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O AUTISMO E A DIFERENÇA


O autismo existe e não é residual. São cada vez mais os casos detectados que se revelam nos primeiros anos de infância e se prolongam e acentuam durante toda a vida.

Sem causas propriamente conhecidas, e com apoios ainda insuficientes pela natureza e carga emocional que o autista exige a quem com ele priva, os autistas revelam as características mais diversas continuando a fazer parte dum imaginário colectivo que romantiza e esquece os dramas que lhe estão subjacentes.

É preciso ter sempre presente que a vida interior dum autista é uma espécie de vulcão pronta a entrar em actividade e que os familiares próximos, nomeadamente os pais, nem sempre têm recursos e aptidões para situações que tanto deles exigem.

E nós continuamos a fazer de conta que estas situações nos passam ao lado desconhecendo, ou omitindo, que uma em cada mil pessoas se insere no quadro clínico identificado com o autismo. Nos Açores este valor é ainda superior ao registado no continente que anda, aliás, próximo da média doutros países. Os estudos, sobre a identificação de casos, apontam para uma tendência de incremento se bem que não se saiba bem se tal se deve ao aumento do número de casos da patologia ou apenas ao seu maior conhecimento.

Esta patologia, que poderá ser detectada até aos primeiros 3 anos de vida, deveria ser mais conhecida pela população em geral, porquanto um autista necessita dum acompanhamento extremamente especializado cujos resultados serão mais ou menos eficazes consoante a precocidade, ou não, do seu diagnóstico.

O autista precisa que os seus pais tenham coragem e amor para lhes proporcionar a educação e o atendimento que lhes permitirá viver com qualidade. Porém é preciso não esquecer que esses pais também são humanos e que, por vezes, a sua estrutura nervosa e emocional cede a uma hiperactividade excessiva dos seus filhos, porque eles pais estão confinados a um espaço demasiado denso e exigente por mais extraordinários que eles sejam.

Por ser um tema demasiado complexo e pouco conhecido, será objecto de várias postagens. O AROMAS DE PORTUGAL será o suporte de todos estes trabalhos pela riqueza de conteúdos fruto dum trabalho continuado de Mário Relvas, o pai do jovem Bruno, que conta agora 20 anos.

Mário Relvas estuda e reúne toda a informação disponível que conseguiu e traça linhas e metas para um filho autista que consegue encontrar a felicidade e o equilíbrio no seio familiar. Os preços e os escolhos desta longa caminhada é o que iremos conhecer na companhia desta família em que o Bruno será a nossa estrêla principal.

Não deixe também de visitar ARTE AUTISMO e falar com Raimunda a mãe coragem de Filipe sempre pronta a dar-nos lições de vida e de esperança.

73 comentários:

luma disse...

Lídia, muito bom você informar sobre essa doença. Foi o tempo em que as pessoas eram mantidas longe da sociedade por causa de uma doença que nem infecciosa é. É necessário abrir mentes e corações para tais enfermidades.
Espero que o resto esteja tudo bem!! Boa semana! Beijus

SILÊNCIO CULPADO disse...

LUMA
Obrigada pela sua preciosa visita pois sei quanto o seu espaço contribui para a abertura das mentes.

Um abraço

António de Almeida disse...

-Continuo a não perceber nada deste assunto. Vou deixar aqui umas perguntas, não me levem a mal, provavelmente será ignorância minha, mas gostaria de perceber:
-O autismo é uma doença, ou uma caracteristica com a qual alguns nasceram?
-Se é uma doença, qual é a origem? Está estudado ou permanece um mistério?
-Quais os limites para evolução dum autista? Devem existir vários casos documentados.
-Se é uma doença, a mesma é passível de regressão, total ou parcialmente?
-Provavelmente isto são questões básicas, desculpem a ignorância, mas gostaria de perceber um pouco melhor, o assunto que está aqui em debate/reflexão.
Cumprimentos

fotógrafa disse...

Amiga, cá tou de volta, depois destes dias de dolce far niente...foram poucos mas bons...
obrigada pela visita e espero que tenhas passado uns dias tranquilos...
abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

António Almeida
As causas do autismo ainda são desconhecidas para a investigação médica. Ao longo das postagens falarei das várias correntes de opinião porém, sem vínculos cientificamente comprovados em nenhuma delas.
O autismo será uma deficiência e não uma doença mental existindo para a mesma várias definições.

