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O DIREITO DE OPINIÃO





O direito de opinião é tido como uma das principais conquistas de Abril e um dos mais emblemáticos direitos da Constituição da República Portuguesa. Apesar de tão propalado este direito está sempre a ser esquecido, agredido, disfarçado e, por vezes até, prostituído.
Todo o mundo usa e abusa dele, todo o mundo fala em nome dele a tal ponto que o Governo, assustado com tal massificação, decide reservá-lo só para si e de o emprestar, de vez em quando, a quem mereça confiança para que a maralha não se esqueça que ele existe porque se esquecer começam logo a dizer que o governo não é democrático e isso não convém.
Porém o Zé-povinho, que não se compadece de não ter direito ao privilégio de ter opinião, serve-se do direito de opinião para malhar no primeiro ministro de uma forma quase indecorosa e a bater nos limites da má educação, usa e abusa em chavões estafados que não resolvem as situações e, por darem nas vistas, acabam por virar o feitiço contra o feiticeiro criando pretextos para actuações antidemocráticas.
Uma crítica construtiva não pode gerar tanto ruído que abafe a mensagem. E é isso que está a suceder. As mensagens andam baralhadas e avulsas até na blogosfera, e eu contra mim falo, e são elas que, por excesso, coarctam o direito de opinião.
Porque o direito de opinião existe e não podemos, nem devemos, dele abdicar ou minimizar a sua importância. Sem direito de opinião não há vida nem estado democrático e, por estes valores, nunca deveremos esmorecer.
Porém não é a intensidade do grito mas a força da razão que abrirá as portas à nossa identidade. Uma identidade que consubstancia todo um conjunto de opiniões livres e igualmente importantes. Sim porque não há opiniões mais válidas que outras. Cada opinião vem de um ser com um sistema de valores único e irrepetível que dá uma visão, também ela única, se for sincera, da realidade que interpretamos.
O espaço da blogosfera está a adquirir uma dinâmica nova. Poderá vir a tornar-se um vector fundamental no esclarecimento e no reforço dos seus laços societais, mas poderá também matar a sua dinâmica se se subjugar àqueles que, por se sentirem donos da palavra e do conhecimento, procuram impor uma visão monolítica de uma sociedade plural. Ou então na ânsia despropositada de defender a sua dama, ou o seu partido, como se de um clube de futebol se tratasse, se isolam e demarcam da comunhão de ideias indispensável à sua compreensão.
Autor: Silêncio Culpado

47 comentários:

Rute Borges disse...

Sabe bem, mas o valor de cada gesto, de cada grito, supera o direito e ganha força.
Não gritem, não berrem, oiçam-se, só assim a opinião tem o verdadeiro valor.
Obrigada pelo texto.
beijo meu

Carreira disse...

Se há coisa que muito prezo é a liberdade e o direito de opinião.
Criei o meu blogue exactamente porque sentia necessidade de me expressar, de dar a conhecer o que penso, embora aceite que nem tudo aquilo que digo e penso seja o mais certo.
Contudo, é a minha visão do mundo.
Infelizmente, os cidadãos coibem-se cada vez mais de expressar as suas ideias e seus ideais.
Por vezes murmuram-se alguns desabafos, quase em surdina, nas conversas de café. Mas não passa dalí.

7 Pecados Mortais disse...

Sem duvida amiga. Queria só acrescentar ao que dizes, que realmente não se pode confundir o direito de expressão com o direito ao palavrão e realmente hoje isso existe e em abundância. Logo quem o faz perde toda a razão por mais que a tenha tido atá à altura. O facto de se sentirem donos da palavra e do saber, também não dá direito a nada. Pergunto: Donos da palavra em quê? As atitudes têm realmente de ser medidas para que as palavras que se pretendem transmitir cheguem aos ouvidos de quem está surdo. Por vezes penso que para ser resolver o problema da expressão se deveria pôr todos a escreverem o que pensam e depois esperar pela resposta. Seria uma expectativa de surdos mas sem gritos à mistura. Todos se exprimiam, ninguém berrava e todos concluiam. Beijos.

Crítica e denúncia disse...

Minha irmãzinha alma gêmea, vou ter que discordar de ti neste post sem deixar de comungar contigo no geral. Contraditório não ! Pelo contrário, sou honesta nas minhas palavras veja: todo grito contém uma menssagem, todo grito é uma forma de expresão válida neste mundo de surdos....padronizar o grito, medir as palavras a gente faz com quem nos respeita....caso não tenha havido respeito a gente mete e boca no trombone. Por que devemos respeitar quem não nos respeita? Para mostrar que somos mais educados? Olha bem que os educados estão zipados, tem o rabo preso e não podem dizer o que pensam para não perder certas "mamatas". Quem é livre pensador deve se expor, quando é possível se faz poéticamente e quando houve desrespeito a gente apela... por isto, desta vez não assino em baixo e continuo a te gostar muito e aqui terás sempre uma amiga sincera. Grande abraço de Alda

SILÊNCIO CULPADO disse...

