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VIOLÊNCIA

Sou uma pessoa pacífica mas a violência chega-me de toda a parte agredindo-me com a sua existência. É da comunicação social, dos automobilistas impacientes, das filas do supermercado e até na blogosfera onde a maioria das pessoas nem se conhece.

Os laços de solidariedade são coisa do passado quando, em culturas distantes menos massificadas, menos materializadas, menos desumanizadas ainda se dedicava algum tempo a incutir valores às crianças.
Não bater às pessoas caídas, respeitar os mais fracos, os idosos os doentes. Coisas simples mas que fazem a diferença.

A violência é algo que me incomoda não tanto pelo medo mas pelo sentido da vida que se perde a defendermo-nos, obsessivamente, das constantes ameaças. Há este descrédito nas pessoas que mina a confiança e nos impede sentir o sol.

Mas o que ainda mais me desagrada na violência é o carácter pusilânime de que a mesma se reveste. É sempre o mais forte a exercer o poder sobre o mais fraco, aquele que não tem forma de se levantar e ripostar de igual para igual.

Crianças espancadas por familiares frustrados, nos seus sonhos medíocres, a maior parte das vezes porque é medíocre o sonho ilusório que não assenta numa realidade que se constrói. Sonhos presos no vazio e que secam tudo à sua volta.

São espancados velhos dentro da própria família, como se ser velho não fosse o destino de todos os que não morrem cedo. Como se extravasar frustrações sobre pessoas indefesas apagasse percursos e vislumbrasse caminhos. O respeito de outro acompanha, miseravelmente, a curva da decadência em que a pessoa não se defende porque já não pode.

A violência entre o casal também aumentou e são as mulheres a quase totalidade das vítimas simplesmente porque estão em desvantagem na força física. A violência doméstica mata mais mulheres do que o cancro. Segundo dados oficiais em Portugal registam-se, em média, 5 mortes/mês colocando preocupantemente o nosso País acima da média mundial.

O indicador de Violência Doméstica das Estatísticas da APAV 2006 revela que chegam à APAV (na sua rede nacional de Gabinetes de Apoio à Vítima e número nacional 707 2000 77) 16 mulheres vítimas de violência por dia, 112 por semana.

A violência doméstica em Portugal aumentou no ano de 2007 mais de seis por cento relativamente ao ano anterior. Os dados são de um relatório de segurança interna que dá conta de quase 22 mil crimes registados pela PSP e GNR só no ano passado.

Mas, para além da violência doméstica, crescem os crimes de violência sexual nos quais as crianças são um alvo privilegiado. Crianças indefesas que, para além de serem maltratadas, servem de gáudio a pais, padrastos e outros familiares, que são procuradas por “amigos” da família que, em troca de rebuçados e de ameaças, lhes roubam a inocência e as marcam para toda a vida quando não as destroem por inteiro. Crianças que são abusadas em instituições que deveriam ter como missão educá-las e fazer delas pessoas de bem. E não há culpados, há só vítimas. E mesmo quando se apuram culpados, entre a arraia-miúda, estes ficam a aguardar julgamento em liberdade e sofrem condenações absurdamente leves tendo em conta a enormidade do crime.

A violência parece ser hoje um tema central porque eclode, na sua face mais visível, que é a do dito crime violento. Mas omite-se, silenciosamente, as violências que se unem para engrossar o caudal desta violência culminante como se tudo se resolvesse pela força e pela autoridade. Como se as tensões não fizessem rebentar o tecido que as sustenta.

49 comentários:

Paulo disse...

Lídia

A violência é a mais grave de todas as agressões sociais existentes no mundo em que vivemos.

A agressão está presente agora mais do que nunca, na vivência plena da luta pela sobrevivência.

O mundo caminha a passos largos e rápido para o caos entre os homens e contra a sustentabilidade do planeta.

Urge a mudança, pois o tempo excasseia.

Abraço apertado.

Zé do Cão disse...

Acho que está imparável. É como um comboio em grande velocidade sem travões a arrasta tudo à sua volta.
Todos barafustam, todos esperneiam, mas o certo é que a velocidade não abranda.
Minha querida amiga, para desanuviar um pouco a tristeza, vou contar-te uma cena quase diária no minho.
Uma mulher aparece no centro de saúde
com a cara toda amachucada, o medico pergunta-lhe o que foi e confessa. Foi o meu marido. Quando está bebedo é assim.
Mas Dr. não faz ideia, quando não bebe é um santo.
Claro que aqui não existe humor, mas com certeza amor tão bem não. Existe sim, o amor pelos filhos, e a vergonha de ser enxovalhada.