Autismo é:

- a um problema neurológico ou cerebral que se caracteriza por um decréscimo da comunicação e das interacções sociais
a uma desordem psiquiátrica em que o indivíduo se recolhe dentro de si próprio, não responde a factores externos e exibe indiferença relativamente a outros indivíduos ou a acontecimentos exteriores a ele mesmo. (New Lexicon Webster's Encyclopedic Dictionary - 1991)

- a uma desordem desenvolvimental vitalícia com perturbações em "competências físicas, sociais e de linguagem". (Sociedade Americana de Autismo)

- a uma deficiência mental específica que afecta qualitativamente as interacções sociais recíprocas, a comunicação não-verbal e a verbal, a actividade imaginativa e se expressa através de um repertório restrito de actividades e de interesses.(Frith, U. 1989)

Até aos anos 60, acreditou-se que um indivíduo autista tinha o desejo consciente de não participar em qualquer interacção social. Hoje sabe-se que tal isolamento não resulta de qualquer desejo ou vontade consciente e ocorre na sequência de alterações neurológicas e bioquímicas que têm lugar no cérebro.

Características comuns do autista:

- Tem dificuldade em estabelecer contacto com os olhos,
- Parece surdo, apesar de não o ser,
- Pode começar a desenvolver a linguagem mas repentinamente ela é completamente interrompida.
- Age como se não tomasse conhecimento do que acontece com os outros,
- Por vezes ataca e fere outras pessoas mesmo que não existam motivos para isso,
- Costuma estar inacessível perante as tentativas de comunicação das outras pessoas,
- Não explora o ambiente e as novidades e costuma restringir-se e fixar-se em poucas coisas,
- Apresenta certos gestos repetitivos e imotivados como balançar as mãos ou balançar-se,
- Cheira, morde ou lambe os brinquedos e ou roupas,
- Mostra-se insensível aos ferimentos podendo inclusive ferir-se intencionalmente.

Poucos são os tratamentos actualmente existentes uma vez que os resultados são muito pequenos e morosos.

Os tratamentos passam por uma estimulação constante e por um apoio constante como forma de estimular e fazer com que a criança interaja com o ambiente, com as pessoas e com outras crianças.

Frequentemente usa-se a hipoterapia, a musicoterapia, a terapia da fala, a natação, o contacto com animais, o apoio em casa e com especialistas e muitas outras abordagens.

Infelizmente estas abordagens não resolvem as causas que estão por detrás e, por grandes avanços que o autista obtenha e que o aproxime dos comportamentos normais,ele não deixa de ser autista.

Há diferentes graus de autismo e há autistas que conseguem falar, cantar e até há casos de licenciaturas e de mestrados.

Porém o que acontece, mais frequentemente, é verificar-se um atraso mental proveniente duma compressão demasiado grande ao nível da cabeça e que causa um enorme sofrimento que impedem a criança ou adulto de interagir com o meio pois está demasiado absorvido com a sua dor e com o seu desconforto.

As raivas da criança e a sua incapacidade de actuação encontram aqui as explicações.

Ninguém consegue estar bem nem interagir com o meio se está demasiado desconfortável.

As tensões ao nível das meninges afectam todo o funcionamento não só do sistema crânio sacral mas de todo o sistema nervoso central pelo que há que libertar as tensões existentes nas meninges por forma a que o sistema crânio sacral e o sistema nervoso possam funcionar o melhor possível.

O autista possui uma incapacidade inata para estabelecer relações afectivas, bem como para responder aos estímulos do meio.

É universalmente reconhecida a grande dificuldade que os autistas têm em relação á expressão das emoções.

António Almeida: Apesar da resposta ser longa muito fica por dizer. E muitas outras abordagens poderão ser feitas. Por essa razão este tema vai manter-se durante algum tempo até percebermos bem do que é que estamos a falar.
Eu própria estou a aprender.
Porém entendo que ninguém pode abraçar uma causa que desconhece pelo que só o esclarecimento será libertador.

Um abraço ( E vá perguntando. Este é um espaço de debate, esclarecimento e confronto de opiniões).

SILÊNCIO CULPADO disse...

FOTOGRAFA
Ainda bem que te tenho de volta pois fazes-nos falta neste espaço.
Um abraço

O Árabe disse...

Sempre defendendo boas causas, amiga! Sinceros parabéns.

Boris disse...

Silêncio, minha Silêncio
não te cansas de lutar
e eu também não me contenho
enquanto a sorte não mudar.

Neste meu longo caminhar
por muita rota sofrida
aprendi a encontrar
as coisas boas da vida.

Pessoas que, como tu,
têm tanto para dar
ah Silêncio, minha querida
há tanta estrada a ganhar!

Assim o queira o bordão
há sempre esperança e luar
e sempre uma mão que estende
para as nossas apertar.

