questionar para que cada um decida por si da forma que entende. Aposto que a decisão será diferente entre as diferentes pessoas que me visitam mas a democracia é isso mesmo: liberdade e pluralidade de opiniões.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Fotógrafa

Obrigada também pela visita e pelas palavras simpáticas.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Amigona
Eu entendo-te, amiga, podes crer que te entendendo bem. Sei quão difícil é depararmo-nos com as situações e não termos como as resolver. Ver sofrimento e dificuldades ao lado duma riqueza afrontosa e, nalguns casos, ilegítima.
Há quem acumule valor através do muito trabalho, duma vida de privações e de muita persistência. Mas há quem acumule valor através da exploração e de expedientes pouco éticos.
Amiga, eu percebo a revolta e a vontade de vir para a rua gritar. Porém eu olho e penso: as forças em presença têm um modelo de desenvolvimento para o País. Será que esses modelos correspondem minimamente aos meus conceitos de humanismo e justiça social? Quais são as consequências e alternativas?

Abraço

Arnaldo Reis Trindade disse...

Amiga Lídia,

e infelizmente nada podemos fazer, a não ser tentar lutar pra abrir a cabeça destes consumidores que não sabem o que estão fazendo, ou fingem não saber.

Espero que goste e que a indicação já tenha sido aceita.
Vá no meu blog e depois no link abaixo e entenderá o que quero dizer.
http://www.downloadseafins.blogspot.com/search.php?q=pkx&r=0&submit=Procurar

beijo

aDesenhar disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
aDesenhar disse...

"a pobresa e o desatino"
calculado
e
premeditado...

não acreditam(?!)
então nada melhor que dar uma olhadela aqui: http://www.syti.net/SilentWeapons.html
e
aqui: http://www.syti.net/Organisations.html

informação retirada deste post : http://wehavekaosinthegarden.blogspot.com/2008/06/colheita-bilderberg-2008.html

vale a pena perder uns minutos a ler este documento, para perceber até que ponto, as políticas dos governos estão condicionadas pela Globalização.

Já li e além de ficar esclarecido, fiquei aterrorizado.
:-(

Sofia disse...

"É preciso ser-se muito teimoso para se ser feliz num país tão triste".

É uma frase que li já hoje num qualquer blog que não me lembro, mas que se aplica perfeitamente à situação!

Beijinhos

Zé do Cão disse...

Depois de todas estas misérias que nos afecta, há uma coisa que me anima.
A Dona do Blog, está mais linda, uma Flor entre as flores.
Beijinhos minha amiga, aproxima-se as férias, que sejam as melhores de todas.

Renato Fernandes disse...

Boa tarde
Pode enviar as correções para do selo "Esse Blog ... Vale a pena ser olhado", para esse e-mail
renatoferna@gmail.com
Obrigado pelo aviso e aguardo o retorno

Renato Fernandes

C.Coelho disse...

É difícil falar de pobreza e de riqueza e dos contextos em que se desenvolvem, sem falar da poderosa máquina de dominação ao nível das tecnologias de comunicação e dos meios da imprensa escrita.
Nós pensamos e agimos porque somos induzidos a ir num determinado sentido. Há os que resistem por serem mais fortes e esclarecidos mas a maioria vai na onda. Não são só os que se endividam que têm a culpa de estarem a endividar-se. A culpa é também da máquina que os empurra para se saciar do seu sangue.
Um bom post, Lídia, como sempre.

Rafeiro Perfumado disse...

O que vale é que vem aí o Europeu, pelo menos durante um mês as pessoas esquecem-se das dívidas. E ainda me hás-de dizer o que tens contra os bancos espanhóis... ;)

Beijoca!

Valsa Lenta disse...