Tenho o mail, com tremeliques, e vários miminhos à espera de os mandar.

Beijocas

São disse...

Minha querida Lídia, mais uma vez és o porta-estandarte de algo que nos aflige enquanto pessoas de bem!
Sobre a violência doméstica já postei no "Opiniões", mas pegarei no tem no meu espaço.
E ,como dizes,a violência enoja porque se abate sempre sobre os mais fracos .
E actualmente há mais preocupação legal(e não só) em perceber a motivação de quem agride do que defender quem sofre a agresão!!
Eu totno a questionar: para quando a Educação Emocional?!
Que Deus te acompanhe sempre, pois bem o mereces!!

Silvia Madureira disse...

Lídia:

Não tenho muitas palavras.

Vivi indirectamente situações de violência.

Marcam...mesmo indirectamente.

Penso que isto é o reflexo de é urgente mudar qualquer coisa ou muitas coisas...não sei.

beijo

Nilson Barcelli disse...

Excelente post cara amiga.
Subscrevo, na íntegra, tudo o que disseste.
Ainda que Portugal seja dos 15 a 20 países mais seguros do mundo.

Beijinhos.

Brancamar disse...

Olá Lídia,

Quanto mais as crises a todos os níveis (económico, ambiental,educacional, etc.) se agudizarem, mais fácilmente a violência crescerá, o que não justifica tudo, por isso creio que a pior de todas as crises é mesmo a educacional, se bem que haja uma interligação entre todas.
Deixo-te um beijinho.
Branca

Å®t Øf £övë disse...

Lídia,
Concordo inteiramente com tudo o que escreves, e que me leva a concluir, e a ter que admitir que vivemos numa sociedade completamente podre e sem princípios.
Bjo.

JOY disse...

Olá Lidia,

O tempo passa mas a espiral de violência não diminui, ganha adeptos, pior tem quem a tente justificar. Todos sabemos que às vezes passamos situações de fazer perder a cabeça, mas é nessa altura que nos temos de controlar e cada vez menos as pessoas activam esse auto control . Relativamente á outra violência que está chapada nas primeiras capas dos jornais o governo tem de agir, mas de forma eficaz.

Abraço forte
Joy

SILÊNCIO CULPADO disse...

Paulo
Todas as agressões são violentas sejam elas fisicas sejam psicológicas. Aliás as agressões psicológicas geram as agressões fisicas.
A violência aumenta mas há que lhe pôr cobro combatendo as causas e os efeitos.
Da mesma forma que a consciência ecológica tem que responder aos sinais dos tempos para garantir a sustentabilidade do planeta.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Zé do Cão
Sempre presente e sempre com bom humor.
A violência doméstica é uma realidade que tem vindo a crescer o que não devia acontecer tendo em conta que a sociedade está mais evoluída.
Para além da violência sobre crianças e idosos, e até sobre incapacitados, aumentou significativamente a violência sobre as mulheres.
Claro que também há violência sobre os homens mas a mulher está normalmente em desvantagem fisica.

Abraço

Susana disse...

A violência está a crescer em Portugal de uma forma assustadora...será por culpa do desemprego, da crise económica e financeira ?Podem não ser as principais razões , mas são situações que poderão contribuir para o aumento e desenvolvimento de comportamentos violentos. A violência doméstica parece ser um fenómeno que afecta todas as classes sociais,que infelizmente ainda terão origem em questões culturais, em que "o homem é quem manda em casa";"não se mete a colher entre homem e mulher".
São questões muito delicadas, mas é necessário fazer algo para desenraizar a cultura da violência.

amigona avó e a neta princesa disse...

Lídia,minha querida, este é um tema que mexe muito comigo!!!Não aceito a cobardia de alguém sobre outro alguém...Até lhe chamam amor,vê lá,mas eu acho que amor não pode existir em violência!
Mas hoje também passei por aqui para partilhar contigo que hoje sinto-me muito feliz...passa por lá e perceberás porquê...
Bejinhos...

peciscas disse...