ABEL MARQUES disse...

Silêncio
Sei pouco sobre o autismo mas o suficiente para perceber que a capacidade de tornar viável, em termos de autonomia e aprendizagem, a vida dum autista passa por apoios quer a nível de ensino especializado quer a nível financeiro para que seja proporcionado um ensino especial de qualidade.
Depois conforme dizes, Silêncio, aos pais também tem que ser dada alguma autonomia que lhes permita fazer coisas tão simples como viajar ou namorar. Um pai ou uma mãe não pode ser sentinela 24 horas por dia porque simplesmente não aguenta.

Um abraço

Templo do Giraldo disse...

Passei aqui para te dizer que o templo está de regresso. Passada que está esta época festiva. Estamos de volta.
Quando quiseres passa por lá. Da minha parte ja fiz o meu "dever".

Um abraço.

Michael disse...

Silêncio
Ao ler sobre o autismo fico esmagado pelo conjunto de informação e pela dimensão do problema. Só agora me estou a dar conta do que realmente estamos a falar. A tua exaustiva resposta a António Almeida ainda deixa no ar muitas perguntas pertinentes que não vou fazer mas que espero encontrar resposta nas postagens e nos comentários.
Estes temas são muito importantes e trazê-los a lume é um dever de cidadania. Todos nós, na gíria, falamos de autismo mas não temos nem de perto nem de longe uma ideia do que se está a tratar.
Um abraço

MR disse...

Olá Silencio,

estou ausente. Peço que me desculpe não ter comentado esta postagem... mas li este seu post e garanto-lhe que me sinto pequenino perante o descrito.
Sou apenas um homem/pai que tenta unir os pais/famílias/governo/docentes/profissionais de saúde e o cidadão em geral à volta da fogueira, e deste belo caldeirão repleto de molho agridoce - o AUTISMO; aqui na blogosfera.

Voltarei quando puder.Porque o ensino especial:escolas e os CAOS precisam de uma reflexão, não só no autismo, mas aqui em particular.
Se vos contasse certas coisas será que vocês acreditariam?Coisas dolorosas. Hoje a sociedade não se permite ter profissionais sem formação e um alto grau de exigência, para se poder trabalhar a sério, sem se levarem demasiado a sério.

Urge um palno nacional para o autismo que incorpore todos os intervenientes.

Estou cansado, porque tive que ficar com o Bruno desde as 8h30 até ao fim da tarde e chegar a mãe.Fizemos 170 kms a "passear" de carro. Eu e o meu filho, porque eu tinha de tratar de umas coisas e levei-o.Instituição fechada hoje segunda-feira.A minha mulher trbalhou.

Mas é compensador ver que vamos aguentando...e tentando dar sempre o melhor!

saudações e um sorriso

Agulheta disse...

Lídia
Agradeço o carinho deixado no blog,digo que pouco sei sobre este tema tão pertinemte,penso que é das doenças,rarissimas! será,mas ainda bem que estás aqui a dar a conhece-la melhor.
Beijinho Lisa

Meg disse...

Lídia, não vou falar de autismo porque felizmente ou infelizmente estou bem informada sobre o assunto.
E se eu pudesse fazer alguma coisa já pelo autismo era proibir terminantemente, e com direito a coimas, a utilização da palavra AUTISMO sempre que utilizada sem ser na verdadeira acepção do termo.
É chocante, e nais ainda quando é utilizada por pseudo intelectuais da treta, possidónios e autênticos calhaus com olhos.
Ó que faço, sem receios pois a idade é um posto e e desse posto que tiro partido.

Desculpe o rompante mas sou de rompantes e já não tenho paciência nem me apetece aturar peralvilhos armados em doutores da treta.

Afinal vinha só para lhe agradecer as palavras e desejar que tenha tido uma boa Páscoa,

Um abraço, para si, Lídia!

LUIZ SANTILLI JR. disse...

Lidia

Acho que acabei não lhe desejando uma Feliz Páscoa!
Mas meu pensamento era nesse sentido!
Só pude ir ver minha mãe às 18 horas de ontem!
Mas ela não não liga para datas, ela não tem religião formal! Ela tem seu Deus pessoal e pronto!
De qualquer forma fica aqui meu pedido de desculpas.

Deixei para cumpromentar os mais íntimos para o fim e acabei não resistindo ao cansaço!

Acho que não estou preparado para o assunto do autismo, Lidia. Você sabe que só escrevo com fundamento, caso contrario prefiro que os mais capazes o façam e eu vou ler como bom aluno.
Um grande abraço e se tiver tempo, veja minha nova postagem: o caos que é São Paulo!

