
AROMAS DE PORTUGAL
Para terminar estas abordagens sobre o autismo, tema que foi apenas aflorado e que está longe de estar esgotado, quero deixar algumas reflexões que me sugeriram os vários contributos.
O autismo não é uma patologia residual. Em Portugal estima-se que existam cerca de 61.000 autistas porém, os dados disponíveis não nos permitem fazer uma avaliação concreta da realidade na medida em que esta população não está devidamente estudada como população que é, com características próprias.
Em meu entender, este número poderá ser bem superior se atendermos a que não estão contabilizados indivíduos mais velhos, por ausências de diagnósticos em gerações mais velhas, e a situação clínica de muitas famílias de imigrantes hoje já com nacionalidade portuguesa.
Para além da necessidade de identificação da família autista, do estudo dos diferentes casos e percursos e bem como de soluções através de redes de apoio e acompanhamento que permitam munir o autista de toda a auto-suficiência possível desenvolvendo as suas capacidades, por vezes espectaculares em determinadas matérias, temos também que despenalizar as famílias dos autistas em relação aos espectros que sobre elas recaem.
Que será dos autistas quando os pais lhes faltarem? E que vida, para além dos filhos, poderá ser proporcionada a estes pais? Sim, porque em circunstâncias normais os pais têm uma outra vida a que têm direito, que é legítima e necessária ao seu equilíbrio humano e psicológico.
Perguntas sem resposta mas que urgem uma solução. Uma solução que não pode passar pelo silêncio autista num País onde ainda se morre anónimo pelas ruas e se procura, através do site da PJ, que se identifique uma longa lista de seres humanos que morreram e ninguém deu pela sua falta.
Para terminar estas abordagens sobre o autismo, tema que foi apenas aflorado e que está longe de estar esgotado, quero deixar algumas reflexões que me sugeriram os vários contributos.
O autismo não é uma patologia residual. Em Portugal estima-se que existam cerca de 61.000 autistas porém, os dados disponíveis não nos permitem fazer uma avaliação concreta da realidade na medida em que esta população não está devidamente estudada como população que é, com características próprias.
Em meu entender, este número poderá ser bem superior se atendermos a que não estão contabilizados indivíduos mais velhos, por ausências de diagnósticos em gerações mais velhas, e a situação clínica de muitas famílias de imigrantes hoje já com nacionalidade portuguesa.
Para além da necessidade de identificação da família autista, do estudo dos diferentes casos e percursos e bem como de soluções através de redes de apoio e acompanhamento que permitam munir o autista de toda a auto-suficiência possível desenvolvendo as suas capacidades, por vezes espectaculares em determinadas matérias, temos também que despenalizar as famílias dos autistas em relação aos espectros que sobre elas recaem.
Que será dos autistas quando os pais lhes faltarem? E que vida, para além dos filhos, poderá ser proporcionada a estes pais? Sim, porque em circunstâncias normais os pais têm uma outra vida a que têm direito, que é legítima e necessária ao seu equilíbrio humano e psicológico.
Perguntas sem resposta mas que urgem uma solução. Uma solução que não pode passar pelo silêncio autista num País onde ainda se morre anónimo pelas ruas e se procura, através do site da PJ, que se identifique uma longa lista de seres humanos que morreram e ninguém deu pela sua falta.