Durante muitos anos alimentou-se o mito de que Portugal era um "país de brandos costumes".
Mas nunca o fomos.
Talvez o aparentássemos porque a censura não era nada branda.
Não se esqueça que o célebre escândalo do "ballet rose" envolvendo o abuso de menores por gente "da alta", foi "abafado" na época cá dentro. Mas circulou por esse mundo fora.
E nesses tempos, que dizer da violência doméstica, em que o homem tinha, por lei, o direito de agredir a mulher?
Actualmente, é claro que as coisas estão a tomar maiores dimensões até porque vivemos num mundo "sem fronteiras", onde armas e criminosos circulam com todo à-vontade.
Contra tudo isso, para além das medidas legais e policiais que serão indispensáveis à protecção dos inocentes e dos indefeos, teremos que lutar, persistentemente, contribuido para a sementeira de valores humanos e éticos.
É urgente espalhar mensagens de amor e de solidariedade. E nunca desistir dessa missão.

ManDrag disse...

Salve! Lídia
A sociedade desagrega-se, ao se desagregarem os costumes e regras que tradicionalmente a regiam. Os padrões/arquétipos declinaram e caem irremediavelmente. Novos modelos surgirão para construir o novo modelo social. Entretanto vivemos um hiato de caos, infelizmente natural nestes casos.
No fundo da alma humana ainda reside muita barbárie. Muito nos falta para almejar a Paz tão desejada.
Além de toda a violência física que referes, queria ainda acrescentar a violência psicológica, também em crescendo entre nós.
Teremos que ter paciência. E que os justos nunca esqueçam o respeito pela dignidade devida a todo o ser humano!
Salutas!

Compadre Alentejano disse...

...quando não bebe é um santo!
Pois é, Zé do Cão. Na mnha terra, a um gajo desses dizemos: se não sabe beber, beba mijo...
A violência doméstica mostra integralmente a animalidade que há num ser humano,independentemente da educação. Sabem que há muita violência doméstica nas camadas altas da população?
Um abraço
Compadre Alentejano

O Guardião disse...

A violência é algo que atormenta as pessoas de bem e para a qual não encontramos justificação. Existe, e por isso mesmo há que denunciá-la como aqui é feito, sensibilizando e responsabilizando todos para que estejam atentos.
Cumps

sideny disse...

lidia
para mim qualquer tipo de violencia ,choca-me seja ela fisica ou mental ou verbal.
nao compriendo como ha mulheres que continuam com os seus maridos,que lhe batem,e ate aos proprios filhos.
para mim uma ma palavra ou mesmo um gesto ,punha-lhe as malas a porta.
beijinhos amiga

Maria disse...

É a segunda vez que leio este post, continuo sem conseguir comentar...

Desculpa, Lídia, mas queria que soubesses que te leio sempre com interesse, embora não comente porque abordas assuntos muito difíceis para mim...

Um beijo

M.Relvas disse...

Um recuo positivo

A anunciada alteração à Lei das Armas, é um passo positivo no combate à criminalidade. Todas as ocorrências, violentas ou não, em que haja recurso a armas de fogo, ou outras definidas no Código Penal, passarão a ser punidas com prisão preventiva. A simples posse de arma ilegal está englobada nesta alteração de lei. Ou seja, em caso de qualquer crime com armas, a prisão preventiva volta a ser aplicada em casos com penas de prisão superior a três anos. Deixa assim de ser aplicada a prisão preventiva, apenas nos crimes cuja moldura penal seja superior a cinco anos de prisão. Quando se verifica que as leis não se mostram eficazes, não é vergonha alguma alterá-las de novo.

Por isso, deixo aqui o alerta para que se faça uma reflexão sobre a descriminalização da droga. Passou bastante tempo desde a sua aplicação. Tempo esse que já nos dá uma clara resposta. O tráfico de droga e a toxicodependência são o motor maior da criminalidade mundana. E esta evolui, torna-se violenta. É necessário rever a quantidade de droga que separa o consumidor do traficante. A droga encontrada no consumidor, não pode ser confundida com a droga que um traficante pode trazer, dizendo ser para seu consumo. A lei em vigor -n.º 30/2000- deixa as polícias de mãos atadas, pois os indivíduos que estejam na posse de doses médias individuais para um período de 10 dias, são considerados consumidores. Dez doses? De uma só vez? Anteriormente era de cinco, e passou-se para o dobro. Com esta lei tornam ténue e ineficaz a capacidade de diferenciar o consumidor do traficante.