Beijos do Luiz

FERNANDA & SONETOS disse...

Olá amiga Lídia, deixo-lhe um grande beijo de carinho,
Fernandinha

amigona avó e a neta princesa disse...

Lidia, querida amiga, consegui vir ate aqui, abrindo os comentarios!!! Eu explico: desde o dia 22 que leio os blogues APENAS!!! Nao consigo comentar a nao ser - sei la porque - uma sorte danada e abrir algum!!! Aconteceu agora!!! Estou pronta para ir para Londres (Wivenhoe e a 80 Km) passear e fazer compras...quando voltar eu leio o que tens por aqui...agora deixa-me deixar-te um ABRACO grande, grande, de muitas saudades...beijinhos querida...

musqueteira disse...

viva silencio culpado...há grande mistério em todas as trocas quimicas que ocorrem no cerebro. e porque por vezes algo falha...um novo mundo se abre e outro se fecha em 4 paredes. o autismo, é uma sala donde não se vê a porta de saída... poucos são aqueles que a descobrem.
um abraço.

Sheila disse...

O autismo é um quarto fechado onde dificilmente se tem acesso.
Sabe-se pouco sobre esta doença e verifico, ao ler os comentários, que muitos não se atrevem a falar sobre o assunto.
Tudo o que se diga no sentido de se aprender algo é bom para que saibamos como agir e tenhamos uma consciência formada.

Um abraço

O Profeta disse...

Uma doença complexa para a qual nem sempre as esperanças são proporcionais à cura...conheço casais com filhos com esta doença e vou dar-lhes o teu enderesso pois o teu post pode ser uma preciosa ajuda...


Doce beijo

Robin Hood disse...

É um longo e doloroso percurso a incursão no universo autista.
Tudo o que se diga é insuficiente para o pouco que se conhece mas à medida que vamos sabendo estamos, sem dúvida, menos ignorantes.

Bjs

M.M.MENDONÇA disse...

Silêncio
Vou acompanhando esta sucessão de posts sobre o autismo não porque seja uma expert na matéria ou tenha conhecimento de casos próximos mas porque considero um dever inteirarmo-nos dos problemas que existem.
E depois, tu sabes, estou sempre onde tu estiveres.
Abraço

Eduardo P.L. disse...

Lídia,

melhor te chamar assim do que de Silêncio...
Obrigado pelo seu comentário no Varal. Estar pendurada nele é OBRIGAÇÃO. Estou em uma NOVA campanha: Só linko quem tem a delicadeza de retribuir o link!
Me explico: o Varal tinha mais de 436 blogs linkados. Resolvi por razões DIDÁTICAS excluir aqueles que ao longo dos meses não foram capazes de fazer a reciprocidade do gesto. Cairam fora! Lá só fica blog solidário. A blogosfera deve cultivar a interatividade, mas para VALER e não só da boca para fora! Para fazer gracinha...
Pode parecer antipático, mas é DIDÁTICO!

Bjs

OBRIGADO pelo link do VARAL,aqui há muito tempo!

Silvia Madureira disse...

Lídia:

Gostei muito dos versos de Eugénio de Andrade. Na verdade, existem pedras que fazem toda a diferença no nosso caminho.

beijo

Sophiamar disse...

Minha Querida Amiga

Visitar o teu blogue é um prazer. Os temas que tratas são para todos porque todos nós devemos assumir responsabilidades e actuar, colaborar, disponibilizar os meios que possuímos para que os pais destes meninos não se sintam sós. É nosso dever, caminhar ao seu lado, dar-lhes a mão, desbravar caminhos. O mundo será tanto melhor quanto maior e mais efectiva for a solidariedade.

A minha neta nasceu no dia 15 como o teu.

Beijinhossss

Bem hajas!

Louise disse...

Silêncio
Estou a acompanhar com todo o interesse o desenvolvimento do tema. As pessoas que sofrem ,por se encontrarem isoladas no seu sofrimento consequência de situações a que são de todo alheias, merecem a nossa compreensão e a nossa ajuda. Há sempre formas de intervirmos e sermos solidários.
Bem hajas, Lídia

alecerosana disse...

Ao ler sobre o autismo não pude deixar de falar na síndrome de Asperger que se enquadra no espectro autista e é ainda tão pouco conhecido.

Arte Autismo e www.arteautismo.com disse...

Oi Lidia achei estas estatisticas aqui no Brasil no AMA de Ribeirão Preto. Sao Paulo.