Alda
Eu percebo o que dizes e a tua discordância. Porém Brasil É brasil e Portugal é Portugal e eu estou a referir-me a umas situações concretas que os leitores portugueses identificarão.
Em qualquer dos casos eu prezo muito a tua opinião e até gosto dos que discordam porque me dão uma visão diferente sobre o assunto.
Um abraço

quintarantino disse...

Caríssima, serena como sempre na escrita, arguta nas palavras e certeira nos resultados.
Fervilham por aí exercícios perenes e conscientes do direito à expressão e à informação e a todos esses os saúdo vivamente. Mesmo àqueles que contrariamente às nossas teses vão rumando. É na falta de uniformidade que se encontra a raíz do progresso, a alavanca que aportará novas soluções.
Caustico os que, aproveitando este excelente meio, por aqui dão azo, de forma anónima, às meias tintas, à insinuação que nem o chega a ser na sua plenitude por também ela ser meia silenciada.
Uma coisa é usar o pseudónimo mas escrever com fundamento, apontando factos, razões ou emitindo opiniões, outra bem diversa é raiar a calúnia. Seja contra poderes instituídos, seja contra cidadãos anónimos.

SILÊNCIO CULPADO disse...

Peço desculpa Alda

Escrevi Brasil com "b" pequeno por erro de digitação. Não tem qualquer significado.

Tiago R Cardoso disse...

Eu limito-me a dar a minha visão da situação, limito-me a dizer o que me vai no pensamento. Não procuro influenciar ninguém, procuro sim criar a discussão e contribuir para uma saudável troca de ideias e já agora tentar denunciar algumas coisas que eu acho erradas, mas isso mais uma vez é a minha opinião.
No entanto desceu à blogosfera vários tipos de pessoas, desceram o "intelectuais", que utilizam o sistema de infiltração, ou seja não os conseguindo controlar, infiltram-se para tentar dirigir as opiniões, porque acredito que muito dos chamados blogues "importantes", não passam de tentativas de guiarem as massas para determinados objectivos, basta ver os autores, por outro lado temos os comuns, os que aproveitam este espaço para tratarem dos seu ódios pessoais, insultando tudo e todos, desvirtuando o espaço blogosférico.
no entanto acredito que muita gente está como eu, para falar e pensar, infelizmente muitos sobre anonimato, obrigados por questões politicas e mais grave ainda por questões laborais. Eu anseio pelo dia em que tanto fora como na blogosfera os anónimos desapareçam.

adrianeites disse...

que bela imagem!

SILÊNCIO CULPADO disse...

TIAGO
O meu sentir identifica-se com o que dizes só com um pequeno pormenor relativamente ao anonimato.Por muito idealistas que sejamos temos que ter os pés na terra e percebermos o mundo em que vivemos. Só para te dar um exemplo: uma conhecida minha tem um cão que é o ai Jesus dela. Pôs a foto do cão num blogue perfeitamente identificado e logo o cão foi roubado para lhe exigirem 2.000 euros de resgate.
O que é importante é que quem não dá a cara não se apresente na blogosfera a dizer tudo aquilo que não diria se estivésse identificado. Isso é abjecto. Porém há uma forma de tratar estas pessoas: é não meter o nariz no espaço delas e deixá-las a falar sozinhas. Vais ver como se calam.
Também os anónimos devem deixar uma linha aberta para serem identificados e responderem pelo que dizem se for caso disso. Eu identifiquei-me perante o Quint e como também estamos juntos no projecto do Notas ele está autorizado a dar-te também a minha identificação. Eu tenho outro projecto em parceria com outra pessoa e essa outra pessoa também sabe quem eu sou. Não sou um Silêncio mistério mas o meu nome e a minha cara não têm que aparecer para eu dizer o que digo.

Crítica e denúncia disse...