Há recuos positivos!

Saudações e um sorriso

PS: A violência doméstica merecerá um comentário posterior, mas em parte está aqui, também, uma das causas!

Rafeiro Perfumado disse...

Haverá ainda quem acredite que esta violência irá terminar sem ter de se recorrer à violência? Pode parecer contraditório, mas é a sensação de impunidade que os cobardes têm que faz com que neste momento tenhamos este clima de insegurança num país tão pequeno, logo tão (teoricamente) fácil de administrar. Beijo.

Olhos de mel disse...

Belo post, linda! A violência infesta o mundo e tira a paz das pessoas. Temos visto sua escalada e inertes assistimos a tudo, sem entender, sem saber o que fazer.
Bom fim de semana! Beijos

heretico disse...

abraço solidário.

sempre a clareza dos textos e a oportunidade dos temas.

é muito gratificante esta cumplicidade de escrita.

elvira carvalho disse...

Sou contra toda a espécie de violência. Física ou psicológica.
Penso que só educando as crianças no respeito pelo outro pudemos construir uma nova sociedade.
Um abraço e bom fim de semana

FERNANDA & POEMAS disse...

Olá querida Lídia, se me permites subscrevo, na sua totalidade o teu texto e os comentários que foram feitos até agora... Desejo-te um bom fim de semana E DIGO-TE QUE JÁ TENHO SAUDADES DOS TEUS COMENTÁRIOS NO MEU CANTINHO... Beijinhos de ternura e muito carinho,
Fernandinha

Pata Negra disse...

Talvez nós, os não violentos, não tenhamos capacidades para combater a violência, a não ser, com a não-violência! Falamos da violência dos não poderosos, dos mais fracos! Como combater o ódio, os comportamentos violentos dos humildes?!
Educação! Educação! Educação! Integração! Integração! Integração!
Socialização! Socialização! Socialização!
Revolução!?
Oh Silêncio! Eles estão aqui tão perto! Falam comigo! E o que é que eu posso fazer de melhor se não falar com eles?
O Decreto que eu cumpro é o do conviver com eles!
Um abraço com a doutrina da não-violência

M.Relvas disse...

Quando há violência doméstica, haverá um motivo. Esse motivo deve ser escalpelizado. Quando não há motivo palpável, existirá uma doença qualquer. Um atrito grande entre as partes provoca a violência física quando, por vezes, existe alguma violência psicológica sobre a outra parte. Por vezes só existe um pessoa e o casamento é um conjunto de dois. Não sou dos que aponto culpas a um só, num casamento falhado. Isso é um casamento falhado. Quando não se consegue dialogar com a outra parte, pode dar nisso, ou no divórcio imediato, que será a melhor coisa. Aconselho a que tentem sempre chegar à fala. Que não imponham, que se ouçam e analisem e reforcem o casamento. Por vezes, são mais as coisas que os unem, que as que os separam. Mas não pensam. Serão momentos difíceis. A violência doméstica, os casamentos falhados, acontecem, às vezes, pela diferença cultural e social existente entre ambos os conjuges.
Se souberem estar calmos, se juntos se prontificarem a superar as dificuldades e as diferenças, as coisas poderão dar num casamento reforçado, onde impera o amor e o respeito. Por vezes existe um problema sexual, familiar, profissional,ou de outra índole que merece ser tido em conta por ambos. E cuidado quando metem familiares ao barulho. É como a política: cada um puxa pelo seu, contra o outro.
As unidades de polícia que recebem estas queixas, devem estar preparados para ouvir, sendo certo que ouvirão, algumas vezes, mentiras por parte de quem se diz agredido. Tem de se ouvir e analizar. Investigar. Claro que essa pessoa agredida deve ser imediatamente protegida. Para o bem do casal e para os filhos -se os houver. Em caso de alcoolismo, ou toxicodependência, acho que deveria, o estado, obrigar ou fornecer um tratamento adequado, tendo em vista a recuperação da estabilidade emocional entre o casal. A mentira também pode ser um dos motivos que leva à violência. E tantos outros.
O amor é isso, suportar os momentos bons e os menos bons.Em casos mais difíceis aconselho a terapia familiar, ou uma conversa com um amigo(a) sério(a) e sereno(a).