PANORAMA ATUAL

Estima-se que existam no Brasil pelo menos 100.000 pessoas com autismo. Considerando que cada indivíduo pertença a uma família de quatro membros, o problema atingiria cerca de 400.000 pessoas em nosso país. No Brasil o atendimento a esse indivíduo vem se realizando em centros privilegiados a cargos das associações de pais e outras iniciativas privadas, cujos custos são tais que inviabilizam o acesso da maioria da população afetada, caracterizando a insuficiência de recursos frente ao tamanho do problema, não garantindo portanto os direitos previstos na Constituição Federal. No momento atual, nota-se significativa evolução na abordagem das questões relacionadas às pessoas com deficiência. Já se reconhece as potencialidades desses cidadãos, bem como se respeita suas limitações. Posturas assistencialistas cedem lugar a propostas que visam a garantia dos direitos das pessoas com necessidades especiais. Especificamente para as pessoas com autismo, vários métodos de tratamento foram tentados, sem encontrar-se nenhum efetivo para todos os casos . Entretanto, têm sido de grande valia os programas educacionais específicos que usam métodos comportamentais e que possuam uma programação adequada, bem estruturada, bem como uma avaliação sistemática e constante.
Aqui se tem idéia de como o Autismo é no Brasil
Um grande beijo e obrigada por sua força seu carinho numa causa tão nobre , porque seus portadores vivem silenciosos esperando que alguém os resgate desse tormento.

Deixo-te uma poesia que para mim se aplica a todos nossos autistas.

O silêncio de um livro,
o silêncio de uma voz
que não tem com quem falar.

O silencio da escuridao que nada diz
perante a fraca luz
que penetra pela janela.

O desespero de um coração
que bate calado,
simplesmente destroçado…

Apenas e sempre só
o silêncio.

É como gritar sem voz…
Só a alma dói.

Vivo aqui e ali
Dentro e fora do tempo
Vejo caras desconhecidas,
Porém todas iguais
Não ouço o que a minha voz diz.

O que contam os meus olhos?
Invadem a minha mente,
Faíscas de um tempo carregado de dor.
Olhares espelhando,
Abraços de tempo (sem tempo)
Desapareço na sombra.

(autor desconhecido)
Extraído do site http://detudo.alef3.com/

Templo do Giraldo disse...

Acho que tudo que nos envolve está mesmo a merecer uma grande reflexão.

Cada vez mais estamos a ser atingidos por cenas que marcam as nossas vidas e o nosso quatidiano. Penso que está na hora de darmos um grito e dizer BASTA, estamos fartos destas diferenças sociais. Penso que todos seremos poucos para colocar um travão a este conjunto de questões pertinentes.

SAUDAÇÔES.

G.BRITO disse...

Silêncio
Não tenho muito a acrescentar ao que tem sido dito. Reforço a ideia de que é desejável que todos nos consciencializemos sobre um conjunto de circunstâncias, que dita formas de vida diferentes, amparando os mais fracos e incutindo-lhes incentivos que melhorem a sua qualidade de vida.
Pelo que sei ter um filho autista é bastante duro porque é muito difícil incutir-lhe um comportamento social adequado. Os autistas têm algumas vezes comportamentos agressivos e dificilmente obedecem a qualquer mensagem uma vez que o canal de comunicação está interrompido.
Os pais dos autistas têm que ser amados e apoiados porque eles estão sob uma pressão muito grande.
Abraço

Mary disse...

Há vários sindromas associados ao autismo ou, se quisermos, várias formas de autismo que estão ligadas a uma deficiência que nasce com o indivíduo e se revela a partir de ano e meio de vida. O que se pode fazer para integrar uma criança com este sindroma é muito importante que se saiba.
Bjs

SILÊNCIO CULPADO disse...

ÁRABE
As causas são feitas por nós quando nos interessamos pelas situações.
Conto contigo.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Boris
Os teus versos estão a ficar famosos e dão uma alma nova a quem precisa acreditar.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

ABEL MARQUES
É isso mesmo meu amigo. Não pretendo aqui fazer uma tratado de teor médico até porque não tenho conhecimentos para isso. O meu objectivo e tão só é falar sobre o autismo, chamar a atenção para o autismo e analisar o autismo do ponto de vista social.
E aí, naturalmente, incluindo a situação dos pais.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Templo do Giraldo
Aqui temos causas que precisam de apoio. Gosto das visitas mas o que é importante é que a mensagem chegue.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

MICHAEL
É sempre bom ter-te por aqui e sentir o teu apoio. As causas que estamos a debater necessitam da boa vontade e do esforço de todos.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

M.R.