Desculpe amiga Silêncio Culpado, verdade que falei em geral, pois trata-se da blogosfera citada no teu texto...certo é que, o cotidiano de Portugal não é o cotidiano do Brasil, tens razão...no entanto, como dissestes acima "deixe de passar pelo blog deles e verás como se calam" não seria o meu caso pois, falo isto para mostrar a ti (entenda que estamos começando a nos conhecer) mostro a ti a minha firmeza: tenho dois outros blogs, um que fala das minhas poesias e outro que fala da cidade onde eu moro e neles as menssagens dos visitantes não são possíveis...caso ninguém deixe menssagens, eu continuarei a botar minha boca no trombone...quem passa lê, podes crer. Vamos descontar aqui as diferenças dos nossos paises, agradeço a chance de fazê-lo. Em referência à certas diferenças: creio que os portugueses são mais abertos e instruídos em relação à blogosfera pq, olhando em geral os blogs de ambos os países, vê-se claramente a diferença, com raras excessões. Grande e forte abraço e obrigada por permitir estas trocas enriquecedoras. Alda Inacio

Tiago R Cardoso disse...

O que eu pretendi dizer é que infelizmente procuro a utopia, onde todos livremente possamos dar a cara, sem termos o mínimo problema, como por exemplo o que referiu.
Sei no entanto que de certeza nunca chegaremos a esse sonho, porque é realmente um sonho.

António de Almeida disse...

-Direito á opinião, concordo! Mas, não pode ser confundido o direito à opinião que todos temos, com proferir ofensas, injurias, que não temos. A sociedade tem valores, e um deles é o respeito pelo próximo, vejo muita gente hoje em dia confundir-se nos direitos que possui, dou como ex. casos de recentes manifestações, em que de forma ofensiva se adjectivou determinada personalidade. Esse é um direito que não existe, ao contrário de exprimir opinião que é um direito sagrado. 48 anos de falta de liberdade, seguidas de 2 anos de bardinagem, ainda têm marcas presentes na nossa sociedade.

Dalaila disse...

todos temos qu nos fazer ouvir, dar opinião, seja no que for para evoluirmos, para criticarmos quando não concordarmos, para que alguém levante uma questão e nos possamos pensar e questiornarmo-nos sobre ela.

Não dizer semrpe mal, valorizar o que está bem, só assim a opinião é realmente válida.
Sem juízos de valor, sem preconceitos, nem cores, abstractos e ímpares.

beijos

David Alves disse...

Não interessa quantos ou quais os direitos que se tem mas sim o que se faz com eles...

ALEX disse...

Sejamos dignos na nossa indignação, na nossa revolta e na nossa condição de injustiçados. Nós queremos homens superiores e não a inferiorização e a falta de nível que algumas organizações têm demonstrado.

Boris disse...

A liberdade de opinião e de informação têm que ser defendidas a qualquer custo e a qualquer preço.

GIL disse...

A internet é um mundo que tem vindo a abanar os poderes instituídos e todos aqueles que pensam que podem dominar a comunicação e a livre circulação de ideias. Mas "eles" também estão cá a criar lobies e a manipular. Temos que os chutar daqui para fora para termos opiniões livres.

martelo disse...

O que mais desagrada, aquilo que até parece incoerente, aliás é... exactamente que este governo de cariz de esquerda(???) ou se se quiser recheado de pseudo-democratas esteja ser o veículo, a imagem negativa do que não deve ser; mais grave é o PS estar ser conivente com uma política de tapa-olhos e tapa-bocas, pensando eles que estão a lidar com os burros, ignorantes à força de outros tempos...

JOY disse...

È um facto que há pessoas que confundem liberdade de expressão com libertinagem na expressão ,o que não é própriamente a mesma coisa ,a liberdade de expressão se não for utilizada de uma forma respeitosa e inteligente torna-se uma arma de arremsso, quero com isto dizer que a nossa liberdade, neste caso de expressão termina, quando começa a liberdade dos outros. É por isso que dedico algum tempo a escrever o que penso em relação a algum assunto e espero as vossas respostas a favor ou contra não interessa ,porque acima de tudo eu posso estar errado e é nesta troca de ideias que posso ou não chegar a essa conclusão .Mais uma vez parabéns pelo texto.

JOY

M.M.MENDONÇA disse...

Este é um excelente texto como o Silêncio Culpado sabe escrever. Oxalá que, quem o ler, dele tire todas as ilacções porque tem muito sumo.

C.Coelho disse...

Ás vezes temos que gritar e gritar até que a voz nos doa. Mas reconheço também que há gritos e gritos. Belo texto!

João Rato disse...