Xau Lídia e desculpa-me o paternalismo

JOY disse...

Lidia,Minha querida amiga

Passei para te desejar um bom fim de semana.


Abraço forte
Joy

Alfazema Azul disse...

A violência, o medo, a insegurança estão na ordem do dia. Lamentável!

Beijinhos

C Valente disse...

O tema fundamental era o desconheci, por exemplo a companhia que se refere, á muito que fiz 1 -2 viagem e dizia por brincadeira que o nome da companhia dizia tudo "para não ir" questão de trocadilho, e nunca mais viajei nesses aviões, sorte a minha
Saudações amigas

Dalaila disse...

a violência está em tantos actos....

amigona avó e a neta princesa disse...

Às vezes pohno-me a pensar se só se consegue combater a violência com violência?!
Aquele abraço...

Marreta disse...

O tema é complexo, porquanto são vários os factores que podem levar à violência. No entanto, creio que na sociedade actual, particularmente na portuguesa, muita dessa violência resulta de uma total falta de civismo e respeito, provocados por anos a fio de incultura e perda de valores e princípios essencias a uma sociedade de liberdade, respeito e solidariedade.
A falta de objectivos, de prespectivas de futuro, de incutimento por parte dos progenitores e, quiçá, dos professores nos jovens de regras de civismo e de valores causam obviamente moça.
Pequenos pormenores diários, como por exemplo a postura e o comportamento em transportes públicos e em lugares públicos ou entre vizinhos de um condomínio podem dar uma ideia do estado de rebaldaria e falta de respeito pelo próximo, confundido-se quase sempre liberdade (que é coisa que muito poucos parece saberem o que representa) com abandalhamento, desconsideração e arrogância de quem pensa que pode fazer aquilo que bem entender.
É claro, que ao facto do aumento gradual da violência, não pode estar de maneira nenhuma associada o cada vez maior fosso que separa os ricos dos pobres, as injustiças sociais, a pobreza e a miséria crescentes.
Saudações do Marreta.

São disse...

Minha linda ,venho desejar que estejas bem e deixar-te um abraço grande.

Kruzes Kanhoto disse...

Não se pode branquear determinado tipo de comportamentos alegando que outras situações são piores ou mais preocupantes.
Na violência doméstica é um fenómeno altamente preocupante e sem fim à vista principalmente quando se sabe que miúdos de 15 ou 16 anos já andam ao estalo com a namorada/o e, pior, acham normal.

Odele Souza disse...

Querida Lidia,
A violência é aboninável em qualquer situação e tome a forma que tomar. Violência contra a mulher, contra a criança, contra o idoso. Violência contra o ser humano em geral, violência contra os animais, contra a natureza...Há que repudiarmos todo e qualquer ato de violência, de forma constante e incansável.
Parabéns pelo texto Lidia, que chama a atenção para o assunto.

Um forte abraço.

Marreta disse...

RECTIFICAÇÃO:

É claro, que ao facto do aumento gradual da violência, não pode estar de maneira nenhuma DESASSOCIADO o cada vez maior fosso que separa os ricos dos pobres, as injustiças sociais, a pobreza e a miséria crescentes.

Mar Arável disse...

A mais escondida violência

está no poder que o sustenta

Os mais violentados são os pobres

que os sustentam no poder.

O mais agredido é o povo

que não se apercebe da força

que tem - porque não usa

nem ousa

Isabel-F. disse...

Os números que apresentas são assustadores.

Pergunto-me: quando é que esta situação de violência acabará?

certamente somente quando as nossas penas forem bem mais duras.


beijinhos

MR disse...

Para dinamizar o debate:

Polaco sequestrou a filha e violou-a durante seis anos
Um polaco de 45 anos é acusado de ter mantido, nos últimos seis anos, a filha fechada no quarto de uma casa de família, onde a violou repetidas vezes. Dessa relação incestuosa terão nascido duas crianças que o pai obrigou a dar para a adopção.19/9/08 in JN

Nilson Barcelli disse...

A humanidade está a descambar... há valores que estão a desaparecer.
O que fazer...?
Eu acho que só pela educação (já que a força não é remédio santo...), mas as famílias educam cada vez menos e a escola, em geral, só quer ensinar e não educar as crianças.