Eu estou aqui para te apoiar, não te esqueças.

Somos todos gente e há mágoas que não têm razão de ser.
Um abraço e um sorriso

SILÊNCIO CULPADO disse...

AGULHETA
Não, não é uma doença rarissíma, infelizmente. 1/1000 crianças nascidas, revela um número altamente expressivo que temos que olhar com olhos de ver.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

MEG
Não tem que pedir desculpa dos rompantes. Prefiro os rompantes a que se façam comentários pouco sinceros. Terá as suas razões certamente assentes em motivos que me passam ao lado.

Aprecio-a muito pela frontalidade, clareza e justeza de opiniões e é isso, essencialmente, o que fica e prevalece.

Um abraço, Meg

SILÊNCIO CULPADO disse...

Santilli
O meu querido amigo sabe tudo d etudo. Claro que não é um expert, nem que ser, em autismo. Eu também não sou. O objectivo deste post não é entrar na investigação mádica mas sim na inserção social do autista e das suas famílias, nos apoios, na conscencialização da sociedade para incluir e apoiar esta população de autistas que tem tendência a crescer.

O meu amigo não tem que pedir desculpa porque amigo tem tempo próprio para nos encontrar. E esses encontros não podem estar na rota da obrigação mas sim do momento espontâneo em que devem acontecer.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Fernanda
Minha querida, eu já lá vou ver essa criatividade exuberante e maravilhosa.O tempo é curto para tantas paragens.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

AMIGONA
Fico sempre comovida quando te "vejo" e só posso desejar-te a continuação duma boa estadia.

Um abraço apertado

PiresF disse...

Estou relativamente bem informado sobre o autismo, o que, não impede, que aprenda sempre mais.
Para já, aplaudo a iniciativa.

Abraço.

SILÊNCIO CULPADO disse...

MUSQUETEIRA
O autismo é tudo isso. Porém não há porta de saída, no sentido pleno da palavra, porque o autismo não tem cura.
Há autistas que, mercê dum moroso e persistente trabalho conseguem resultados espectaculares em determinadas áreas. Mas nunca deixam de ser autistas nem de transportar todo um conjunto de insuficiências associadas ao facto de terem uma deficiência que impede a comunicação.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Sheila
Repito o que disse em resposta a comentários anteriores. O que aqui se procura não é a resposta a perguntas que caem na área da medicina. Tão pouco se pretendem dar definições de carácter científico.
O objectivo da postagem (e de outras que se seguirão) é simplesmente dizer: o autismo existe,é preciso ser apoiado a nível das instituições e da sociedae em geral, e tem várias vertentes algo vulneráveis que temos que desdramatizar através de comportamentos e olhares mais correctos.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

PROFETA
Nas minhas pesquisas na net fiquei a saber que os Açores têm, em média, mais autistas que o continente. Seria interessante conhecê-los.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Robin Hood
Estares aqui e saberes que existe esta patologia e que há uma certa dificuldade de definição e enquadramento, é já um primeiro passao para se tomar consciência e se dar o passo seguinte.
Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

PIRESF
Amigo, se estás bem informado por favor ajuda-nos porquanto nesta matéria, que estou a aprender pesquisando, existe muito para desbravar em termos de conhecimento.
Porém, o motivo de me ter aventurado por tão difíceis caminhos, não tem tanto a ver com o conhecimento científico que supostamente deveria servir de suporte ao conjunto de postagens, mas sim com a divulgação da patologia e suas necessidades reais a nível de apoios quer institucionais quer da sociedade em si.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

M.M.MENDONÇA
Meu querido amigo, este teu acompanhamento assíduo e militante tem sido para mim um conforto e uma força.
E o mesmo será para quem protagoniza as causas que defendo.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Eduardo p.l.

O que dizes não é antipático e vou responder-te de forma que servirá também para quem me visita e, eventualmente, comenta.

Independentemente de haver quem defenda que não se deve restringir as visitas e comentários aos blogues que nos visitam, eu dou prioridade absoluta aos meus visitantes assíduos. E isto porque, tanto na blogosfera como na vida real, não falo para quem não me responde a menos que esse alguém seja mudo. Considero que pessoas que anseiam ser visitadas, e muito comentadas, e desprezam os blogues dos amigos que lhe são fiéis quer pela ausência quer pelo comentário "a despachar para não dar força ao concorrente", não merecem a nossa consideração nem a nossa estima.
Há a ressalvar, evidentemente, os blogues solidários, que não têm propriamente um rosto,
e os amigos que estão em situação de indisponibilidade temporária.
Agora situações marcadamente intencionais, carecem, como dizes, de respostas didáticas.