O povo da rua (designação à mão) tem a sua linguagem, as suas formas de expressão. Os seus termos, os seus gestos não são protocolares e não podem conter-se na "educação" que não lhes facultaram ou que não lhes conseguiram impôr. A liberdade de expressão - quando dirigida aos sujeitos do poder - para ser autêntica, não pode ser condicionada, não pode ditar regras, sob pena de amordaçar aqueles que não se sabem exprimir nos códigos que as elites decidiram.
O que estes senhores querem regular é que, quando se banboneiam comitiva, só haja lugar para palmas e flores. Mas não, por vezes as pessoas têm outros sentimentos para manifestar e não encontram outra forma do fazer: tomas, filhos da puta e outros acenos e caralhadas, são as formas que conhecem, é legítimo!
Um abraço popular

Rui Caetano disse...

O direito à opinião é inebalável. O direito em proferir as nossas ideias e sentimentos faz parte do nosso ser e ninguém deverá impedir essa força nossa.

A Lei da Rolha disse...

Infelismente o direito à opinião está em extinção neste país!!
abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

AO REI DOS LEITÕES
Que apesar de ser dos meus comentadores favoritos, desta vez não estamos de acordo. As pessoas têm todo o direito de opinarem e de se manifestarem mas fico envergonhada quando vejo o nosso PM apupado frente às televisões.Não morro de amores pelo homem mas, bolas, é o PM de Portugal. Foi o povo, o nosso povo, que lhe deu esse poder. E depois, meu caro amigo, o povo tem dificuldades mas já não é analfabeto e vê televisão. Pode ter mais educação que aquela que demonstra. Acho que não lucramos nada com isso antes pelo contrário.

ANTONIO DELGADO disse...

Amigo Silencia Culpado,

venho aqui ao seu blog direcionado por outro e honestamente foi muito gratificante porque acho o seu poste muito pertinente e claro. E,sobre um tema que é tão caro aos Portugueses: a opinião e TEREM OPINIÃO. Por vezes penso que as pessoas se esquecem que tem opinião, porque quando alguém se lembra de expressa-la alguém fica logo ofendido.E passa-se muito com os politicos quando alguém os critica sobre o seu modo de preguejar e actuar onde se ouvem apenas a eles. Não sei se este comportamento não subsiste pela cultura da missa onde o padre fala e ninguém responde...será mesmo da mentalidade autoctone?

Um abraço
António Delgado

O Profeta disse...

Perfeitamente de acordo, aopinião deve ser livre sem isso banalizamos vontades, inibimos a intelectualidade...



Abraço

Menina do Rio disse...

Já fui lá em Notas Soltas e deixei meu pensamento. Talvez não agrade aos que leiam, mas procuro ser sempre sincera e expor os factos como vejo.

Obrigada por tua presença em nossa festa. Foi essencial pra mim.

beijos

Zé Povinho disse...

A liberdade de opinião é encarada pelo poder como uma clara ameaça às suas regalias e mordomias. A imagem deste post é bem clara.
Como manifestar a discordância ou a indignação, tem diversas formas, umas mais agradáveis, outras menos. Os apupos que se ouvem, por exemplo, no futebol talvez não sejam os mais apropriados, nem lá, nem noutro lado. Mas existem e temos que conviver com eles, mesmo que discordando dos termos utilizados.
Na escrita, como é o caso da blogosfera, há tempo para meditar e medir as palavras, sem se perder o sentido do que se quer expressar. Eu não tenho por hábito utilizar vocabulário ofensivo, embora por vezes seja assaltado pela revolta e até me apeteça.
Sobre a Fome e o Desemprego, para citar apenas dois temas, é-me cada vez mais difícil reprimir a revolta.
Abraço do Zé

Smile disse...

É com muito gosto e orgulho que aceito o teu convite... Preciso apenas que me expiques como e quando o posso começar a fazer...

Um beijo *

Olhos de mel disse...

Obrigada pela visita, pelo carinho... volte sim?
Esse é um problema sério e que já vi causar muitos desajustes. As pessoas confundem direito a opinião, com desrespeito a opinião alheia. Existe os que se arvoram do direito de desacatar e até ofender, quem por ventura, não comunga com suas ideias. Sem perceber que podemos sim, conviver com as diferenças e bom que elas existam, assim podemos ver os dois lados da mesma moeda e aprender.
Belo post!
Fique com Deus!
Beijos

7 Pecados Mortais disse...

Cara amiga, vê bem o que deu este teu comentário..pano para mangas e talvez casacos completos...Estive a ler com atenção e há muito "pano", por onde se pegar.
Beijos.
Gostava de te propor uma sociedade no meu blogue. Contudo prevejo que não possas, por estares demasiado ocupada com blogues, digo eu...gostava imenso que surgisses no meu espaço. Aguardo resposta. Beijos mais uma vez!

alf disse...