Gostei do teu post, abordas um dos problemas mais graves da sociedade, não apenas a portuguesa mas também a mundial.

Beijinhos.

Luma disse...

Lídia, tens razão de estar indignada! Eu nem mais ligo no telejornal, mas penso que seja como uma bola de neve, não basta somente evitar. Uma criança que sofre violencia será um adulto violento. Como cortar esse processo? Retirando essa criança que sofre violencia da convivência da violencia. Por isso aqui em casa, nem filmes violentos vemos. Há de se prevenir!! Beijus

Paulo disse...

Deixo-lhe um XI-Coração violento, de tão amigo que é.

:))

Abraço apertado.

Sei que existes disse...

A violência só demonstra a miséria que existe dentro de quem a pratica... a sua doença, a sua frustração, o seu desiquilibrio, a sua infelicidade...
É verdade que o mundo inteiro está minado de violência a vários níveis, o que significa que o ser humano está mesmo num estado miserável!...
Beijo grande

Jorge P.G disse...

AH, não! Tudo isso é empolado, inventado mesmo pelos malvados jornalistas e mesmo por quem sofre os crimes!
O Sr. Ministro assim o disse em plena A.R. : "Os crimes violentos estão ao nível de 2 mil e não sei quantos!"
E também palrou: "Tenham vergonha quando fazem comparações de números."

ENTÃO, SENHOR MINISTRO?! E V.EXCª, NÃO A TEM, OU NÃO SABE BEM O QUE ISSO É?!

Para ele,o meu "Prémio Bosta" da semana.

Um abraço.
Jorge P.G.

Teresa Durães disse...

há muita dessa violência que sempre existiu mas agora está a descoberto

Olhos de mel disse...

Oie linda! Engraçado é que estamos cada vez mais presos em nossas casas, enquanto os marginais passeiam e assustam as pessoas pelas ruas...
Bom fim de semana! Beijos

Silvia Madureira disse...

Lídia:

Era só para pedir para passares quando te for possível na tua caixa de email.

Beijinhos

Meg disse...

Lídia,
Li com atenção o teu post e todos os comentários.
Este é um assunto que me tira do sério, principalmente no que se refere à violência doméstica. Há una dezena de anos atrás, vi-me no meio de um casal jovem, recém vizinho, desconhecido portanto. A mulher estava a ser agredida barbaramente agredida e ao mesmo tempo ameaçada de ver o seu bebé atirado pela janela do 2º andar por um marido enlouquecido. Eram os dois formados. Ainda não era o anoitecer, chamei a GNR que se recusou a deslocar-se ao local, a menos que houvesse "crime". Consegui por interpostas pessoas o contacto dos pais da mulher agredida e retirei-me em choque.
E as agressões foram continuando, a mulher apanhando, os vizinhos sofrendo impotentes, à espera que o crime acontecesse.
Esta foi uma experiência pessoal.
De resto, que me perdoe o Marreta, mas vou subscrever por inteiro o comentário dele. Ponto por ponto, sem qualquer reticência.
E perdoa-me a escrita, mas é com o coração que o faço.
Um abraço

Geraldo Gomes disse...

O que é a violência?É uma indústria fabricada pelos seres humanos que gera lucros e que proporciona felicidades!E o mais lamentável é que não há pessoas capazer de renunciarem e de repudiarem os "meios" que fazem com que o "espírito" da violência alimente-se e floresça.EX:Quantos tipos de violência existem no planeta terra?Com que idade o ser humano pratica à sua primeira violência?Por que não existem homens ou mulheres talentosas ou genios na prática da não-violência?Em que local habitados por seres humanos não há violências?Sem a violência o que faríamos?E etc.etc.etc.Qual é a maior das violências?A INDIFERENÇA!Quem não é praticante de tal ação[indiferença]?Ex:Basta olhar ao seu redor e enxergarás pessoas "sofrendo" de FOME,ou seja,existem atualmente UM BILHÂO de seres humanos[homens,mulheres,crianças e idosos]morrendo de fome,o que estás fazendo para que não haja pessoas sendo vítimas da sua INDIFERENÇA?Se alguém tiver coragem de renunciar sua vida padronizada para desafiar o convencional,ou seja,enfrentar 6 bilhões e alguns milhões de seres humanos{VIOLENTOS]saibam qua há um parceiro[EU].Muitas coisas boas para todos e boa noite!