Por todas essas razões, e porque me é humanamente impossível responder diariamente a todos os comentários, optei por manter os posts 2/3 dias de forma a poder responder aos visitantes não só aqui como em suas casas.

A blogosfera deverá ser uma questão de vida e não de morte e, sobretudo, do maior civismo e consideração pelos outros.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Silvia
Eugénio de Andrade é um poeta extraordinário. Dos melhores que cá temos.

Bjs

SILÊNCIO CULPADO disse...

Ray
Obrigada por esse esclarecimento sobre o número de autistas no Brasil que penso, será proporcional aos de muitos outros países nomeadamente na Europa e no Canadá.
Esse poema trespassa-nos de sentimento e é um hino de amor, desse amor imenso que tens dentro de ti e que transferes para o teu Filipe.
Irei acompanhando a par e passo as tuas diligências e estarei sempre aqui para o que for preciso.

Abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

SOPHIAMAR
Mas que coincidência maravilhosa! Não é que comemoramos o aniversário dos nossos netos no mesmo dia? É a nossa empatia a empurrar-nos para as coincidências.

Relativamente ao autismo temos que dar uma mãozinha a esta causa. Há ainda muito fumo em volta dela. Quanto a apoios, para não variar,estão em deficit permanente.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

louise
Minha amiga, tu és das que aguentam firme e estão sempre prontas a apoiar os outros. Mesmo com o tempo tão tomado como tens.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Templo do Giraldo

Pois a questão reside mesmo aí: não há igualdade de oportunidades e nem mesmo oportunidades para quem é diferente.
Não podemos pactuar com semelhante injustiça que vai contra o que foi subscrito por 182 países, incluindo o nosso, na Declaração Universal dos Direitos do Homem.
Ainda em 2007, sob a Presidência Portuguesa, se comemorou o Ano Europeu para a Igualdade de Oportunidades.
Há que fazer cumprir aquilo que proclamam os dirigentes ou então estes que assumam que nada do que atrás se disse é para cumprir. Porque gastar tempo e dinheiro para ouvir balelas que não se concretizam mais vale darem esse dinheiro a instituições privadas que desenvolvam soluções alternativas.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Alecerosana

Confesso que tenho dificuldade em fazer uma demarcação clara do autismo em relação a outras variantes e, nomeadamente, em relação aos sindromas de Asperger e de Rett.
Porém, o meu propósito é deixar algumas luzes sobre o autismo e, sobretudo, e essa a minha grande aposta, apelar à sociedade civil para que se envolva comportamentalmente com os autistas e suas famílias recusando certos estereótipos e, sobretudo, as exclusões sem sentido.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

G.Brito
Pois meu amigo, é nesses pontos que eu me centro porque não é fácil viver estas situações, ter ensino especializado e proporcionar aos pais algum espaço para si próprios o que é um direito legítimo e inquestionável.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

MARY
É muito importante que se saiba o que fazer para integrar uma criança com esse tipo de sindroma e é importante que se faça. E para isso têm que ser criadas condições.

Um abraço

Joseph disse...

Viver com ternura, em famílias e sociedades que integram e respeitam a diferença é um direito de todos. Os governos dos países devem disponibilizar equipamentos e promoverem campanhas de informação que tenham como objectivo combater os estigmas. Para isso servem os nossos impostos que serão muito mais bem aplicados nestas acções que nas campanhas de imagem do governo ou em reformas principescas de certos senhores.
Abraço

René disse...

Silêncio
Nós vivemos num País autista, integrado numa Europa autista a soldo dos autistas americanos.
Como pretendemos nós pôr a comunicar estes autistas com os autistas patológicos que, por inerência da doença, estão impedidos de comunicar?
Inventem-se novas formas de cidadania porque é urgente, e precisa-se, uma nova cultura que perceba que a vida dada por Deus é para ser vivida por todos os seres com a felicidade possível.
O autismo existe mas, pior que o autismo real, é o autismo dos corações fechados para olhar os problemas do seu semelhante como seus fossem e ajudarem a construir as fortalezas que abrigam os mais fragilizados.

Um abraço

Rafeiro Perfumado disse...

Curiosamente o problema do autismo é mais divulgado por filmes do que pelas instituições competentes, o que contribui em parte para que esta doença ainda seja vista como algo estranho, e não como algo real e merecedor de toda a nossa atenção.

São disse...

Venho abraçar-te e desejar que tudo esteja correndo a teu gosto, querida.
Bem hajas.

calminha disse...