Eu penso que se deve deixar o direito de opinião procurar o seu equilibrio natural. As pessoas expressam a sua opinião da maneira que lhes parece mais eficiente.

se uma forma mais agressiva de expressar a opinião for contraproducente, ela será abandonada.

acho bem que a Silêncio Culpado expresse o seu desagrado por certas formas mais agressivas, mas isso não deve significar que se deva inciar um combate contra as pessoas que se exprimem dessa forma.

Deixe-se livre a liberdade de opinião. A "selecção natural" se encarregará de seleccionar aas formas mais adequadas.

E também não devemos ser tontos para confundir manifestações de opinião com estratégias de poder político, como no caso de certas manifestações contra o Socrates.

Por último, há maior manifestação de agressividade de opinião do que as discussões na assembleia da República? Não é pelo facto de se usarem palavras "caras" e formas habilidosas que a manifestação de opinião se torna menos agressiva, antes pelo contrário.. apenas é mais estética..

Será afinal uma questão de estética que está subjacente a esta discussão?

rosa dourada/ondina azul disse...

Dar a nossa opinião, sim, e principalmente unir esforços quando temos uma causa comum.

Gesto bonito, o teu!

Entre linhas... disse...

O direito a opiniar neste país é cada vez mais recorrido á lei da rolha,a democracia foi apenas para alguns...
Bjs Zita

SILÊNCIO CULPADO disse...

Oh amigo ALF eu não quero insinuar que se deva coarctar a liberdade de expressão e de opinião. Ainda apanhei o antes 25 de Abril e posso citar um amigo meu que, aos 17 anos, a PIDE lhe desfez um rim a pontapé por deitar panfletos do alto do elevador de Santa Justa. Nada que se aproxime a censura me agrada. Agora também lhe posso dizer que me sinto envergonhada quando vejo e oiço chamarem nomes ao PM em frente a câmaras de TV que estão a transmitir para todo o mundo. E não me venham com justificações para isso. O que eu quero dizer é que se for necessário dar o corpo ao manifesto numa luta justa e solidária, mesmo que eu não seja parte directamente interessada, podem sempre contar comigo. E se calhar até sou capaz de ir muito mais longe que alguns desses que gostam de berrar inconveniências.

david santos disse...

Se cada um ouvir e der atenção ao outro, tudo bem.
Parabéns.

Sol da meia noite disse...

Talvez uma má interpretação do que seja o direito de opinião...

*

avelaneiraflorida disse...

Direito de Opinião...de justiça. de honestidade, de tolerância...mas não só para cada um de nós!!!!

Para TODOS, IGUALMENTE!

Bjks

Alexandre disse...

Cada vez ouço mais pessoas dizerem que já não se revoltam por não vale a pena! E assim ficam horas nas bichas dos hospitais, dos centros de emprego, nas repartições públicas! Onde está o espírito português do «vai ou racha?», nunca ele foi tão necessário como agora!!!

Muitos beijinhos!!!

Eric Blair disse...

Muito bom cartoon.
Uma imagem ...

C Valente disse...

Devemos ter direito á opinião como devemos ter o direito a respeitar os outros para sermos respeitados
e há quem se esqueça deque liberdade não é lebertinagem
saudaões amigas

Carminda Pinho disse...

É um dos direitos fundamentais da República Portuguesa.
E exercê-lo é um dever de cidadania.
Beijos

alf disse...

Silêncio culpado

Longe de mim pensar que defende qualquer tipo de censura. Entendi perfeitamente o seu desabafo - também a mim me incomóda a agressividade de certas manifestações de opinião.

Mas a questão é complexa de entender e limitarmo-nos a referir esse incómodo pode ser facilmente aproveitado pelos que defendem a censura. Aliás, é sempre esse o argumento usado!!! O único argumento!!

Devemos evitar o excesso de agressividade e a deselegância nas manifestações de opinião porque é ineficiente, inestético e dá argumentos aos que defendem a censura. Mas não devemos centrar a análise no incómodo que nos causa - é mesmo para causar incómodo - mas na ineficiência da fórmula.
Mas é importante discutir estas coisas e ainda bem que o trouxe à ribalta.

7 Pecados Mortais disse...

Estou de acordo com a entrada do texto às 24.00, portanto Sábado. Como sugeres esse convite aos nossos conhecidos? Abraços e Beijos. Já há nome para o big blogue?

Vieira Calado disse...

Meu caro:
Estive uns dias sem acesso ao computador, por avaria.
Só agora retomo a sua gerência, em pleno.
Estou de acordo com a iniciativa e espero colaborar.
Um forte abraço.