Lídia Soares

Tenho estado ausente nestes últimos tempos. Contudo, ao passar por aqui fiquei fascinada pelo seu texto. Fascínada no sentido de ler aquilo que comento no dia-a-dia.
A verdade é que nós inventamos necessidades. Elas vão crescendo como bola de neve. Chega-se a uma altura que as pessoas já não passam sem elas.
É verdade, também, que as pessoas dão mais valor ao Ter que ao Ser. A preocupação das "fachadas". Cortar despesas supérfulas é possível, e os portugueses devem pensar seriamente neste ponto.
As poupanças podem não ser significativas no final do mês... mas, no final de cada ano é significativa.

Não me vou alongar.
Chegou a hora de deixar a preocupação do Ter. O Ser dá-nos mais felicidade, tranquilidade e paz no dia-a-dia.

Felicidades

SILÊNCIO CULPADO disse...

Arnaldo
Obrigada pela distinção. É sempre agradável uma mão que se estende numa corrente de cultura, informação e sentido cívico.
Dei continuidade. Só não posso fazer o post pelas razões que expliquei.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Adesenhar
Claro que a pobreza e o desatino são calculados e premeditados. Se assim não fosse os Estados já teriam regulamentado a publicidade, o marketing e os créditos supra-fáceis. Interessa-lhes para alimentar a exploração, e acumular lucros fabulosos nas mãos de alguns, que esse desatino exista.

Consultei os endereços que me indicaste.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sofia
É preciso mais do que se ser teimoso. É preciso também ter-se uma boa dose de inconsciência e de falta de amor e consideração pelo outro.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Renato Fernandes

Gostei de o conhecer.


Obrigada.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

C.Coelho
Por algum motivo a máquina existe e empurra. Porém não deixa de ser curiosa a contradição que existe em pessoas, como algumas que conheço, que militam em prol duma igualdade e que se deixam envolver pelo canto da sereia na aquisição de bens desnecessários como símbolos de status.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Zé do Cão

Não há como os amigos para nos dizerem coisas lindas e enternecedoras.
A dona do blogue já é cota e tem um neto de 2 anos.

Olha, eu fiz um post nos 7Pecados Mortais como uma imagem que me mandaste num dos teus mails.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Rafeiro Perfumado

É isso, amigo, o Europeu. O futebol ainda tem muita força.
Não tenho nada contra os Bancos espanhóis. São espanhóis os que citei? O que interessa é actuação e as finalidades que servem.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Valsa Lenta
Já tinha saudades tuas. Fico contente em saber que estás bem. Vou destacar uma parte do teu comentário porque é sempre bom lembrar:

"A verdade é que nós inventamos necessidades. Elas vão crescendo como bola de neve. Chega-se a uma altura que as pessoas já não passam sem elas.
É verdade, também, que as pessoas dão mais valor ao Ter que ao Ser. A preocupação das "fachadas". Cortar despesas supérfulas é possível, e os portugueses devem pensar seriamente neste ponto.
As poupanças podem não ser significativas no final do mês... mas, no final de cada ano é significativa."


Abraço

AJB - martelo disse...

fico-me pela dúvida de que a Europa se tem esquecido de nós ou, talvez mais correcto, têm sido os medíocres a governar o país...e continuam.
bj

Mário Relvas disse...

A culpa não é do PSD e do PS. A culpa é dos políticos de todos os partidos.Não esquecer que os políticos dos partidos que enumeras foram nomeados através de sufrágio universal. Mas se tivessse sido o PCP -não esquecer o "PREC"- ou o BE, ou os verdes, ou o CDS o que teria sido diferente? Alguma coisa certamente, pois as formas podem ser diferentes, quanto ao resultado final, não pago para ver...
Mas que isto está pior do que as pessoas "comuns" supõem, claro que está, e de maneira!!
Felicidades para as reflexões que aqui fazes

SILÊNCIO CULPADO disse...

Martelo.

Concordo.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Mário Relvas
Os políticos têm vindo a perder credibilidade.Em Portugal e não só.
Há que credibilizar a democracia.
Abraço