Lidia , que bom pores aqui no teu blog este apelo a este site , tb costumo pasar por la e tem sido uma forma muito boa de desmistificar a doença.
um abraço e boa semana

MR disse...

Perante as perguntas do António Almeida,vou dizer por palavras minhas alguma coisa:

AA-O autismo é uma doença, ou uma caracteristica com a qual alguns nasceram?
R-O autismo em geral é de nascença e será descoberto até aos dois anos de idade.No entanto existe o autismo regressivo, o que acontece mais em meninas. Esta situação pode mostrar uma criança "normalíssima" durante anos e de repente fecham-se. Conheço casos assim. Uma criança por volta dos nove anos, depois de um comportamento normal e insuspeito virou autista profunda.

-Se é uma doença, qual é a origem? Está estudado ou permanece um mistério?
R- É uma doença cuja origem não está concluída, podendo ter alguma origem genética, mas estudando-se as hipóteses de alguma ligação às vacinas triplice e aos partos que provocam sofrimento e falta de oxigenação ao bebé.Está tudo em aberto e não há qualquer medicação para o autismo.

AA-Quais os limites para evolução dum autista? Devem existir vários casos documentados.
R- A evolução de um autista é diversa. Se não houver apoio credível, a nível dos pais, ensino especial e médico, será um ser pesado, sem funções e fechado à volta de nada. Se trabalhado como deve ser, penso que o limite nunca é atingido.Evolui sempre. Consegue-se uma interacção social e com casos de sucesso a nível da integração e até profissional.Depende também do grau de PEA -são diversos- que cada um tem.

AA-Se é uma doença, a mesma é passível de regressão, total ou parcialmente?
R- Implícita na resposta anterior. Existem casos em que se fala de cura e mesmo que o autismo é tratável.

AA-Provavelmente isto são questões básicas, desculpem a ignorância, mas gostaria de perceber um pouco melhor, o assunto que está aqui em debate/reflexão.
R- caro amigo, todos tenham curiosidade em entrar nestas temáticas. Podemos não conseguir o milagre da cura, mas teremos certamente o dever de consciencializar e motivar as pessoas/técnicos/médicos/entidades/associações(pais ... para a situação e certamente os autistas evoluirão e deixarão de ser imaginados como o menino lá longe que passa o dia a balancear a cabeça.
O meu filho é hiperactivo e avançou muito com a nossa insistência na sua integraçao e desenvolvimento.É pena que quando não está connosco as pessoas que estão com ele, mesmo que com boa vontade, não saibam o que é o autismo e a melhor forma de lidar com ele.

Saudações e um sorriso

SILÊNCIO CULPADO disse...

JOSEPH
É isso mesmo que eu penso, amigo. Têm que ser criados os necessários apoios para que os autistas tenham acompanhamentos especializados que lhes permitam evoluir e cumprir regras básicas de relacionamento social. Os pais dos autistas têm que ter também determinados apoios, porque são humanos e porque precisam viver os seus momentos para além dos filhos. E isto por muito que os amem.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

René
Claro que o autismo existe por parte dos governos e das instituições. Mas esse autismo pode ser curado com a nossa persistência e é isso que estamos a fazer.
Vamos dar visibilidade a esta causa com vista a que o autismo seja mais apoiado quer a nível dos visados quer a nível das famílias.

Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

Rafeiro Perfumado

É isso mesmo, meu amigo, o autismo aparece como sendo uma situação romântica explorada no cinema e sobre a qual se tecem as maiores fantasias. Da realidade poucos saberão.
Vamos ver se depois desta sucessão de posts ficamos um pouco mais esclarecidos (eu inclusive.
Um abraço

SILÊNCIO CULPADO disse...

SÃO
Que bom ver-te.Está tudo a correr bem (com as devidas ressalvas como em tudo na vida).
Um abraço, amiga

SILÊNCIO CULPADO disse...

MR
Bem falta me estavas a fazer.Este teu comentário deverá passar a post. É como que uma introdução ao autismo.
Ajudará a compreender todos os posts que se seguirão.
Um abraço e um sorriso

Lata Mágica Recife disse...

Alguns dos pontos turísticos mais visitados do grande Recife, é a Rua da Aurora, com seus casarios e esculturas. Registrados sobres as câmeras artesanais do Lata Mágica Recife.

Espero que gostem, um abraço dos amigos da lata:

Willam & Odilene

SILÊNCIO CULPADO disse...

lata mágica recife

Prazer em conhecê-la.

C Valente disse...

Saudações amigas

SILÊNCIO CULPADO disse...

C.Valente
Olá, amigo.
Um abraço